Obama entra para a história como primeiro candidato negro à Presidência dos Estados Unidos

Obama entra para a história como primeiro candidato negro à Presidência dos Estados Unidos

adrianacarranca

04 de junho de 2008 | 00h18

Foto: REUTERS/Jason Reed

Liguei a TV para assistir as notícias do dia na BBC, como faço todas as noites, no exato momento em que Barack Obama anunciava a vitória como candidato democrata à Casa Branca. Estranha a sensação de presenciar um momento histórico, daqueles que serão registrados nos livros e estudados nas escolas, ao vivo, no exato momento em que ocorre. Quarenta anos após o assassinato de Martin Luther King, Obama será o primeiro negro a concorrer à Presidência dos Estados Unidos. “Vocês escolheram ouvir não às suas dúvidas ou medos, mas às suas maiores esperanças e mais altas aspirações”, declarou.

Ainda que não chegue à Casa Branca – o que eu, particularmente, acho improvável a essa altura – ele já teria ralizado uma façanha. Não só por ser negro, mas jovem e filho de imigrante, chamar-se Obama (e assumir o nome, que soa exatamente como o Osama, de Bin Laden), ter Hussein como um de seus sobrenomes (o mesmo de Saddan) e pelo fato de 15% dos americanos ainda acharem que ele é muçulmano.

Os americanos querem mudança. Finalmente! Em resumo, é o que essa vitória significa. Uma mulher na Casa Branca já seria mudança e tanto em favor dos que defendem a igualdade de direitos, mas Hillary não deixaria de ser uma Clinton a revezar-se com um Bush na Casa Branca. Esse filme, nós já vimos.