Tem graça, Ahmadinejad?

adrianacarranca

27 de novembro de 2007 | 13h06

Às vezes penso que Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, se diverte com as provocações que faz ao arqui-rival americano George W. Bush. A última do líder iraniano, publicada hoje no The Guardian, foi declarar, em discurso, que se ofereceria como fiscal nas eleições americanas do ano que vem. Muitos acreditam que Ahmadinejad só faz isso para ganhar popularidade. Mas os iranianos já não estão achando graça.

Quando estive lá, em julho, clérigos haviam publicado no jornal governista Al Jamhuri Islami uma carta aberta ao presidente em que diziam reconhecer seus esforços pelo direito do Irã de desenvolver energia nuclear. Mas questionavam o estilo provocador do presidente. Segundo os críticos, suas palavras só fazem “aumentar a pressão internacional” sobre o país. E foram além: “A forma com que o debate nuclear tem sido apresentado pode dar a impressão de que o senhor está exagerando a importância do assunto com o objetivo de divergir a atenção do público das falhas de seu governo”, dizia a carta. Foi a crítica mais dura de religiosos linha-dura e pró-governo contra Ahmadinejad, que também não achou graça.

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