Brasil: 50 mil imigrantes ilegais e 3.500 refugiados

Brasil: 50 mil imigrantes ilegais e 3.500 refugiados

adrianacarranca

11 de agosto de 2007 | 17h35

O governo brasileiro estima em cerca de 50 mil o número de imigrantes ilegais no País. Muitos servem de mão-de-obra semi-escrava para pequenas fábricas de costura em São Paulo ou em fazendas Brasil afora. Já o número de refugiados no País chega a 3.500, de acordo com dados de 2006, e vem aumentando – em relação a 2005, o crescimento foi de 14%, o maior desde 2002. Outros cerca de 15 mil devem ser somados às estatísticas assim que o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) terminar o levantamento de quantos colombianos cruzaram a fronteira com o Brasil para fugir da guerra civil.

Enquanto aguardam a aprovação do seu status, esses imigrantes são encaminhados para uma organização não-governamental e não presos, deportados ou repatriados. Desde a década de 1960, aliás, o Brasil tem sido pioneiro ao aprovar avançadas leis de proteção a refugiados, segundo a ONU.

Dados os números e os fatos, causa mesmo estranheza o tratamento e o tamanho do empenho do governo brasileiro em devolver a Cuba os pugilistas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Pela lei brasileira, eles não poderiam ter sido presos, simplesmente porque não cometeram crime algum. Também não poderiam ter sido deportados, como ocorreu na semana passada. De acordo com a legislação brasileira, o estrangeiro em situação irregular no país será notificado pela Polícia Federal (PF), que lhe concederá um prazo de saída de 3 a 8 dias, conforme o caso. Somente se descumprido o prazo, a PF poderá efetuar a deportação.

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