Trabalho escravo: 30 mil libertados desde 1995. Veja a lista suja dos escravagistas

Trabalho escravo: 30 mil libertados desde 1995. Veja a lista suja dos escravagistas

adrianacarranca

30 de julho de 2008 | 15h05

reporterbrasil

O site da ONG Repórter Brasil traz o balanço das autuações feitas pelo Ministério do Trabalho desde 1995, que libertaram do trabalho escravo 30.036 pessoas. O número de trabalhadores submetidos a condições de escravidão pode ser ainda maior. No Pará, por exemplo, das 47 fazendas denunciadas entre janeiro e junho de 2008, apenas 26 foram fiscalizadas.

“A servidão por dívida continua sendo uma das formas mais comuns de trabalho escravo contemporâneo”, disse ao repórter Maurício Hashizume o coordenador nacional do grupo de fiscalização, Marcelo Campos. “Como ele [o trabalhador] acredita que deve ao patrão, trabalha para quitar essa dívida que nunca é saldada, pois a cada mês ele adquire mais despesas”.

Entre as violações mais flagradas também estão: não pagamento de salários, jornadas exaustivas e trabalho em condições degradantes. A prevalência dessa situação se dá em fazendas da região de pré-Amazônia, principalmente, do setor pecuário. Em segundo lugar, vem o cultivo de cana-de-açúcar e outras lavouras agrícolas.

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LISTA SUJA
Para ajudar a combater o problema, a Organização Internacional do Trabalho, o Instituto Ethos e a Repórter Brasil desenvolveram uma ferramenta de busca que permite pesquisar se determinada fazenda ou empresa consta na chamada lista suja do governo federal, com base no Cadastro de Empregadores da Portaria 540 de 15/10/2004. Que tal checar a lista antes de ir às compras?

Na foto, homem de 30 anos que denunciou tortura e trabalho escravo em uma fazenda de Paragominas, no leste do Pará. Ele relatou ter sido torturado pelo patrão e dois capangas, ao reclamar das más condições e do salário atrasado. Ele fugiu da fazenda no início de janeiro e contou sua história à Superintendência do Trabalho e Emprego do Pará (SRTE-PA). A fiscalização encontrou 35 pessoas em situação análoga à escravidão em área de fazendeiro reincidente no crime.

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