Alerta para desastres ainda neste ano?

Afra Balazina

15 de janeiro de 2011 | 22h24

Casa em encosta em Petrópolis, no Rio (ANTONIO SCORZA/AFP)

Já está em fase de testes no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) um sistema de prevenção a desastres naturais. Segundo o climatologista do Inpe José Marengo, ele deve começar a funcionar em dezembro deste ano.

A compra de um supercomputador para o instituto permitiu que a previsão do tempo melhore e será fundamental para evitar novas tragédias. Porém, será preciso fazer parcerias com os Estados e municípios para que as informações geradas e os alertas cheguem até a população. De acordo com Marengo, os dados deverão ser colocados na internet, mas nem todas as pessoas em áreas de risco têm acesso ao computador, claro.

Ele avalia ser necessário algo como o trabalho feito pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) na cidade de São Paulo, que coloca na internet os pontos de alagamento existentes, ou como o sistema de alertas de tornados nos EUA, muitas vezes feito pela televisão. “Se não tivermos isso, todos os verões iremos lamentar as mortes.”

Para ele, “é uma vergonha” termos “previsão de tempo de primeiro mundo, mas não termos aplicação”. “Como cientista fico desapontado. A tecnologia existe, mas não funciona se o governo não assume essa tecnologia e a coloca em sistemas de monitoramento e alerta para a população”, ressalta.

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