As semelhanças entre crise econômica e a crise climática

Afra Balazina

09 de dezembro de 2011 | 08h04

George Papakonstantinou, ministro grego de Meio Ambiente, Energia e Mudança Climática  fez um discurso muito bacana na COP-17 em Durban, comparando a crise econômica mundial e a crise climática.

Segundo ele, os países emprestaram mais dinheiro do que deveriam, assim como emitem mais gases-estufa do que deveriam e mais do que o ambiente pode suportar.

Papakonstantinou também diz que foram tomadas medidas insuficientes pelos países para evitar a crise financeira, assim como agora as nações se comprometeram com metas de corte de emissão de gases-estufa que não serão suficientes para limitar o aumento da temperatuda da Terra a 2ºC.

Para o ministro, assim como sobrecarregamos as nossas crianças com dívidas, também emprestamos o espaço atmosférico das futuras gerações.

“Desperdiçamos recursos de forma improdutiva. Assim como gastamos dinheiro para fazer essas COPs com pouco progresso para mostrar ao mundo”, afirmou.

Ele chegou até a sugerir que as próximas conferências tenham duração menor (uma semana em vez de duas) e que sejam realizadas em locais com estruturas da ONU já existentes, como Genebra ou Bonn.

“Nossos problemas aparentavam ser locais e pareciam requerer ações locais. Mas se provaram sistêmicas e generalizadas, afetam outros também, necessitando por fim de ações multilaterais. O mesmo ocorre com as mudanças climáticas, que afetam a todos, afetarão ainda mais no futuro e requerem um envolvimento e contribuição de todos”, disse ele.

Christiana Figueres, chefe de clima da ONU, e Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, falam na COP-17 (Afra Balazina/AE)