Clima e Rio+20

Afra Balazina

29 de novembro de 2011 | 18h00

Para o chefe da delegação americana na COP-17, Jonathan Pershing, as negociações de clima não têm muita importância no contexto da Rio+20, encontro que ocorre em 2012 para marcar os 20 anos da Eco-92.

Segundo ele, a Rio+20 será um processo muito mais inclusivo, sobre desenvolvimento social, economia verde.

“A questão climática é um tema mais específico, importante para o desenvolvimento, mas não realmente conectada com a Rio+20”, ele me disse.

Os Estados Unidos não têm interesse em “bombar” a reunião porque o presidente Barack Obama provavelmente não virá, pois estará no meio da campanha para a reeleição.

Já o embaixador e chefe da delegação brasileira na COP-17, André Corrêa do Lago, discorda do americano. “O conceito de desenvolvimento sustentável saiu de um consenso do Rio em 1992, ao mesmo tempo que saiu a Convenção do Clima. Então, óbvio que mudança do clima é uma coisa incontornável na Rio+20. Agora o que é interessante é que enquanto desenvolvimento sustentável em 1992 era considerada uma coisa meio idealista, hoje em dia isso é na verdade a resposta para a mudança do clima”, diz.

E completa: “Há uma ligação com a mudança do clima, mas não há uma ligação entre a Rio+20  e a negociação de mudança do clima. Mas o tema é absolutamente central porque é ele que dá hoje mais sentido do que nunca para a ideia do desenvolvimento sustentável”.

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