Começa a COP-17 – adversidades

Afra Balazina

28 de novembro de 2011 | 09h37

Que as negociações climáticas não serão fáceis, todos sabem. Então vou contar um pouco das dificuldades de quem chega para cobrir a COP-17.

Cheguei neste domingo a Durban, na África do Sul, onde ocorre a  a 17ª Conferência do Clima da ONU, ou COP-17.

Vou contar um pouco dos bastidores para vocês perceberem como não tem glamour essa vida de jornalista!

Eu e duas colegas jornalistas, uma da Bolívia e outra das Filipinas, chegamos ao aeroporto e de lá não foi difícil pegar um shuttle bus para o ICC, local da conferência e onde devíamos buscar nossas credenciais.

Viemos com as malas, e o trajeto levou mais de uma hora. Também foi rápido pegar as credenciais. O problema começou depois: muita desinformação até conseguirmos pegar uma van para o hotel. Há várias linhas (South Beach, Central Durban etc.) e os motoristas não conhecem os hoteis. Andar a pé ninguém recomenda, porque a região em que estamos é perigosa.

Conclusão: apesar de nosso hotel ficar pertinho do ICC, uns 10 minutos no máximo de carro, levamos uma hora e meia para desembarcar no hotel. Muito cansativo. Thelma Krug, experiente negociadora da área de florestas do Brasil, estava na mesma van e levou mais de duas horas para conseguir chegar ao seu hotel, que era mais perto ainda do ICC. Ninguém merece, né?

A internet pelo menos está funcionando direitinho aqui no ICC, o que é um grande alívio. Em breve mais novidades sobre a COP.

Estou acompanhando a abertura neste momento e a tarde inteira teremos coletivas de imprensa com diferentes países presentes na conferência.

(Afra Balazina/AE)

 

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