Instituto de Energia no Brasil

Afra Balazina

30 de julho de 2011 | 13h36

Tive uma conversa maravilhosa com Fernando de Mendonça, de 86 anos, o fundador e primeiro diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por causa dos 50 anos do órgão.

Ele entrou no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) com mais de 30 anos. Foi fazer uma pós-graduação nos Estados Unidos na época em que foi criada a Nasa, agência espacial americana, e foi nela que se inspirou para formar o Inpe.

Depois de 16 anos na função, Mendonça deixou o Inpe e, em 1977, se tornou o diretor executivo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem), cargo em que ficou até 1982. E depois foi para a iniciativa privada tentar ganhar dinheiro – “eu era muito pobre”, justifica.

O incrível é que, hoje, ele se dedica a outra tarefa nobre. Quer criar um Instituto de Energia no País. Também se inspira no que tem sido feito nos Estados Unidos. “Temos de pesquisar as novas barreiras energéticas, para fazer uma revolução. Não estamos falando de energia eólica e solar”, explica.

Ela espera criar o instituto no próximo ano, no Ceará. “Há 40 anos consegui um terreno com o governo para o Inpe, mas ele está subutilizado. Além disso, existem fundos de financiamento em pesquisa para serem gastos no Nordeste”, conta.

Ele, que é cearense e mora em São José dos Campos (SP), ressalta ainda que 30% dos alunos do ITA são do seu Estado natal. “Esse pessoal bom tem de ter oportunidade de voltar para lá”, afirma.

Na festa dos 50 anos do Inpe, que será comemorado na primeira semana de agosto, ele estará fora do País, pesquisando para seu instituto. “Quando saí do Inpe eu virei a página.”

 

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