A hora da verdade para o Rafale
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A hora da verdade para o Rafale

andreinetto

20 de julho de 2010 | 08h17

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A França espera receber a qualquer momento uma confirmação de Brasília sobre a compra dos 36 caças que equiparão a Força Aérea Brasileira (FAB). Depois dos constantes adiamentos, o Ministério da Defesa francês trabalha com a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dispõe de todos os estudos técnicos relativos ao Dassault Rafale e aos seus concorrentes, o norte-americano Boeing F-18 Super Hornet e o sueco Gripen NG, realizados pelo Ministério da Defesa brasileiro.

Segundo Hervé Morin, ministro da Defesa, a resposta é aguardada nas próximas duas semanas. “Eu espero tranquila e serenamente o anúncio ou a declaração do presidente Lula, que ele havia previsto para o mês de julho”, revelou.

Em 15 de maio, durante uma viagem da comitiva presidencial a Doha, no Catar, o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, informou que na semana seguinte entregaria os documentos ao Palácio do Planalto. A partir de então, ficaria nas mão de Lula bater o martelo e encerrar a novela FX-2.

Sobre o desfecho do folhetim, Morin está certo de que a escolha do Brasil deve mesmo recair sobre a aeronave francesa, como o presidente Lula indicou em setembro de 2009. “O Brasil é um parceiro estratégico maior e decidiu de refazer suas forças armadas em especial com a indústria francesa”, afirmou.

Parte desse contrato, como revelou a reportagem de Roberto Godoy, publicada pelo Estado no domingo, já está em curso. Três dos 50 helicópteros EC-725, fabricados pela Eurocopteur/ Helibras e adquiridos pelo governo brasileiro para equipar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, já estão em fase final de montagem.

O mesmo acontece com os submarinos Scorpène, que entraram em linha de montagem em um estaleiro do sul da França neste ano.

Falaremos mais sobre os negócios militares do Brasil e da França nos próximos dias.

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