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AF-447: exames de DNA serão conhecidos em sete dias

andreinetto

13 de maio de 2011 | 06h30

Pelo menos sete dias de angústia ainda esperam as famílias de vítimas do voo AF-447, que aguardam uma resposta das autoridades francesas a respeito da possibilidade de identificar ou não os mais de 50 corpos que jazem no Atlântico. A estimativa foi feita pelo Instituto de Pesquisas Criminais (IRCGN) da Polícia Militar da França (Gendarmerie Nationale), que espera uma resposta dos cientistas que tentam extrair dos dois corpos trazido à superfície traços de DNA que possam permitir a identificação.

A perícia começou a ser realizada ontem mesmo e vai se concentrar em estudar as amostras retiradas do fêmur, onde a chance de preservação do DNA é maior. Os dois corpos, porém, não chegaram a Paris. Eles estão na câmara fria do navio Ile de Sein, que ancorará em Dacar, no Senegal, dia 20. “Os corpos continuam no barco. O que temos em Paris são amostras que foram colhidas por um médico legista e que foram trazidas. Elas chegaram nesta manhã no laboratório privado que vai proceder a análise DNA”, explicou François Daoust, diretor do IRCGN.

Caso o exame conclua que será possível identificar as vítimas, a campanha de resgate de corpos será retomada pela nova equipe que partirá em expedição no Ile de Sein em junho.

Ontem, a Justiça da França voltou a reforçar o teor da nota divulgada há dois dias, na qual ficou estabelecido que apenas corpos que estejam menos “alterados” pelo acidente serão resgatados e entregues às famílias.

“A Justiça não ficará insensível às dores das famílias”, garantiu Jean Quintard, procurador-adjunto do Tribunal de Grande Instância de Paris, onde tramita o processo por “homicídio involuntário” contra a Air France, proprietária do avião acidentado, e a Airbus, fabricante do aparelho. O que move a definição sobre resgatar ou não um corpo são os exames de DNA, diz o procurador. “É possível identificar a vítima? Se não for, não há sentido em resgatá-las”, ponderou.

De acordo com Quintard, os corpos não são essenciais ao processo judiciário, porque com o resgate das primeiras 50 vítimas, logo após o acidente, há dois anos, já foi possível estabelecer a causa mortis. “Todas as pessoas que estavam no voo morreram da mesma forma”, garantiu o procurador.

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