85 mortos, 17 anos transcorridos, 0 culpados condenados: o atentado contra a AMIA
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85 mortos, 17 anos transcorridos, 0 culpados condenados: o atentado contra a AMIA

arielpalacios

18 de julho de 2011 | 07h31

 

1994. Rua Pasteur 633. Dia 18 de julho. 9:53 horas. Segundos depois deste momento, o edifício da AMIA ficava em ruínas. 85 pessoas morreram. Mais de 300 foram feridas e mutiladas. Foi o maior atentado da História da América Latina.

“Desta vez pegaremos os culpados”. A frase, pronunciada pelo ex–presidente Carlos Menem (1989-99) é de 1994. Menem referia-se aos responsáveis pelo atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), ocorrido poucas semanas antes de sua promessa. As palavras de Menem jamais foram cumpridas. Nem por ele, nem por seus sucessores.

Até hoje, os culpados do ataque que causou a morte de 85 pessoase ferimentos e mutilaçõesem outras 300 continuam sem ser identificados.

Das vítimas mortais, 67 estavam dentro do prédio da AMIA. Outras 18 pessoas estavam passando na calçada ou nos prédios vizinhos.

Para complicar, tampouco existem certezas absolutas sobre como foi feito o atentado, nem que tipo de bomba foi utilizada, muito menos os motivos para o ataque terrorista. Existem especulações, hipóteses, algumas mais fortes do que outras.

Pistas falsas foram criadas, e em cima delas, novas distrações que durante anos desviaram as investigações para as hipóteses mais tresloucadas. Além disso, o Departamento de Imigrações nunca conseguiu fornecer informações sobre quem entrou e quem saiu do país nos meses prévios e posteriores ao atentado.

O cenário é mais complexo ainda por causa das profundas divisões que existem dentro da comunidade judaica sobre o atentado. Os analistas afirmam que a obscura trama do atentado à AMIA ultrapassa qualquer conto de Franz Kafka.

Para complicar, diversas investigações e processos estiveram indiretamente vinculados com o caso AMIA, para aumentar mais ainda o emaranhado de informações. Esse é o caso da investigação de enriquecimento ilícitode Menem,já que segundo a testemunha “C”, protegida pelos EUA, Menem teria recebido dinheiro do Irã para atrapalhar as investigações.

Também especulam-se em conexões com o escândalo do contrabando de armas para a Croácia e Equador, entre 1991e 1995 e até amortede Carlos MenemJr., filho do ex–presidente, que morreu em um misterioso acidente de helicóptero em 1995.

O jornalista americano JoeGoldman, autor de “Cortinas de Fumaça”, sobre o atentado realizado em 1992 contra a embaixadade Israel e investigador do atentado contra a AMIA, faz uma metáfora ao Estado em 2004: “é como uma fita cassete que ficou presa no gravador e foi triturada. Você a tira, volta a enrolar, mas nunca mais a música terá a mesma qualidade. O caso AMIA é assim. Já não dá para saber quem o fez e como. O encobrimento funcionou. Foram criadas mentiras sobre mentiras”.

 

Parentes das vítimas mostram as fotos e nomes dos mortos no atentado.

HIPÓTESES – A hipótese na qual acredita a Justiça é a de que o atentado foi realizado com uma camionete Trafic carregada de 300 quilos de explosivo, dirigida por um motorista kamikaze. A Justiça considerava antes que a Trafic havia sido vendida por Carlos Telleldín, um vendedor de carros roubados, a um grupo de policiais. Telleldín, também era dono de um prostíbulo, alémde filho de um ex–repressor da Ditadura. Estes policiais teriam entregue o veículo ao grupo de terroristas. Mas, agora os policiais foram removidos do assunto, e existe um vácuo sobre o que ocorreu com o veículo desde os dias em que vendeu a Traffic até o dia do atentado.

No entanto, a única prova da existência da Trafic é um motor, que apareceu muitos dias depois da explosão e sobre o qual pairam suspeitas de que tenha sido “plantado”.

DÚVIDAS – Para os especialistas que investigam o caso há uma década e meia, além dos parentes das vítimas e representantes da comunidade judaica, existe mais de uma hipótese sobre o atentado.

A primeira pergunta é “quem fez o atentado?”. Os olhares de suspeita que buscam um culpado no exterior se focalizam sobre os países muçulmanos. Ao contrário do costumeiro, nenhum grupo fundamentalista jamais atribuiu-se explícitamente a autoria do ataque.

A Justiça suspeita que tenha sido o Hizbollah, que teria agido na Argentina com o apoio da Embaixada do Irã. Mas outros não descartam que teriam sido terroristas vinculados aos governos da Síria ou Líbia.

Outras teorias indicavam que os culpados seriam argentinos, integrantes das fileiras dos militares carapintadas (que tentaram levantes militares nos anos 80 e em 1990), conhecidos por seu antissemitismo.

Também especulava-se que poderiam ser integrantes da má-afamada Polícia Bonaerense (da provínciade Buenos Aires).Uma hipótese mista junta os muçulmanos com os carapintadas e “La Bonaerense”.

MENEM E SUAS PROMESSAS – A segunda pergunta é “quais foram os motivos para o atentado?”. No caso da “hipótese muçulmana” há várias sub-hipóteses.

Se fossem os iranianos, através do Hizbollah, poderia ser uma vendetta contraCarlos Menem, na época presidente da Argentina, que havia realizado um alinhamento sem precedentes com osEUA e enviado três navios à Guerra do Golfo, em 1991.

No caso iraniano ainda existe outra possibilidade: Menem teria prometido fornecer ao Irã know how nuclear (a Argentina foi pioneira no desenvolvimento da área nuclear na América do Sul e estava preparando pequenos reatores para exportação). Depois, não cumpriu a promessa.

No caso da Líbia, o motivo seria a quebra da promessade Menem derepassar ao líder Muamar Kaddafi a tecnologia do míssil Cóndor, quea Argentina estavadesenvolvendo há décadas e que tinha um alcance de maisde 2mil quilômetros. Em troca dessa tecnologia, Kaddafi teria dado abundantes fundos para a campanha eleitoralde Menem em1989, quando era uma “zebra” política.

Mas, pouco depois de tomar posse, para conseguir a aproximação com os EUA, Menem prometeu ao governo americano a liquidação do plano do míssil Cóndor. “El Turco” não só acabou com o projeto, como também entregou as peças do míssil para ser destruídas nos EUA.

A Síria de Hafez Al Assad também teria ficado melindrada, situação agravada pela “traição”de Menem,um filho de sírios.

A hipótese “síria” baseia-se em um relatório da Comissão Republicana de Investigação da Câmarade Deputadosdos EUA, que em 1994 afirmou que “quando Teerã e Damasco começaram a analisar suas opções para uma operação rápida no Hemisfério Ocidental, Damosco insistiu que deveria ser realizada, se possível,em Buenos Aires”. Ahipótese dos parlamentares americanos também envolve o governo do Irã, como participante secundário.

No entanto, outra teoria sustenta uma pista “puramente” síria, na qual se descarta o envolvimento iraniano. Neste caso, afirma-se que o ataque teria sido realizado como “vendetta” pela “traição”de Menem aogoverno de Hafez Al–Assad, que junto com o governo da Líbia forneceu US$ 40 milhões para a campanha do candidato peronista nas eleições presidenciais de 1989.

A versão dos fundos sírio-líbios é confirmada por diversos ex-assessoresde Menem,ex-integrantes do governo sírio, e vários biógrafos do ex-presidente argentino. Al-Assade o líderlíbio Muammar Kadafi teriam dado o dinheiro em troca das promessasde Menem defornecer um reator atômico à Síria (a Argentina éo único país sul-americano que exporta know-how nuclear) e tecnologia missilística à Líbia. Menem não cumpriu nenhuma destas promessas, já que dois anos depois de tomar posse estava totalmente alinhado com o governo dos Estados Unidos. Como vingança, de acordo com esta teoria, a Síria teria realizado o atentado,em plenocentro portenho.

Neste caso, a teoria de um carro-bomba ficaria descartada. Os investigadores começariam a analisar a possibilidade de que a bomba que destruiu a AMIA poderia ter estado dentro de um contêiner situado na frente do edifício. O contêiner – que era de uma empresa de uma família de origem sírio – foi colocado na calçada diante da AMIA poucos minutos antes do atentado.

No caso de uma vingança muçulmana, tampouco se descarta que o atentado tenha sido realizado por causa das intervenções israelenses no Líbano, que causaram a morte de diversas lideranças políticas e religiosas árabes.

Neste caso, os terroristas fundamentalistas teriam escolhido Buenos Aires por ali localizar-se a única comunidade judaica do mundo de porte sem proteção. Comparada com as fronteiras de outros países com grandes comunidades judaicas, além de Israel, como osEUA e paísesda Europa, a fronteira argentina era uma verdadeira peneira, onde entrava quem quisesse.

Nas teorias que apontam a “La Bonaerense”, a polêmica polícia da provínciade Buenos Aires, eos ex–militares carapintadas (que realizaram diversas tentativas de levantes nos anos 80), o motivo seria fortes sentimentos antissemitas.

Uma teoria, de setores mais à direita na sociedade argentina, sugere que o ataque seria um “auto-atentado” israelense, como forma de radicalizar a política de Israel em relação ao Líbano e Palestina.

Outra pergunta é “como foi feito o atentado?”. A Justiça considera que foi realizado utilizando a Trafic com um motorista-kamikaze. Mas, diversos investigadores duvidam, já que apenas uma testemunha afirma ter visto “rapidamente” uma camionete.

Um dos que duvidam é Gabriel Levinas, que considera que a bomba poderia ter sido colocada em um contâiner que estava do lado de fora do prédio da AMIA, no dia da explosão. Ou, ainda, que os explosivos estavam dentro, escondidos em nas sacolas de cimento utilizado nas reformas que estavam realizando na ocasião.

Além disso, existe a teoria de que a bomba teria sido colocada no teto da AMIA por um helicóptero, horas antes, à noite. A Polícia Federal admite que um helicóptero rondava a área a altas horas, mas para a estranha tarefa de “vigiar os torcedores brasileiros” que residiamem Buenos Aires eque comemoravam a vitória da Copa de 94. Mas, esta hipótese, considerada nos primeiros meses, agora é motivo de piada.

BRASILEIROS – O Brasil foi outra peça fundamental das investigações sobre a AMIA. Durante anos uma das mais misteriosas figuras do caso foi o brasileiro Wilson dos Santos, que alertouo consulado da Argentina em Milão que iria ocorrer um atentado contra um alvo judeuem Buenos Aires uma semana depois.

Mas, os diplomatas argentinos não prestaram atenção e o ataque não foi evitado.

Dos Santos, cuja profissão nacapital argentina –segundo os depoimentos – iria desde pequeno contrabandista até garoto de programa, teria se envolvido emocionalmente com uma iraniana, Nasrim Mokhtari. Esta mulher, por seu lado, teria amigos do Oriente Médio que teriam realizado a conexão entre os terroristas e os argentinos que conseguiram os explosivos.

Dos Santos disse que ouviu uma conversa de Nasrim com seus amigos iranianos durante uma viagem dos dois na Suíça.

Meses depois de ter ido a Milão e alertado os argentinos, foi a Buenos Aires, onde prestou depoimento na Justiça afirmando que iranianos teriam feito o atentado. Posteriormente, Dos Santos afirmou que ele havia inventado tudo, por dinheiro e por pressões da polícia local.

Anos depois foi capturado pela Interpol, interrogadoem Buenos Airesetempos mais tarde, solto por ser considerado um “delirante”.

Na comunidade judaica Dos Santos era considerado um “laranja”, que soube “de alguma coisa” por acaso.

Anos depois o Brasil voltou a aparecer com a pista de que outro brasileiro, chamado André Marques, teria feito – desde um telefone celular na área da Tríplice Fronteira – diversas ligações aos quartéis do Hizbollah no Oriente Médio e à cabines telefônicas nas redondezas da AMIA nas duas semanas prévias ao atentado.

Um dos principais especialistas no caso AMIA, o jornalista Raúl Kolmann, considera que é grande a possibilidade de que o atentado foi planejado em seus últimos detalhes em São Paulo e em Foz de Iguaçu.

DADOS E HIPÓTESES SOBRE O ATENTADO CONTRA A AMIA

O atentado contra a AMIA foi realizado na rua Pasteur, no bairro de Balvanera, em uma sub-área informalmente conhecida como “Once”, um dos tradicionais bairros judeus de Buenos Aires,no dia 18 de julho de 1994, às 9:53 AM.

Vítimas do atentado

85 mortos

Mais de 300 pessoas mutiladas e feridas

Quem fez o atentado?

Hipótese de um atentado internacional:

– Um grupo muçulmano (sub-hipóteses: os iranianos, os sírios, os líbios)

Hipóteses de um atentado nacional

– Os militares carapintadas, de tradição antissemita

– A Polícia Bonaerense, por diversos motivos políticos

Hipótese mista

– Muçulmanos juntos com carapintadas, com uma conexão da Polícia Bonaerense

Motivos para o atentado

Hipótese do promotor

Vingança contra Menem por ter suspendido convênios nucleares com Irã

Hipóteses paralelas

Vingança muçulmana (genérica) contra Menem pelo alinhamento com os EUA

Vingança síria contra Menem por ter prometido – e nunca cumprido – promessas de fornecimento de um reator nuclear para a Síria em 1989, em troca de apoio financeiro para sua campanha eleitoral.

Vingança da Líbia, pela promessa nunca cumprida por Menem a Kadafi (em troca de respaldo financeiro para sua campanha presidencial) de fornecer a tecnologia do míssil argentino Condor, desmantelado a pedido dos EUA.

Vingança contra a comunidade judaica pela intervenção israelense no Líbano

Atentado antissemita feito por setores pró-nazista da sociedade argentina

Auto-atentado israelense

Como foi o atentado?

Versão oficial: uma camionete Traffic usada como carro-bomba

Versão extraoficial 1: um contâiner na frente do prédio com uma bomba dentro

Versão extraoficial 2: uma bomba colocada dentro do edifício

Versão extraoficial 3: uma bomba no contâiner na frente do edifício e outra bomba, dentro de sacos de cimentos, dentro do prédio, que estava em obras (esta é uma das mais recentes versões).

Versão extraoficial 4: uma bomba colocada no teto do edifício por um helicóptero

Pessoas presas, mas liberadas, por falta de provas:

– Delegados e policiais de “La Bonaerense”

– Carlos Telleldín, revendedor de carros roubados, que teria vendido a Traffic

– Testemunha “C”, detida na Alemanha

 – Wilson dos Santos, brasileiro, o primeiro que falou sobre a pista iraniana

– Nasrim Mokhtari, iraniana suspeita de saber quem fez o atentado, suposta ex-namorada de Dos Santos

Hipotéticas conexões indiretas do atentado

– Contrabando de armas para a Croácia e Equador (1991-95)

– Morte de Carlos MenemJr (1995), filho dopresidente Menem

Os acusados pela Justiça argentina de serem os responsáveis do atentado contra a AMIA.

 AS VÍTIMAS MORTAIS DA AMIA

Alguea De Rodríguez,Silvana
Antúnez Jorge
Arazi Moisés Gabriel
Avedaño Bobadilla Carlos
Averbuch Yanina
Band Naum
Barreiro Sebastián
Barriga David
Basiglio Hugo Norberto
Behar De Jurín Rebeca Violeta
Belgorosky Dora
Bermúdez Favio Enrique
Boland Romina Ambar Luján
Brikman Emiliano Gaston
Buttini Gabriel
Casabé Viviana Adela
Czyzewski Paola Sara
Chemauel Jacobo
Degtiar Cristian Adrián
De Pirro Diego
Díaz Ramón Nolberto
Dubin Norberto Ariel
Dyjament Faiwel
Feldman De Goldfeder Monica
Fernández Alberto
Figueroa Martín
Finkelchtein Ingrid
Gutman De Finkelchtein Leonor
Furman Fabián Marcelo
Galarraga Guillermo Benigno
García Tenorio Erwin
Ginsberg José Enrique (Kuky)
Goldenberg Cynthia Verónica
Guterman Andrea Judith
Hersalis Silvia Leonor
Hilú Carlos
Jakubiec De Lewczuk Emilia
Jaworski María Luisa
Josch Analía Verónica
Josch Carla Andrea
Kastika Elena Sofía
Klin Esther
Knorpel León Gregorio
Kozuk De Losz Berta
Kupchik Luis Fernando
Lew Agustín Diego
Lourdes Jesús María
Malamud Andrés Gustavo
Melman Gregorio (Héshele)
Mercovich Ileana
Mirochnik Naón Bernardo (Buby)
Nudel Mónica
Palti Elías Alberto
Parsons Germán
Perelmuter Rosa
Pérez Fernando Roberto
Plaksin Abraham Jaime
Portnoy Silvia Inés
Ramírez Olegario
Reisfeld Noemí Graciela
Roisman Félix Roberto
Said Marisa Raquel
Said Ricardo
Salazar Mendoza Rimar
Schalit Fabián
Schalit Pablo
Schiber Mauricio
Serena Néstor Américo
Strier Mirta
Szwimer Liliana Edith
Tenenbaum Naum Javier
Terranova Juan Carlos
Berelejis De Toer Emilia Graciela
Toer Mariela
Treibman Marta
Ubfal Angel Claudio
Vela Ramos Eugenio
Vela Ramos Juan
Velázquez Gustavo Daniel
Núñez De Velázquez Isabel Victoria
Villaverde Danilo
Wolinski De Kreiman Julia Judith
Worona Rita
Zárate Loayza Adhemar 

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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