Alhos com bugalhos comme il faut! De Cristina avó twitteira, passando pelo buscador kirchnerista, até o 14 de juillet com touch portenho
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Alhos com bugalhos comme il faut! De Cristina avó twitteira, passando pelo buscador kirchnerista, até o 14 de juillet com touch portenho

arielpalacios

14 de julho de 2011 | 13h44

As delícias de ser avó. Neste quadro – o “Bolo de aniversário da vovó” – de Fritz Sonderland (1836-96), aparecem diversas criancinhas que visitam a casa da avó para celebrar com a doce senhora. A obra está na Galeria Josef Mensing, Hamm Rhynern, na Renânia-Westfália do Norte, Alemanha.

Cristina Kirchner tornou-se aprimeira presidente na América do Sul a twittar o anúncio do surgimento de um herdeiro familiar. Nesta quarta-feira ela interrompeu os comentários políticos que costuma fazer na rede de microbloggings para informar que seu filho mais velho, Máximo, de 34 anos, será pai. “Terei um neto! CFK avó!”, twittou, citando as siglas de seu nome e sobrenome.

Depois, em referência à morte de seu marido, o ex-presidente NestorKirchner, em outubro passado, afirmou no twitter: “Deus tira de você…e Deus te dá” (o link para a twittada presidencial, aqui).

Máximo, o filhomais velho do casal Kirchner,transformou-se nos últimos dois anos no líder de “La Cámpora” – grupo que reúne a juventude kirchnerista – cujos integrantes começaram a ocupar diversos postos-chave do governo nos últimos tempos.

Na sequência, pelo twitter, Cristina definiu Kirchner como um “gladiador” e atribuiu sua morte, por um fulminante ataque cardíaco, ao fato de que “seu corpo ficou gasto de tantas lutas”.

Kirchner havia sido operado duas vezes em menos de um ano por obstruções na carótida. Mas, contrariando as recomendações médicas, Kirchner – considerado o verdadeiro poder no governode Cristina – continuou mantendo uma intensa atividade administrativa. 

A nora, o filho, a própria presidente. Da esquerda para a direita, Máximo Kirchner – o primogênito do casal Kirchner – e a presidente Cristina E.F. de Kirchner. Esta, será avó oficialmente pela primeira vez. Máximo passa a maior parte do tempo na província de Santa Cruz, feudo político dos Kirchners. Ali conheceu María Rocío García, filha de um ex-governador interino. A irmã de Rocío foi designada candidata para o Senado nas eleições de outubro.

BUSCADOR – Militantes kirchneristas lançaram o buscador de internet “busKador” (www.buskador.com.ar), no qual o internauta poderá encontrar notícias, pensamentos, blogs e os mais diversos sites que respaldam (ou que possuam vínculos) com o projeto “Nac e Pop” (Nacional e Popular, expressão usada pelo kircherismo para sintetizar seu pensamento político).

Ficaram excluídos do “busKador” os sites diretos de meios de comunicação críticos do governo Kirchner, como o “Clarín”, “La Nación” e “Perfil” e os partidos de oposição como o “Proposta Republicana” e a “União Cívica Radical”, entre outros. Estes jornais ou partidos só aparecem quando são citados em algum blog ou site alinhado com o kirchnerismo.

 

Do lado esquerdo, o Eternauta verdadeiro, o personagem de Juan Salvo, imortalizado pelo roteiro de Héctor Oesterheld e o traço de Solano López (descendente, este, do homônimo presidente do Paraguai em meados do século XIX). Do lado direito, Kirchner vestido como o Eternauta.

O site BusKador ostenta uma única ilustração, a do ex-presidente Kirchner caracterizadocomo o “Eternauta”, herói de uma tirinha de ficção científica argentina na qual o protagonista luta com sucesso contra invasores de outro planeta que querem escravizar a Humanidade. 

LES FRÈRES – E falando na transformação de Cristina Kirchner em avó, cá temos o escritor Victor Hugo com seus dois netos. O francês autor de “Os miseráveis” e “Os trabalhadores do mar” também escreveu o livro ” L’Art d’être Grand-Père” (A arte de ser avô, de 1877), uma pequena obra-prima sobre as delícias e obrigações de cuidar dos netos.

O francês Victor Hugo e seus netos foram o gancho para recordar que hoje é o 14 juillet, o 14 de julho, a data emblemática francesa, o dia da queda da Bastilha, o pontapé inicial da França moderna e dos ideais de Liberté, Egalité e Fraternité.  

E, como este é um blog francófilo, faremos uma ponte entre a França e a Argentina – e entre Paris e Buenos Aires (denominada na primeira metade do século XX de “A Paris da América do Sul”) brevemente transformaremos “Os Hermanos” em “Les Frères”

A “Tomada da Bastilha”, de Jean-Pierre Louis Laurent Houël.  No centro se vê a prisão de Jourdan de René de Bernard, marquês de Launay (1740-1789).

A melodia comme il faut desta jornada é La Marseillaise, o Hino Nacional francês. Neste link do Youtube,  esse vraiment supimpa hino cantado por Plácido Domingo. Ici même….Aqui mesmo. 

 E, para fazer um link novamente com a Argentina, Carlos Gardel, cantando Anclao en Paris, aqui.

E Gardel cantando “Francesita”, Aqui.

Neste, cantando “Silencio”, um tango que relata a história de uma mãe cujos filhos estão lutando nas trincheiras na França na Primeira Guerra Mundial. Aqui.

 E outro tango com referências à França, “El Marne”, de Eduardo “El Tigre” Arolas, em uma versão de Astor Piazzolla. Aqui.

E as primeiras cenas do filme “Tangos, o exílio de Gardel”, rodado em Paris. O trecho deste filme de Fernando Solanas,aqui.

Claude Monet, Rue Montorgueil, Paris, Festival de 30 de junho, 1878. Pintado em 1878. Musée d’Orsay, Paris.

Buenos Aires foi chamada de “A Paris da América do Sul” no início do século XX… e não era à toa: a aristocracia portenha fazia com grande frequência viagens à capital francesa para ali passar vários meses. A própria Buenos Aires inspirava-se na arquitetura francesa. E de quebra, importavam esculturas da França para decorar os parques e praças portenhas.

Neste post de tempos atrás, a presença de Auguste Rodin em Buenos Aires…quase um portenho honorário! Aqui.

Bom, neste globalizado blog não poderíamos deixar de citar a Itália…que entra aqui pela figura de Yves Montand, italiano de nascimento e posteriormente cidadão francês. Originalmente foi Ivo Livi, nascido em 1921em Monsummano Alto, Toscana.

Neste link, canta “Paris canaille”. Aqui.

Neste outro, entoa o “Canto dos partisanos”, o hino da resistência francesa. Aqui.

E para encerrar, escolhemos um clássico, “Casablanca”. A arrepiante cena na qual Lazlo, em pleno bar do Rick, desafia os representantes do Terceiro Reich e canta “A Marselhesa”. Aqui.

Meu “Vive la France!” aos franceses, franco-argentinos e franco-brasileiros.

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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