Barreiras de Cristina Kirchner deixam argentinas sem tampões no verão
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Barreiras de Cristina Kirchner deixam argentinas sem tampões no verão

arielpalacios

08 de janeiro de 2015 | 10h07

BlogTampao2

blog1dedo4As barreiras protecionistas da presidente Cristina Kirchner provocaram nos últimos anos a falta dos mais diversos tipos de produtos, entre os quais máquinas para fazer pipocas nos cinemas, remédios oncológicos, ovos de páscoa, autopeças e fraldas descartáveis. Agora é a vez dos tampões, os absorventes femininos internos, que tornaram-se um produto raro de encontrar nas redes de farmácias pelas argentinas, especialmente aquelas que pretendiam um verão calmo, ostentando seus biquínis e maiôs sem correr problemas.

Por trás da escassez de tampões estão as barreiras protecionistas, especialmente o sistema de Declaração Juramentada Antecipada de Importação (DJAI), que obriga todas as empresas que desejem importar a apresentar, de forma prévia, um relatório detalhado à Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip), denominação da receita federal argentina. No entanto, a norma não contempla qualquer espécie de prazo para que o Fisco emita uma decisão. Desta forma, os empresários frequentemente esperam longos meses até saber se poderão – ou não – importar um insumo ou bem de consumo.

A escassez de tampões começou a ser sentida em outubro em diversas cidades do interior do país, entre as quais a segunda maior da Argentina, Córdoba. Em novembro a escassez iniciou na própria Buenos Aires. Nas últimas semanas de dezembro encontrar esse produto era uma tarefa de Hércules na capital do país.

O governo Kirchner afirma que a escassez de tampões não é sua culpa e acusa as empresas de não terem preparado estoques perante a demanda.

No entanto, Miguel Ponce, porta-voz da Câmara de Importadores da Argentina (Cira), afirmou que o governo, além de não aprovar os formulários das DJAI há tempos, tampouco permite às empresas importadoras acesso aos dólares para realizar essas compras no exterior.

Os tampões costumeiramente consumidos pelas argentinas são Made in Colombia e Made in Brazil.

Fontes do governo indicaram que a crise dos tampões será resolvida na semana que vem. Nas redes sociais a escassez de tampões tornou-se um dos assuntos mais comentados na última semana.

BlogVinhetaMundo (2)BlogVinhetaMundo (2)BlogVinhetaMundo (2)BlogVinhetaMundo (2)BlogVinhetaMundo (2)

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra). Em 2013 publicou “Os Argentinos”, pela Editora Contexto, uma espécie de “manual” sobre a Argentina. Em 2014, em parceria com Guga Chacra, escreveu “Os Hermanos e Nós”, livro sobre o futebol argentino e os mitos da “rivalidade” Brasil-Argentina.

No mesmo ano recebeu o Prêmio Comunique-se de melhor correspondente brasileiro de mídia impressa no exterior.

passaro4 Acompanhe-nos no Twitter, aqui.

blog1vinhetalendonewsstand4 …E leia os supimpas blogs dos correspondentes internacionais do Estadão, aqui.

E, the last but not the least, siga @EstadaoInter, o Twitter da editoria de Internacional do Estadão.
E, de bonus track, veja o Facebook  da editoria de Internacional do Portal do Estadão,aqui.
Comentários racistas, chauvinistas, sexistas, xenófobos ou que coloquem a sociedade de um país como superior a de outro país, não serão publicados. Tampouco serão publicados ataques pessoais aos envolvidos na preparação do blog (sequer ataques entre os leitores) nem ocuparemos espaço com observações ortográficas relativas aos comentários dos participantes. Propaganda eleitoral (ou político-partidária) e publicidade religiosa também serão eliminadas dos comentários. Não é permitido postar links de vídeos. Os comentários que não tiverem qualquer relação com o conteúdo da postagem serão eliminados. Além disso, não publicaremos palavras chulas ou expressões de baixo calão (a não ser por questões etimológicas, como background antropológico).