Dicas para o estômago e o cérebro em Buenos Aires (dicas para este feriado)
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Dicas para o estômago e o cérebro em Buenos Aires (dicas para este feriado)

arielpalacios

13 de fevereiro de 2010 | 23h59

club
Salão do Club del Progreso, um lugar histórico para experimentar a cozinha com ‘argentinidade’

PARA O ESTÔMAGO
handsA capital argentina conta com os mais variados restaurantes, desde o tradicional, passando pela vanguarda, até os étnicos. Aqui, uma pequena lista de dicas para aqueles que vierem à B.Aires neste feriado de carnaval. São restaurantes geralmente pouco frequentado por turistas:

– Club del Progreso (Clube do Progresso):
Charmoso, discreto e elegante, este restaurante ocupa uma parte do Clube do Progresso, uma instituição fundada em 1852 pela classe política portenha para servir de fórum de debates sobre o acelerado avanço tecnológico e social da época. O lugar também servia – primordialmente – para lobby, conspirações e armações políticas.
Um século e meio depois de criado, o clube abriu as portas para a instalação de um restaurante comandado por Yanina Andreani, que reformou quase todo o edifício, mantendo o espírito original da instituição.
O restaurante também representa a “argentinidade” por intermédio de seus pratos, que costumam ser suculentos e substanciais.

O prato par excellence do estabelecimento é o “Revuelto Gramajo” (US$ 7,00), um mix de omelete com batatas fritas e uma miríade de outros comestíveis criado pelo coronel Artemio Gramajo no final do século dezenove e considerado o único prato de sucesso de criação 100% argentina.

O ossobuco com purê de batata (US$ 12) é outro dos substanciais quitutes do lugar. Além deles, está o “pacú” – peixe costumeiro no noroeste da Argentina de sabor adocicado – com papillote de vegetais e camarões.

O restaurante do Club del Progreso está no bairro de San Nicolás (um dos vários bairros do centro portenho, a poucos quarteirões do Obelisco). É um lugar tranquilo, carregado de História, a apenas um quarteirão dos teatros e livrarias da avenida Corrientes. No entanto, a rua do ‘Club’ em si não é nada agradável. Ao sair dali, à noite, peça um radio-táxi.

O site: http://www.restorandelprogreso.com.ar/resto/ .

Endereço: Sarmiento 1334. Telefone: (54 – 11) 4372 3380.

– Restaurante Sipan: Buenos Aires é a cidade fora do Peru com mais restaurantes peruanos em todo o mundo. Um dos melhores estabelecimentos na capital argentina da saborosa e multifacética cozinha peruana (resultado da herança indígena, a colaboração espanhola e as contribuições intensas dos imigrantes chineses e peruanos.

O menu do Sipan segue as quatro vertentes da culinária peruana, isto é, a cozinha ‘criolla’, a ‘chifa’, nikkei e a ‘cevichería’. Neste último setor, o Sipan prepara um delicioso “tacu-tacu” com mariscos. O “ají de gallina” é outro prato emblemático do lugar.
Os pratos são substanciais. E de quebra, o Sipan conta com um pisco bar (o Pisco é a histórica bebida alcóolica do Peru). Mas, para começar, de entrada, é recomendável experimentar o polvo e o ceviche peruano.

O lugar, situado dentro de uma galeria, é de moderna sóbria elegância e costuma ser tranquilo, embora esteja encravado em pleno frenético centro portenho. Sem a música alta e os lentos garçons que costumam predominar em outros restaurantes do gênero, o Sipan é “cool”. O custo, por pessoa, acima de US$ 35.

O site: http://www.sipan.com.ar/

Endereço: Calle Paraguai, 624. Bairro de Retiro (a meia quadra da calle Florida, perto da Galeria Pacífico e da Praça San Martín). Telefone: 4315 0763

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– Restaurante do Museu Evita: Na virada do século, a mulher mais famosa da História da Argentina finalmente teve seu primeiro museu, o Museu Evita, que exibe objetos e roupas de Eva Perón, a todo-poderosa esposa do general e presidente Juan Domingo Perón. O museu está instalado na esquina das ruas Lafinur e José María Gutiérrez. Inicialmente, a instituição tinha um café simples. Mas, com o passar dos anos, a astróloga Cláudia Aboaf, transformada em chef, teve a ideia de aproveitar o plácido pátio do edifício, com árvores e plantas, e ali instalar um restaurante.

Fora do circuito dos turistas, está situado em uma das beiradas do bairro de Palermo, próximo à fronteira com o bairro da Recoleta. O atendimento é rápido e o restaurante é calmo. Caso alguém viaje com seu cachorro até Buenos Aires, o restaurante do Museu Evita (na área do pátio) tem a vantagem de ser ‘pet-friendly’.
O menu é pequeno. Mas, foi escolhido a dedo pelo chef.

Entre os quitutes estão os tagliatelles com polvos pequenos, além dos sorrentinos de gruyère. Outro prato de sucesso desse restaurante instalado em um prédio de 1900 retocado em 1923 são os sorrentinos de cordeiro com molho suava de queijo de cabra. As suaves empanadas são uma boa opção de entrada. Preços por pessoa, acima de 70 pesos (US$ 18).

Site: http://www.museoevitaresto.com.ar/

Endereço: Calle José Maria Gutiérrez, 3926. Telefone (54 11) 4800 1599.

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Um dos vários sebos da feira de livros do Parque Rivadavia. Na estante estão lado a lado estatuetas de Jorge Luis Borges, Ossama Bin Laden e Marge Simpson
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handsA capital argentina conta com centenas de livrarias, das quais muitas são sebos. Além destes lugares, a vida bibliófila da cidade é embalada pelas diversas feiras de livros ao ar livre em parques e praças da cidade. A maior de todas estas feiras é a do Parque Rivadavia, aberta todos os dias. Esta feira, localizada na área oeste do parque, concentra barraquinhas de livros usados, livros raros, primeiras edições de autores argentinos como Jorge Luis Borges e Julio Cortázar, revistas, além de CDs e discos de vinil.

O Parque Rivadavia está no bairro de Caballito, no centro geográfico de Buenos Aires, na Avenida Rivadavia 4.800. Uma forma rápida de chegar até ali é pela linha de metrô “A”. A estação “Acoyte”, nas esquinas das avenidas Rivadavia e Acoyte está a poucos metros do início da feira de livros.

Ali é possível encontrar números antigos dos livrinhos com as tirinhas da Mafalda por 10 pesos (US$ 2,60), ou de edições pouco conhecidas de ensaios do escritor Ernesto Sábato por 25 pesos (US$ 6,57). O melhor dia da feira é o domingo, quando todas as barraquinhas estão abertas (e vários vendedores não-autorizados de livros aglomeram-se na calçada). O lugar também conta com um setor de filatelia nesse dia.

Outra opção é a feira de livros localizada na frente do prédio da Sociedade Rural, no bairro de Palermo. A feira – ao lado da Praça Itália, onde há uma interessante estátua de Giusseppe Garibaldi, o herói da unificação italiana – é mais organizada e de melhor qualidade do que sua similar do Parque Rivadavia, embora de menor dimensão. A feira localiza-se no meio da avenida Santa Fe. Para chegar ali, desde o centro, uma alternativa é a linha “D” de metrô. A estação é “Plaza Itália”.
Ali o bibliófilo poderá encontrar o quase esgotado “Atlas” das viagens de Jorge Luis Borges por 80 pesos (US$ 21). Além disso, encontrará ofertas de livros clássicos da literatura argentina por 10 pesos (US$ 263).

Os interessados em História argentina podem recorrer à “Livraria Histórica”, na calle Azcuénaga 1846, entre a avenida Las Heras e a calle Vicente López, no bairro da Recoleta. Esta livraria conta com um bom arsenal de livros novos, usados e antigos sobre história argentina do período colonial, a independência e as guerras civis do século dezenove.
Ainda sobre assuntos tipicamente argentinos está a pequena livraria “Capítulo Uno”, na calle Ayacucho 1206, quase na esquina da calle Arenales, bairro da Recoleta. Livros novos, esgotados, edições de luxo sobre costume argentinos, focalizado em assuntos gauchescos e o Pampa.

A livraria mais antiga de Buenos Aires é a “Librería de Ávila”. A livraria é de 1820, embora o prédio atual (no mesmo lugar da anterior) seja do século vinte. É a livraria mais frequentada pelos altamente intelectualizados – e tradicionalmente rebeldes – alunos do Colégio Nacional Buenos Aires, que está na calçada da frente.
A charmosa livraria, que conta com um excepcional acervo sobre tango, literatura e História argentina, está na calle Alsina, 500 (esquina com a calle Bolívar), no bairro de Montserrat, a poucos quarteirões da Praça de Mayo e do Cabildo de Buenos Aires. No subsolo da livraria encontram-se – com frequência – interessantes raridades.

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