Dólares: Frisson, crise & esquizofrenia política na Argentina
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Dólares: Frisson, crise & esquizofrenia política na Argentina

arielpalacios

03 de fevereiro de 2014 | 18h25

Uma das primeiras notas emitidas na Argentina, em 1827. Do lado direito da nota, e efígie de George Washington. Georgie voltaria nas notas de dólares, frisson dos argentinos.

Em 1953, desde o alto da sacada da Casa Rosada, perante uma multidão acotovelada na Praça de Mayo, o presidente Juan Domingo Perón fez uma pergunta em tom de desafio: “alguém aí viu um dólar de perto?”. A multidão respondeu em uníssono: “não!”. Perón sorriu satisfeito, fazendo jus a seu velho apelido de “coronel Kolynos”. O líder tentava minimizar a crescente importância da moeda americana em seu país. Mas a realidade o contrariava, pois até os militantes peronistas, na surdina, começavam a poupar em dólares.

O frisson foi crescendo gradualmente. Mas, foi a partir dos anos a 70 procura pelos dólares que tornaria-se um fenômeno nacional, envolvendo todas as classes sociais e enraizando-se na cultura local. Hoje os argentinos contam com US$ 170 bilhões fora do sistema financeiro, escondidos no colchão, caixa de segurança ou contas no exterior. Longe das mãos do Estado argentino e do sistema financeiro local.

O jornalista econômico Alejandro Bercovich, que em conjunto com Alejandro Rebossio, escreveu “Sou Verde”, livro que relata e analisa o frisson dos argentinos pela moeda americana, me disse que “na contra-mão da Argentina no Brasil ninguém saberia dizer quanto sua casa custa em dólares. Mas aqui todos sabemos o valor na moeda americana”.

Segundo Bercovich, esse interesse pelo dólar “tem a ver com razões culturais e econômicas. E não tem a ver com uma paixão ou histeria. Acontece que existem elementos na História argentina que levaram a população em direção ao dólar, tal como a altíssima inflação em vários períodos. Entre 1975 e 1991 a inflação anual argentina só teve um ano abaixo dos 100%. E nesse contexto, o refúgio sempre foi o dólar, inclusive quando não havia inflação, tal como nos anos 90. Ou, como entre 2003 e 2008, quando valia mais a pena aplicações financeira, a Bolsa de Valores ou títulos da dívida. Mas os argentinos continuavam indo atrás do dólar. O fato é que a dolarização dos argentinos nunca se deteve”.

O co-autor de “Sou Verde” sustenta que a corrida atrás do dólar ocorreu em todos os tipos de governos, fossem neoliberais ou de centro-esquerda. “Esta é uma economia bi-monetária, fato que causa grandes custos, pois além de dólares para pagar dívidas e importações, existe uma demanda enorme da moeda americana para economizar e fazer transações comerciais dentro da população, como as operações imobiliárias. A economia argentina é adicta ao dólar…”.

Motivos para a virtual “dolarização” da sociedade existiram de sobra nas última quatro décadas, pois nesse período a Argentina passou por graves crises econômicas (desvalorizações repentinas, confiscos bancários, recessão e hiperinflações), além das crises políticas (golpes de Estado e renúncias de presidentes) que levaram os habitantes deste país a buscar a segurança da moeda americana.

Segundo autoridades americanas os argentinos são o segundo povo estrangeiro mais dolarizado no mundo, atrás – obviamente – dos Estados Unidos. Os russos estão em terceiro lugar no ranking.

Do total de dólares vendidos ao público argentino em 2011, 80% foi comprado por pequenos e médios poupadores. Os analistas destacam que o dólar é refúgio tradicional das classes médias perante a variação de preços, enquanto que as elites possuem ferramentas mais “sofisticadas”, como ações e outras aplicações.

Discurso nacional e popular é só discurso no que concerne às finanças pessoais: a presidente Cristina poupava em dólares, tal como os cidadãos que ela criticava.

A própria presidente Cristina Kirchner, apesar do discurso “Nac y Pop” (Nac e Pop, abreviação de “Nacional e Popular), economizou durante mais de uma década na moeda de “El Império” (forma como os militantes kirchneristas denominam os Estados Unidos). A presidente, em 2012, contava com aplicações financeiras de US$ 3,06 milhões na Argentina (meses antes, paradoxalmente, havia deflagrado uma cruzada anti-dólar). Mas, perante o escândalo gerado na opinião pública, a presidente teve que anunciar que “pesificaria” todos seus investimentos feitos na moeda yankee.

No entanto, Cristina não forneceu explicações para os motivos que a levaram a investir na moeda dos EUA durante tantos anos.

CRUZADA – Em novembro de 2011, poucos dias depois de ter sido reeleita presidente, Cristina deflagrou uma inesperada guerra contra o dólar. Ela implementou uma série de restrições para a compra da divisa americana que foram batizadas pelo ácido humor portenho de “corralito verde”.

Cristina impôs limites para a compra de dólares para as viagens dos argentinos ao exterior, criou o virtual impedimento para a compra de moeda americana para poupar, além de praticamente paralisar as operações de compra e venda de imóveis, que há quatro décadas foram feitas exclusivamente em dólares em todo o país.

As restrições provocaram o ressurgimento do dólar no paralelo, que rapidamente começou a subir, afastando-se do bem-comportado dólar oficial.

Em janeiro deste ano o governo Kirchner anunciou uma relativa flexibilização do “corralito verde”: o chefe do gabinete de ministros, Jorge Capitanich, explicou que somente poderão adquirir dólares para poupar as pessoas que tenham salários superiores a 7.200 pesos (o equivalente a dois salários mínimos) e que estejam registradas na Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip, sigla da Receita Federal argentina).

No entanto, quase 40% dos argentinos estão na informalidade, enquanto que apenas 25% dos assalariados possuem um piso superior aos dois salários mínimos.

Além disso, o cumprimento destes requisitos não implica em conseguir os dólares de forma automática, já que o Fisco terá a última palavra para autorizar – ou não – que uma pessoa possa comprar a divisa americana. Capitanich também informou que quem adquira dólares por esta via terá que pagar um imposto de 20%.

PEQUENO GLOSSÁRIO DOLARIZADO ARGENTINO

Arbolito: “Arvorezinha”. Denominação dos cambistas. Antigamente o termo era aplicado somente às pessoas que ficavam na rua vendendo e comprando dólares na cêntrica rua Florida. Eram chamados assim porque ficavam imóveis, no meio do calçadão, tal como os vasos com arbustos que nos anos 70 existiam nessa via. Atualmente é aplicado para qualquer tipo de doleiro.

Cuevas: Escritórios nos quais trocam-se grandes quantidades de dólares. Alguns lugares são recônditos. Outros, mais óbvios, estão dissimulados como agências de turismo, brechós e lotéricas

Delivery de dólar: O serviço feito pelas “cuevas” para a entrega de dólares aos clientes em seus domicílios. Geralmente os doleiros levam o maço de notas escondidas no tornozelo, dentro da meia.

Dólar Blue: Denominação do paralelo. O nome “Blue” (azul) começou a ser utilizado em 2011. O nome vem de “blue chip”, jargão da operação que pode ser feita pela bolsa de valores para transferir dólares para o exterior. O dólar usado pelos cambistas passou a ser chamado com o mesmo termo cromático.

Dólar “gris” (cinza) ou “liqui”: É o dólar preferido pelas médias e grandes empresas que precisam fazer operações de volumes grandes de dólares, mas sem passar pelo crivo das autoridades. Desta forma, compram no mercado local títulos em dólares que também são cotados em Nova York (ações de empresas argentinas ou títulos soberanos). Depois de adquirir estes títulos em pesos em Buenos Aires, o empresário revende os bônus no exterior em dólares e os deixa depositados no exterior.

Dólar Messi: Nome que o dólar paralelo recebeu quando chegou aos 10 pesos, em alusão ao número dez que o astro argentino Lionel Messi do Barcelona FC possui em sua camiseta. “Dólar-Messi” tornou-se coisa do passado em janeiro, quando o dólar passou pelos 12 pesos e chegou aos 13 pesos.

Corralito Verde: Expressão irônica para designar a bateria de restrições aplicadas pela presidente Cristina, que praticamente impedem que os argentinos adquiram a divisa americana de forma legal.

Pesificação: A de dólares para pesos. Os ministros do governo Kirchner afirmam que é preciso “pesificar” a dolarizada mente dos argentinos.

Luca verde: Mil dólares. Uma luca, na gíria portenha, equivale a mil.

Palo verde: Um milhão de dólares. Um “palo” equivale a um milhão.

 

Economistas e jornalistas alertaram há mais de dois anos que o descalabro com o dólar era iminente. Mas o governo Kirchner dizia que tudo ia de vento em popa.

GOVERNO DE “LA PINGUINA” TENTA CONTER ALTA DO DÓLAR

O peso argentino sofreu ao longo dos 31 dias do mês de janeiro uma desvalorização de 18,63% em relação ao dólar, proporção que constitui a maior perda de valor desde 2002, ano que marcou a maior crise financeira, política e social da História da Argentina. Nos últimos doze meses o peso sofreu uma desvalorização de 37,87%. No entanto, apesar da magnitude, o governo dapresidente Cristina Kirchnerdescarta a existência de uma desvalorização, optando pelo eufemismo de “deslizamento cambial”, cunhado pelo ministro da Economia, Axel Kicillof. O dólar oficial encerrou a semana em 8,02 pesos, enquanto que a cotação no mercado paralelo foide 12,65.

Um dos efeitos do “deslizamento” foi a redução acelerada das reservas do Banco Central, cujo volume era na sexta-feira de US$ 28,270 bilhões. Isso indica que desde o início deste ano a entidade monetária perdeu US$ 2,32 bilhões, basicamente destinados à cruzada dapresidente Cristina contrao dólar.

Em 2011, quando apresidente Cristina iniciavaseu segundo mandato, o BC contava com US$ 52,6 bilhões. Atualmente possui US$ 24,4 bilhões a menos, volume destinado ao pagamento da dívida, a guerra cambial e na importação de energia, área na quala Argentina padeceuma intermitente escassez desde 2004.

Apresidente Cristina eseus ministros negam falhas na política econômica própria e acusam “especuladores internacionais” de estarem por trás das turbulências do câmbio. No entanto, a oposição, economistas e empresários recordam que as complicações acumuladas (excessiva emissão monetária, gasto público crescente, queda nos investimentos estrangeiros, afugentados pela falta de segurança jurídica) agravaram-se há dois anos e meio, quando o governo impôs restrições draconianas para os argentinos, praticamente impedindo-os de adquirir dólares.

A este fator somou-se a perda de influênciade Cristina Kirchner, derrotada nas eleições parlamentares do ano passado, a ausência da presidente do cotidiano político desde sua operação no crânio em outubro, além do crescimento das tensões sociais, evidenciadas nos saques a estabelecimentos comerciais e residências em várias províncias argentinas em dezembro.

Com a aceleração da desvalorização, há uma semana e meia, diversos setores empresariais deslancharam uma onda de aumentos nos preços de seus produtos. Esse foi o caso da carne bovina, elemento sine qua non da mesa dos argentinos, cujo preço subiu 20% nos últimos dez dias. No mesmo período os medicamentos tiveram um aumento médio de 50%, enquanto que o material de construção elevou-se em 24%. Os aumentos estão ocorrendo apesar do congelamento de preços implementado pelo governo a 194 produtos desde o 1 de janeiro.

As consultorias Orlando Ferreres e Associados ea Elipsys afirmam que suas estimativas preliminares indicam que janeiro teve uma inflação de 5% a 6%.

Neste clima de remarcações de preços, o chefe do gabinete de ministros, Jorge Capitanich, e o ministro da Economia, Axel Kicillof, acusaram setores do empresariado de “anti-patrióticos” e de tentarem “movimentos de desestabilização” contra a economia nacional. “O governo está sozinho lutando contra poderosos grupos econômicos”, sustentou.

Enquanto isso, o “Índice de Confiança no Governo”, elaborado pela Universidade Di Tella, mostra uma queda de 13% nos últimos 30 dias. “Existem grandes setores da sociedade que acreditam que o governo não conta com capacidade para resover os problemas”, afirma o diretor da consultoria Poliarquia, Sergio Berensztein. Segundo o analista, o “ajuste desordenado” que o governo está realizando na economia “continuará marcando o desgaste”. Outra pesquisa, da consultoria OPSM indica que 72% dos argentinos afirmam que a situação econômica piorará neste ano. O pessimismo sobre o país também foi assunto da revista britânica “The Economist”, que nesta semana afirmou sobre a Argentina: “a festa acabou”.

Um deputado kirchnerista – mas com visão crítica, especialmente sobre a crescente influência de “La Cámpora” (a juventude kirchnerista) nos ministérios – disse ao Estado que “de forma alguma a situação atual se parece à crise econômica e política de 2001, quando caiu (o presidente Fernando) De la Rúa. Cristina ainda controla os governadores, boa parte do Parlamento e os sindicalistas, embora reclamem, não estão em rebelião aberta. E o governo paga religiosamente os credores das divida pública. No entanto, temos que tomar medidas urgentes para evitar um descalabro que está crescendo. É preciso colocar técnicos capazes e não estes ‘muchachos’ (rapazes) sem experiência de ‘La Cámpora’ ”.

A oposição critica o governo Kirchner, afirmando que está agravando a crise econômica, em vez de tentar soluções. “A situação é grave. Mas o pior são as saídas desesperadas”, sustentou o senador Hermes Binner, líder do partido socialista. “Como é que este governo pode dizer que é ‘progressista’ se faz um ajuste que impacta nos salários e aposentadorias, que perdem valor dia a dia com a inflação?”

As críticas também começam a proliferar entre os próprios aliados da presidente Cristina. Na sexta-feira um aliado kirchnerista, o governador da província de Misiones, Maurice Closs, adotou um tom pessimista inédito nas fileiras dos aliados do governo. Closs, que expressou sua preocupação pela desvalorização, fez um apelo para que todos os setores políticos e econômicos façam uma reunião urgente para analisar “a situação complexa” do país, de forma a realizar uma “transição ordenada”. Closs sustentou que essa será a forma de evitar que a Argentina “termine como (o ex-presidente Raúl) Alfonsín ou a crise de 2001”.

Outros governadores, preocupados com o estado financeiro de suas províncias, anunciaram na semana passada medidas de ajuste. Depois de uma década inflando a máquina da burocracia estatal (aumento de 43% no número de funcionários públicos provinciais), vários kirchneristas informaram demissões de cargos de confiança, suspensão de contratações e congelamentos de salários.

O governo também conta a cada dia com menor apoio de um antigo respaldo dos peronistas, os sindicatos argentinos. Nos últimos dias líderes sindicais exigiram a realização de três negociações salariais neste ano para compensar as perdas geradas pela inflação nos salários. No entanto, o chefe do gabinete rechaçou qualquer alteração das negociações, historicamente feitas apenas uma vez por ano.

REGRAS – O porta-voz da Câmara de Importadores da Argentina, Miguel Ponce afirmou ao Estado que os empresários argentinos, calejados com as crises, possuem grande capacidade de adaptação. Mas, destaca que um fator é essencial: “é como se fóssemos jogadores de futebol: precisamos saber quais são as regras do jogo e onde está o estádio. Senão, fica muito difícil”. 

Dona Marta, longe dos rolex presidenciais, tenta sobreviver nas ruas de Buenos Aires

INFLAÇÃO ASSOLA ARGENTINOS

Marta Acevedo transformou-se em indigente em 2004, quando perdeu as poucas posses que tinha, já reduzidas pela crise econômica de 2001-2002. Aos 74 anos de idade, reside nas ruas do bairro da Recoleta, onde pede esmolas. No entanto, essa forma de sobreviver está cada vez mais difícil. “As pessoas continuam dando dinheiro. O problema é que dão as mesmas moedas de 1 peso ou notas 2 pesos (a cédula de menor valor numérico) de antes. E isso não vale nada agora”.

Segundo ela, há dez anos com 2 pesos ela podia adquirir um alfajor e um café. Atualmente esse lanche, o preferido dos argentinos, custa 8,00 pesos, enquanto que um café oscila ao redor de 15,00 pesos. “Viver na rua sempre foi difícil. Mas agora é muito mais”, explica sentada na calçada da avenida Santa Fe. Outros mendigos consultados pelo Estado confirmaram que padecem os mesmos problemas de ingressos desvalorizados pela escalada inflacionária.

A poucos metros dali, Diego Armando Lescano, de 24 anos, ex-operário da construção atualmente desempregado, procurava comida dentro de um container de lixo. Lescano é um dos vários ex-operários de um dos setores mais abalados pela cruzada anti-dólar da presidente Cristina Kirchner, que proibiu o uso de dólares nas operações imobiliárias. A medida provocou uma queda nas operações de compra e venda de imóveis, além de um esfriamento na construção civil, acostumada há 40 anos a usar o dólar como valor de referência.

Lescano preferiu ser fotografado de costas. “Morro de vergonha. Mas, minha necessidade é cada vez maior. Nunca imaginei que chegaria nesta situação”.

Diego Armando, batizado em homenagem ao ex-astro que atualmente mora nos Emirados Árabes (e que nunca ajudou seu bairro natal, Villa Fiorito), procura comida no lixo desde a semana passada. Está desempregado.

CHORIPÁN – O “choripán”, o sanduíche mais popular entre argentinos, é composto pelo “chorizo” (uma linguiça de proporções e densidade magnificadas) e um pão. Os elementos que constituem este fast-food sempre foram acessíveis. Mas, agora, até esse quitute está ficando cada vez mais caro.

Sentado em uma lanchonete da Costanera Sur, a avenida beira-rio de Buenos Aires, Juan Manuel Ortega, pequeno comerciante, avaliava se comprava um choripán.

Enquanto que no ano 2001 este lanche custava 2,00 pesos, em 2011 havia subido para 11 pesos. No entanto, o aumento acelerou-se em 2013, quando passou de 12 pesos em abril para 19 pesos em novembro. Nesse mês Axel Kicillof tomou posse como ministro da Economia. De lá para cá o choripán aumentou para 28 pesos.

“Vou comer”, disse ao Estado. “Não tem outro jeito. De todas formas, qualquer outro lanche será mais caro”, diz Ortega.

   

Caros, começo férias agorinha. Até a volta, au revoir, adieu, good-bye, auf wiedersehen! Inté.

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

passaro4 Acompanhe-nos no Twitter, aqui.

blog1vinhetalendonewsstand4 …E leia os supimpas blogs dos correspondentes internacionais do Estadão:

E, the last but not the least, siga o @inter_estadãoo Twitter da editoria de Internacional do estadão.com.br .
Conheça também os blogs da equipe de Internacional do portal correspondentes, colunistas e repórteres.
E, de bonus track, veja o Facebook  da editoria de Internacional do Portal do Estadão, aqui.
.………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Comentários racistas, chauvinistas, sexistas, xenófobos ou que coloquem a sociedade de um país como superior a de outro país, não serão publicados. Tampouco serão publicados ataques pessoais aos envolvidos na preparação do blog (sequer ataques entre os leitores) nem ocuparemos espaço com observações ortográficas relativas aos comentários dos participantes. Propaganda eleitoral (ou político-partidária) e publicidade religiosa também serão eliminadas dos comentários. Não é permitido postar links de vídeos. Os comentários que não tiverem qualquer relação com o conteúdo da postagem serão eliminados. Além disso, não publicaremos palavras chulas ou expressões de baixo calão (a não ser por questões etimológicas, como background antropológico).

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.