Eleitos & Eretos: do Pinguim hot e sua suposta amante, passando por De la Rúa e os priápicos gnomos, Menem e a anaconda e Rodríguez Saá e o consolador dos sequestradores
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Eleitos & Eretos: do Pinguim hot e sua suposta amante, passando por De la Rúa e os priápicos gnomos, Menem e a anaconda e Rodríguez Saá e o consolador dos sequestradores

arielpalacios

09 de fevereiro de 2011 | 15h13

 

Pinguim e namorada. Não é “El Pingüino”, isto é, o ex-presidente em questão e a ex-secretária, suposta amante. Neste caso, a ilustração acima mostra o pinguim Skipper, do filme (e série) “Madagascar”, que é o líder de um grupo de adoráveis pinguins mafiosos. Suas frases preferidas são “você não viu nada ainda!” e “manobras evasivas, rapazes!”.

“A outra viúva de Kirchner” é a denominação que está sendo aplicada a Miriam Quiroga, secretária durante 11 anos do ex-governador de Santa Cruz, ex-presidente da República e ex-presidente do partido peronista, Néstor Kirchner. “Era vox populi que eu era amante de Néstor”, disse Miriam à “Notícias”, a revista de informação semanal de maior circulação na Argentina. “Tive uma união muito forte com ele. Deixei tudo para vir com ele desde o sul. Deixei minha família”, declarou Miriam, que autodefine o trabalho que realizou com Kirchner como o de uma “secretária pau para toda obra”.

Miriam – de 50 anos, simples na forma de vestir, embora com mais curvas do que a magra presidente – afirmou que no início de janeiro o secretário-geral da presidência, Oscar Parrilli, lhe comunicou que estava despedida, já que Cristina Kirchner desejava colocar outra pessoa no posto que ocupava formalmente, o de diretora do Centro de Documentação Presidencial. Na reportagem de seis páginas à “Notícias” Miriam afirma tentou falar com a presidente. No entanto, não teve sucesso e teve que partir do governo.

A Secretaria-geral da presidência não respondeu as perguntas da imprensa sobre os motivos da demissão de Miriam. 

Capa da revista “Notícias” com a suposta amante de Kirchner, Miriam Quiroga, ex-secretária do ex-presidente, atual defunto. Quiroga está sendo chamada de “a outra viúva”.

Em meio a um delicado ano de eleições presidenciais a notícia poderia abalar a própria imagem da a viúva oficial, a presidente Cristina, já que evidenciaria que ela hipoteticamente sabia e resignava-se sobre a existência da relação de Miriam com seu marido. No entanto, a partir do momento da morte de Kirchner, vítima de um ataque cardíaco fulminante em outubro, Cristina não teria tido mais obstáculos para a demissão sumária da secretária.

Analistas comentaram ao Estado que o sucesso da “sociedade” política de Néstor e Cristina (funcionaram como dupla política com uma interação não vista desde Perón e Evita) e financeira (possuíam vários empreendimentos imobiliários e de hotelaria a nome dos dois) teria impedido a separação formal do casal.

“Temos que pegar essa informação com pinças”, explicou em off ao Estado uma famosa “kirchneróloga”. “Não sei se ela foi amante de Kirchner durante uma década. Talvez tenha sido uma amante ocasional. Minhas pistas apontavam para outra mulher, que era empresária na província de Santa Cruz, não esta aqui”.

Enquanto isso, Miriam aproveita a polêmica suscitada e nega que sua filha de 11 anos seja fruto da suposta relação amorosa entre ambos. Segundo ela afirma, o pai foi um “namorado fugaz”.

REVISTA – A “Notícias”, cuja editora no Brasil edita a “Caras”, foi famosa nas últimas duas décadas por revelar a existência – posteriormente comprovada na Justiça – de filhos extramatrimoniais de políticos importantes (entre eles, do ex-presidente Carlos Menem), além de amantes de ministros, deputados e senadores.

 

Um baita e anabolizada cobra, com physique du rôle de sucuri ou anaconda. Gravura do século XII.

AMANTES E UMA ANACONDA DE RESULTADO – Ao longo da História argentina a existência de amantes presidenciais foi farta e variada. Carlos Menem (1989-99) era famoso por seus affaires quando ainda era governador de La Rioja. Na presidência intensificou seus contatos extra-matrimoniais, fato que causou a ira de sua mulher, Zulema Yoma, que em vingança entrincheirou-se na residência oficial de Olivos e confiscou a faixa e o bastão presidencial. O casal – que também tinha abundantes diferenças políticas – separou-se oficialmente na sequência.

Menem já havia tido aventuras extramatrimoniais com descendência incluída em 1981, época em que Menem (que havia exercido entre 1973 e 1976 seu primeiro mandato como governador), por ordem do regime militar, que o havia detido, passou meses em prisão aberta no vilarejo de Las Lomitas, Formosa.

Ali, conheceu a jovem Marta Meza – filha de um caudilho local – que ficaria grávida. Menem, na época, estava casado. Mas, prometeu a Marta que reconheceria o menino.

Os anos passaram e a promessa não se cumpria. Em 1989 Menem foi eleito. Nesta ocasião, prometeu que reconheceria seu filho quando deixasse o poder. Essa promessa tampouco foi cumprida. Nesse intervalo a mãe de Carlos Nair foi eleita deputada federal.

No ano 2003, Marta Meza suicidou-se em circunstâncias misteriosas (bebendo herbicidas). Carlos Nair foi vítima de atentados e de ameaças que lhe indicavam que deixasse de insistir com seu pedido de reconhecimento.

Em 1996 a revista “Notícias” publicou as fotos de Menem com seu filho ilegítimo na residência presidencial de Olivos. Após o escândalo, Menem evitou o garoto durante anos. Carlos Nair, após a maioridade, começou a exigir que seu pai o reconhecesse. Menem continuava recusando-se. Mas, em 2005, o juiz Francisco Orella determinou que o jovem era filho extra-matrimonial do ex-presidente. A determinação baseou-se nas fotografias que provam o vínculo e a negativa de Menem em submeter-se ao exame de DNA.

Em meados de 2008, sua fama de latin-lover septuagenário (agora ele é octogenário) foi abalada pelas aventuras amorosas da chilena Cecilia Bolocco, com a qual havia se casado em 2001 (que tinha metade de sua idade).

Cecilia, uma ex-miss Universo, cansada da intensa dedicação de Menem aos jogos de golfe na Argentina (enquanto ela residia com o filho de ambos em Santiago do Chile), começou a ter um tórrido affaire com um playboy italiano em Miami. O resultado foi o divórcio para o casal e fama de “homem traído” para Menem.

O ex-presidente só conseguiu um pouco mais de protagonismo quando, semanas depois do escândalo de Bolocco, seu filho ilegítimo, Carlos Nair, apareceu em “Gran Hermano”, a versão argentina do Big Brother.

O jovem tornou-se celebridade nacional quando, no meio do programa, os integrantes descobriram que o filho do ex-presidente possuía um aparelho reprodutor de consideráveis dimensões. As participantes femininas proferiram frases apologéticas sobre o diâmetro e comprimento do supracitado. Os participantes masculinos que também ali estavam exclamaram expressões de inveja.

Desta forma, Carlos Nair tornou-se famoso em toda a Argentina com o apelido de “La Anaconda”, em alusão à gigantesca cobra que habita a Amazônia.

Menem não perdeu tempo, e reconheceu oficialmente seu filho ilegítimo, algo que não havia feito em 27 anos. “Só podia ser filho meu”, afirmou Menem na época. No entanto, a vedette do teatro de revista Moria Casán – ex-amante de “El Turco” nos anos 80 – com ironia sugeriu que as proporções substanciais da genitália de Carlos Nair não necessariamente tinham correlação com seu genitor, o qual conhecia bem de antanho.

F.De la Rúa pega dentro de sua gaveta presidencial o vigorizante sexual presidencial. Minutos antes havia renunciado à presidência da República.

 PICARESCOS ANÕEZINHOS – No dia 20 de dezembro de 2001, o então presidente Fernando De la Rúa (1999-2001), estava  ponto de renunciar e escapar em um helicóptero do teto da Casa Rosada, a sede do governo. Nas horas anteriores, uma multidão enfurecida com a crise econômica – e especialmente o “corralito” (denominação do mega-confisco bancário) – manifestava-se na Praça de Mayo para exigir sua renúncia.

As forças de segurança reprimiriam a multidão e mataram cinco manifestantes a poucos metros das janelas presidenciais (no resto da cidade houve mais mortos).

Após renunciar, De La Rúa passou pela sala onde estava seu escritório para pegar os objetos pessoais.

A foto feita na ocasião pelo fotógrafo oficial da presidência, Victor Budge, mostra o pacato e sonolento ex-presidente abrindo uma gaveta. Era  última foto na Casa Rosada de De la Rúa,

Um ano depois, em janeiro de 2003, a “Gente”, tradicional revista de fofocas, publicou a mesma foto, embora ampliada. O detalhe mostrava que De la Rúa retirava da gaveta da escrivaninha duas caixas – amostra grátis – de um vigorizante sexual de nome “Optimina Plus”, recomendado para casos de impotência.

A foto de De la Rúa recolhendo seus objetos havia sudo publicada várias vezes ao longo de 2002. No entanto, ninguém havia reparado no detalhe das caixinhas, até que um leitor de “Gente”, curioso em saber o que havia na gaveta presidencial, e munido de uma lupa de aumento, reconheceu o remédio.

As caixas de “Optimina Plus” ostentam na embalagem uma picaresca seqüência de gnomos cuja ponta dos gorros vai ficando ereta gradualmente, em uma analogia aos efeitos que o remédio causaria no órgão reprodutor masculino, neste caso, o órgão presidencial (que a partir desse momento era ex-presidencial).

A revelação de que De la Rúa consumia abundantes doses de “Optimina” foi na ocasião o principal tema de piadas em Buenos Aires.

De la Rúa, até a época, era visto como um homem asexuado, tímido, dominado pela ambiciosa então primeira dama, Inés Pertiné, com a qual padecia problemas conjugais.

No entanto, nos últimos anos haviam circulado rumores de que teria tido affaires com duas de suas assessoras na época, que nunca foram confirmados.

 

Sexo paleolítico: Uma representação de uma deusa estilizada. É a “Vênus de Dolní V?stonice” (em tcheco, V?stonická Venuše). Esta pequena estátua de terracota, que data do 25 mil a.C, teria sido usada como um primitivo, embora eficaz, consolador. 

O GOVERNADOR E O VIBRADOR – “Caudilho com pedigree” é a irônica definição que fazem sobre Adolfo Rodríguez Saá seus críticos na província de San Luis, onde ele e sua família controlam a mídia, a burocracia provincial, além da Justiça. O “pedigree” refere-se à freqüência com a qual os Saá aparecem como governadores nos livros de História nessa província, no centro da Argentina, que durante tantas décadas foi tão pobre que comentava-se com humor que quando um urubu passava por ali, levava marmita para não passar fome.

Rodríguez Saá governou San Luis entre 1983 e 2001, tornando-se assim, o governador que mais permaneceu no cargo na segunda metade do século XX. Junto com seu irmão Alberto – definido pelos opositores como o verdadeiro “Maquiavel” por trás de Adolfo – são acusados de diversos casos de corrupção.

Seus críticos afirmam que é estranho que um homem como ele, que em 1983 tinha como bens somente uma casa, hipotecada, e dois carros usados. Duas décadas depois, só com o salário de governador havia tornado-se milionário.

Em outubro de 1993 Rodríguez Saá protagonizou um sui generis escândalo sexual. Subitamente, uma tarde, Rodríguez Saá apareceu nos aparelhos de TV dos argentinos para explicar que havia sido seqüestrado e colocado no motel de nome “E..no c” (jogo de palavras equivalente a ‘E…não sei’) junto com “La Turca”, nom de guerre de Esther Sesín, que havia sido sua amante.

O próprio Rodríguez Saá explicou que em meio ao sequestro havia sofrido um grave abuso sexual.

Segundo ele, um grupo de pessoas estava tentando extorqui-lo, pois haviam gravado cenas de conteúdo hardcore. Os sequestradores o deixaram em uma estrada de terra, espancado e com a ameaça de divulgar o vídeo caso ele não pagasse US$ 3 milhões. No entanto, a Polícia de San Luis imediatamente encontrou e deteve “La Turca” e seu namorado, Alejandro Salgado, mentor do sequestro.

Quem viu o vídeo, de circulação altamente estrita, afirma que no meio do suposto “abuso” o casal estava utilizando um avantajado vibrador. No entanto, não era “La Turca” – uma quarentona de curvas abundantes – que estava usufruindo do aparelho em questão.

A História daria reviravoltas. No dia 23 de dezembro de 2001, em meio à grave crise política e econômica causada pelo corralito e a queda de De la Rúa, Rodríguez Saá foi designado presidente provisório da Argentina. Sua primeira medida foi declarar o calote da dívida externa com os credores privados. Uma semana depois, alvo de panelaços e sem apoio dos governadores, renunciou. Atualmente é senador.

     

PINGUINS, SEXO & LEITÕES – Em janeiro de 2009 a presidente Cristina Kirchner, que ainda não era viúva, fez referências sobre sua vida sexual (nunca antes, em 200 anos transcorridos desde a independência da Argentina um presidente da República havia feito alusões sobre sua vida sexual em público, e muito menos realizado referências sobre afrodisíacos químicos e naturais).

Na ocasião Cristina exaltou as propriedades afrodisíacas da carne de leitão. Além da carne suína, a presidente – famosa por preocupar-se com a “linha” – também exaltou as propriedades da carne de frango para emagrecer.

Tudo começou quando a presidente Cristina, ao vivo pela TV, durante uma cerimônia com produtores suínos, anunciou que havia sido informada dos poderes afrodisíacos do leitão. Segundo ela, valia mais a pena um “porquinho na grelha do que tomar viagra”.

Além disso, ressaltou que havia ingerido significativas porções de um saboroso suíno no fim de semana prévio, e que o sábado e domingo transcorrido na companhia de seu marido e ex-presidente Néstor Kirchner haviam confirmado empíricamente os efeitos eréteis do leitão consumido.

Um dia depois, a presidente exaltou a qualidade da carne de frango como alimento “para fazer dieta”. A mídia deleitou-se com as frases da presidente, definindo Cristina Kirchner como “guru sexual e nutricionista”.

      

“Pirata”, no lunfardo (gíria) portenha é quem pratica a “trampa”, isto é – literalmente – “trapaça”. Quando uma pessoa está “de trampa” é que está casada mas está tendo (ou tentando) ter um encontro sexual com outra pessoa que não é a cônjuge.

Acima, a captura do pirate Barbanegra, em 1718. O quadro mostra como a pancadaria correu solta entre Barbanegra e o tenente Maynard em Ocracoke Bay. A obra é do americano Jean Leon Gerome Ferris (1863–1930) 

GLOSSÁRIO SEXUAL

Aproveitamos o post sobre sexo e política (e recordamos a frase de Henry Kissinger, “o poder é o maior afrodisíaco de todos”) para mostrar esta lista (citada em outro post antigo) de palavras alusivas ao coito e afins.

 COJER: Verbo que indica o ato sexual completo. O verbo, na Espanha e outros países de idioma castelhano o verbo é primordialmente utilizado para “pegar” ou “colher” (como “colher algo do chão”). Isto é, uma pessoa poder referir-se a “cojer el autobús (ônibus), para explicar que poder “pegar o ônibus”. Na Argentina, equivaleria a dizer que teria um coito com o veiculo de transporte coletivo (e não dentro de tal veículo). No entanto, não é uma forma polida de referir-se ao ato sexual.

COJIDA: “Uma cojida”. O coito.

GARCHAR: Verbo que designa o ato de copular. No entanto, é uma forma chula. “Coger”, perto de “garchar”, acaba parecendo uma forma elegante…

GARCHE: A cópula, expressada sem elegância

EMPOMAR: Verbo que refere-se a “pomo”, isto é, o equivalente a “bisnaga” Ergo, indica o membro viril. Desta forma, “empomar” é o verbo utilizado para referir-se à penetração.

TRANSAR: O verbo foi recolhido pelos turistas argentinos que foram ao Brasil nos anos 80. Mas, em vez de referir-se ao coito em si, na Argentina, esta gíria utiliza-se de forma adulterada. Neste contexto de readaptação do verbo, transar aqui refere-se aos beijos e carícias. Preliminares sexuais com abundante produção hormonal mas sem a cópula em si.

FRANELEO: Uma versão local da “transa” (isto é, a “transa” em sua versão adaptada). “Franela” é “flanela”, produto utilizado para passar – e esfregar – sobre um automóvel ou um móvel. No contexto sexual, uma “franela” seria o ato intenso de fricção de epidermes de duas pessoas.

 VACUNAR: Vacinar. Neste caso não se refere ao ato de inocular alguém com anti-corpos para provocar uma resposta de defesa perante microorganismos patógenos inventado por Edward Jenner em 1796, mas sim, refere-se ao ato de penetrar alguém.

 

Edward Jenner, criador da outra “vacuna” (vacina)

ACABAR: Cuidado ao utilizar esse verbo na Argentina, já que é um sinônimo frequente de “ejacular”. Ou, no caso das mulheres, de chegar ao orgasmo. Para indicar o “acabar” nosso é mais adequado a utilização de “terminar”. Ou “concluir”.

TUJE: Proveniente do antigo yiddish “tuches”, utilizado com frequência na Argentina para indicar os glúteos. Traseiro. Bumbum.

VERSO: Galanteio semi-picareta. Afirmação – ou conjunto de afirmações – geralmente sem base concreta (“se você quiser conhecer meu iate…”) destinados a conseguir a conquista-sedução de alguém.

VERSERO/A: O praticante do ‘verso’.

TRAMPA: Literalmente, “trapaça”. Quando uma pessoa está “de trampa” é que está casada mas está tendo (ou tentando) ter um encontro sexual com outra pessoa que não é a cônjuge.

PIRATA: Aquele que pratica a ‘trampa’.

CABARULO: Refere-se aos cabarés, palavra em Buenos Aires aplicado para casas de strip-tease e também, ocasionalmente, para bordéis.

PRIVADO: Prostíbulo instalado em um apartamento.

CAFISHIO: O gigolô.

TRAVIESSA: Literalmente, “travessa”. Mas refere-se ao ‘travesti’. 

“Que panettone!”. Expressão apologética dos glúteos femeninos.

SEXO E ALIMENTOS

E, como não podia deixar de ser, tal como em diversas partes do planeta as referências aos alimentos – de preferência tubérculos, legumes e cereais falofórmicos – são amplamente usadas para designar o membro viril. Esta lista já foi apresentada em outro post ano passado. Mas, recuperamos o catálogo para que sirva de guia em caso de necessidade.

ENTERRAR LA BATATA: A ‘batata’ desta frase refere-se à ‘batata-doce’. A nossa batata em português é “la papa”. Mas, em ‘lunfardo’ a batata indica o membro viril. Logo, neste contexto, com alusões à atividade da lavoura, ‘enterrar la batata’ (enterrar a batata-doce) significa, em tradução figurativa, penetrar alguém. Não se usa “enterrar la papa” (isto é, nossa batata, em português). Talvez porque até poderia causar confusão com o termo ‘papa’, isto é, o Sumo Pontífice (e, já que estamos aqui, Pontífice vem do latim ‘Pontifex’, o “construtor de pontes”).

MOJAR LA CHAUCHA: Molhar a vagem. Similar para ‘enterrar la batata’.

MOJAR LA VAINILLA: Molhar a baunilha, isto é, o biscoito champagne. Na Argentina, um dos hits do lanche da tarde, décadas atrás, era o do café com leite (ou chá) com as ‘vainillas’ (biscoito-champange). No fim das contas, a expressão é similar a “enterrar la batata”.

ES UN BOMBÓN: É um bombom. Elogio que indica que alguém é bonito/a. Majoritariamente usado por mulheres (ou homens) para referir-se a homens.

ES UN CHURRO: É um churro. Igual ao bombón. Mas, a expressão é um pouco mais antiga.

QUE LOMO!: “Que lombo!”. Elogio carnívoro ao físico de alguém. Usado tanto por mulheres como por homens. Lomazo: Um corpaço. Usado para homens e mulheres.

QUE PAN DULCE: “Que panettone!”. Elogio aos glúteos femeninos.

 

“O poder é o maior afrodisíaco de todos!” afirmou no 27 de maio de 1976 o ex-secretário de Estado dos EUA, Heinz ‘Henry’ Alfred Kissinger. 

ÉRIAS: Estarei a ritmo lento na próximas semanas, já que hoje começo minhas férias. No entanto, deixarei a sra. Ágata Salgado-Simpson, honorável septuagenária secretária e ornitóloga a cargo de checar e autorizar a cada 4 ou 5 dias os comentários dos comentaristas.

Inté!

  uma melodia, um clássico ibérico, para entrar no ritmo das férias, hip-hip-hurrraaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

“El Relicario”, de J.Padilla, aqui.

 Dona Ágata, entre uma bebericada de chá e outra, tomando nota de minhas indicações.

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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