Mercedes foi reunir-se com Alfonsina, Pablo e Violeta
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Mercedes foi reunir-se com Alfonsina, Pablo e Violeta

arielpalacios

04 de outubro de 2009 | 07h45

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AQUELLAS PEQUEÑAS COSAS
Mercedes canta com o catalão Joan Manuel Serrat “Aquellas pequeñas cosas” (Aquelas pequenas coisas).
O link do Youtube:

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Mercedes Sosa faleceu neste domingo às 5:15 horas da madrugada, após mais de duas semanas internada por problemas renais e hepáticos agravados por complicações cardíacas e respiratórias. A intérprete que imortalizou canções como “Gracias a la vida” (Obrigado à vida) e “Alfonsina y el mar” (Alfonsina e o mar), de 74 anos, havia recebido a extrema-unção das mãos de um de seus amigos, o padre José Luis Farinello.

Políticos e intelectuais argentinos expressaram seu pesar pela morte da cantora, que nos anos 70 e 80 foi símbolo de resistência às ditaduras militares na América Latina.

A artista estava em coma farmacológico desde a quinta-feira. Ela havia sido internada no dia 18 de setembro na clínica de la Trinidad, no portenho bairro de Palermo.
Poucas horas antes de sua morte, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, havia manifestado seu “carinho e admiração” por Mercedes.

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A cantora, em um de seus últimos shows

A cantora possuía um vínculo especial com esse país, já que havia tornado famosos em todo o mundo diversos poemas da poetisa chilena Violeta Parra e do poeta Pablo Neruda (1904-73).

Mercedes também imortalizou poemas do argentino Atahualpa Yupanqui (1908-92).

Uma das canções mais famosas interpretadas por Mercedes era “Alfonsina y el mar”, que relata poeticamente a morte da poetisa suíço-argentina Alfonsina Storni (1892-1938), cujo organismo havia sido devastado pelo câncer.

Haydee Mercedes Sosa, ou mais simplesmente “La Negra” (A Negra, por seus cabelos pretos e tez morena) – como era chamada carinhosamente por seus colegas e fãs – foi a “voz” dos exilados argentinos durante a última Ditadura Militar (1976-83).

A contralto também interpretou tangos e rocks argentinos.

Recentemente havia recebido três indicações para o Grammy Latino 2009 por seu álbum “Cantora 1”, no qual fez duetos com cantores internacionais, entre eles a colombiana Shaquira e o catalão Joan Manuel Serrat.

Seu corpo será velado ao longo deste domingo no Congresso Nacional.

As primeiras informações indicavam que, seguindo os desejos da falecida cantora, seu corpo seria cremado. Suas cinzas seriam espalhadas em Buenos Aires e algumas províncias argentinas.

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Mercedes e Shaquira, duas gerações em perfeita sintonia

DUERME NEGRITO
Mercedes Sosa cantando “Duerme negrito”.
O link do Youtube:

LA MAZA
Mercedes, acompanhada da colombiana Shaquira, canta ‘La Maza’.
O link do Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=uOBgCdWY17s&feature=related

HERMANO DAME TU MANO
Mercedes entoa ‘Hermano dame tu mano’, um clássico latinoamericano.
O link do Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=66CIXfPvvPc&feature=related

E um tango com Mercedes, do último álbum, “Cantora 1”.
NADA
Mercedes canta um dos mais belos (e pouco conhecido no exterior) tangos, “Nada” (letra de Horacio Sanguinetti e música de José Dames)
O link do Youtube:

TONADA DEL VIEJO AMOR
Esta canção é de Eduardo Falú. Neste domingo, o artista lamentou, pouco depois da morte da amiga: “estamos cada vez mais sozinhos”.
“Tonada del viejo amor”. O link do Youtube:

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Mercedes Sosa e Luciano Pavarotti. Quando o tenor italiano faleceu, há dois anos, o recordou como um “grande cavalheiro”. Juntos, cantaram no estádio do Boca Juniors em Buenos Aires em 1999

GRACIAS A LA VIDA
Os versos de uma das mais famosas canções interpretadas por Mercedes Sosa são da autoria da chilena Violeta Parra.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me dio dos luceros que cuando los abro
perfecto distingo lo negro del blanco
y en el alto cielo su fondo estrellado
y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
me ha dado el oido que en todo su ancho
graba noche y dia grillos y canarios
martillos, turbinas, ladridos, chubascos
y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado el sonido y el abedecedario
con él las palabras que pienso y declaro
madre amigo hermano y luz alumbrando,
la ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado la marcha de mis pies cansados
con ellos anduve ciudades y charcos,
playas y desiertos montañas y llanos
y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me dio el corazón que agita su marco
cuando miro el fruto del cerebro humano,
cuando miro el bueno tan lejos del malo,
cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado la risa y me ha dado el llanto,
asi yo distingo dicha de quebranto
los dos materiales que forman mi canto
y el canto de ustedes que es el mismo canto
y el canto de todos que es mi propio canto.

Gracias a la Vida
Gracias a la Vida
Gracias a la Vida
Gracias a la Vida

A canção, na voz de Mercedes Sosa.
O link do Youtube:

ALFONSINA Y EL MAR
E para encerrar, “Alfonsina y el mar”, uma das canções mais emblemáticas da carreira de Mercedes Sosa.
A letra foi escrita pelo historiador Félix Luna.
Os versos “Cinco sirenitas / Te llevarán /
Por caminos de algas / Y de coral”
são de dilacerar o coração.

Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.

Sabe Dios qué angustia
Te acompañó
Qué dolores viejos
Calló tu voz
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.

Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duerma
Nodriza, en paz
Y si llama él
No le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama él
No le digas nunca que estoy
Di que me he ido.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fueste a buscar?
Una voz antigua
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

A música é do pianista Ariel Ramírez.
Aqui, em uma versão de Mercedes Sosa.
O link do Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=GN9z585ziww

sabato
Eduardo Falú, Mercedes Sosa e Ernesto Sábato

JORNAIS ARGENTINOS
No La Nación, o texto do jornalista Gabriel Plaza, um dos melhores que cobrem a área artística.
http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1182378&pid=7456934&toi=6258

E este artigo, do jornal Crítica:
http://www.criticadigital.com/index.php?secc=nota&nid=30557

No Clarín:
http://www.clarin.com/diario/2009/10/04/um/m-02012095.htm

A notícia, no jornal Perfil:
http://www.perfil.com/contenidos/2009/10/02/noticia_0035.html

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