Os 90 anos de China Zorrilla (entrevista com backstage canino)
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Os 90 anos de China Zorrilla (entrevista com backstage canino)

arielpalacios

14 de março de 2012 | 13h50

 

“A gente começa a envelhecer no dia que não temos mais projetos”, diz o monstro sagrado do teatro platino

Breve vídeo do Youtube para explicar o protagonismo da yorkshire Lucrécia na entrevista com a atriz China Zorrilla. Embaixo, no texto, a mesma explicação, com um pouco mais de detalhes. E depois, a entrevista com a atriz.

China Zorrilla, “monstro sagrado” do teatro, cinema e TV do Rio da Prata, completa 90 anos nesta quarta-feira. Aqui segue uma entrevista feita com a atriz em janeiro do ano passado, publicada no Caderno 2. Mas, nesta postagem, coloco a entrevista na íntegra.

Mas, antes de começar, tenho que explicar algo, além de dar uns agradecimentos ao “melhor amigo do homem”. Ou, neste caso, à “melhor amiga do homem”, uma cachorrinha, Lucrécia, que foi crucial para conseguir essa entrevista.

Em 2002 mudei para um apartamento na rua Uruguai. Um ano depois compramos uma cachorrinha, uma Yorkshire, a Lucrécia. Um dia, depois de tentar tosar a cachorra de forma improvisada em casa, decidimos buscar alguém que fizesse isso direito. E assim, uma tarde, caminhando com a Lucrecia pelo quarteirão, vimos uma mulher que estava com uma yorkie impecável, chamada Flor. Perguntamos onde é que ela era tosada. A mulher passou o telefone da pessoa, o Leonardo Fusaro, que havia estudado veterinária e tinha um programa de rádio.

Bom, Lucrecia começou a ser tosada pelo Leonardo. Poucos meses depois, viajamos de férias, para a China. Quem tomou conta da Lucrecia durante nossa viagem foi o Leonardo. Um dia, Leonardo tinha que tosar a Flor, que, coincidentemente, morava em um prédio na calçada da frente.

A Flor era a cachorra da China Zorrilla. Desta forma, Flor – que era mais velha – e Lucrecia viraram amigas. Durante a viagem, Leonardo levou Lucrecia várias vezes à casa de China Zorrilla.

Quando voltamos da viagem, o Leonardo nos contou toda a história. Achamos engraçado. Ele disse “vou ligar à China Zorrilla, para ver se ela está e levo a Lucrecia ali uns minutos”. Mas, a atriz estava ocupada. Leonardo foi embora. Uns 10 minutos depois, o porteiro eletrônico tocou.

“Sim”, disse eu.

“Bom dia, o Leonardo ainda está?”

“Não, ele já foi embora”, disse

“Ahhhh…que pena…queria ver a Lucrécia”

“Mas quem fala?”, perguntei.

“China…sou China Zorrilla”

“Claro! Pode subir”, disse surpreso.

Segundos depois, China Zorrilla estava na sala de estar de nosso apartamento. Lucrecia pulava de alegria.

China Zorrilla sentou no sofá. Aí, olhou pela janela e viu a sacada e a área central do quarteirão (era um quarteirão com muitas árvores e passarinhos no meio, algo que os argentinos chamam de “pulmón de manzana”, isto é, pulmão de quarteirão). Levantou rápido e disse “este é o melhor pulmón de manzana de Buenos Aires…olhe (apontou com o dedo)…antigamente eu morava ali…e na frente, do outro lado, morava a Nini Marshall (outra famosa atriz cômica argentina)”.

Na seqüência, depois de explicar que com freqüência elas falavam aos gritos, de cada janela através do “pulmón”, fez um “diálogo” sozinha, como se estivesse falando com a amiga (colocava as mãos na frente da boca, como quem vai gritar e precisa amplificar):

– Ninííííí….

– Queeee fooooi, China?

– Eu e as amigas estamos aqui e vamos jogar cartas! Quer vir pra cá?

– Não pooooosssoooo, China! Tenho que ensaiar esta peça!

– Ta beeeeemmm! Fica pra próximaaa!

– Tchaaaaaaaaaauuu Chinaaa!

– Tchauu Niníí!

(Miriam e eu olhávamos estarrecidos…China Zorrilla estava interpretando ali, na nossa frente, movendo-se para a direita ou a esquerda, de acordo com quem interpretava…sua amiga Niní ou ela própria)

Depois, virou pra gente, e disse: “mas vocês, onde estavam nesses dias?”

– China (respondi)

– Sim? (disse ela)

– China (voltei a dizer)

– Sim? (disse ela, de novo)

– China…não a Zorrilla…a China de Mao!

– Aaaahhhh! Deve ser um país fascinante. Hahahha…e essa moça, que bonita! Foi modelo (disse, olhando para a Miriam)?

– Não, jornalista, do Brasil. Eu também.

– Ah, um prazer conhecê-los. Mandem a Lucrecia de vez em quando lá pra casa!

Na seqüência, pegou sua bengala, despediu-se e foi embora.

Nos meses seguintes, sempre que a víamos na rua, nos cumprimentava. Se estivéssemos com a Lucrecia. Se estávamos sem a cachorra, ela não nos reconhecia.

E foi assim que muitos anos depois, pedi uma entrevista. Mas China estava muito ocupada, de apresentação em apresentação. Não havia jeito mesmo. “Estou muito cansada, ocupada”, dizia. A secretária dela me disse “fale que traz a Lucrecia, que ela te dá a entrevista na hora”. E assim foi. Levei a Lucrecia e a Carlota (a outra yorkie que entrou na nossa vida em 2006). E desta forma, tive a entrevista com China Zorrilla.

Lucrécia, devo agradecer, “conseguiu” várias entrevistas para mim, especialmente nas caminhadas dominicais. Deputadas, economistas, literatos, ficam encantados com a elegante yorkie e começam a puxar papo. Um dos casos de ajuda canina foi com um sociólogo que tentei entrevistar ao longo de anos e o cara nunca respondia meus telefonemas. Mas um dia, levando a Lucrecia para passear pela avenida Pueyrredón, subitamente encontrei o septuagenário estudioso das ciências sociais, que ficou fascinado com a cachorrinha. “Gostaria de fazer uma entrevista com o sr”, disse, depois de responder qual era o nome da yorkie. “Pode me ligar quando quiser”, disse ele, enquanto afagava a nuca da Lucrecia, que movia o rabo. “Mas sempre que ligo, o sr. nunca responde!”, retruquei. “Desta vez diga que é o pai da Lucrécia, que atenderei”, respondeu. E assim foi…

 

China Zorrilla e Lucrecia, minha quadrúpede assessora de imprensa

Concepción Zorrilla de San Martín Muñoz, popularmente conhecida como China Zorrilla, monstro sagrado do teatro platino – pois é considerada a atriz mais emblemática da Argentina e do Uruguai – celebra 90 anos de vida. O peso dos anos não impede a grande dama do teatro platino de permanecer em plena atividade e elaborar novos projetos. Hoje, quarta-feira, será homenageada à noite no Teatro Cervantes.

Filha do principal escultor uruguaio, José Zorrilla de San Martín, e neta do poeta nacional Juan Zorrilla de San Martín – passou parte da infância em Paris e na juventude estudou em Londres. De volta a seu país protagonizou as principais obras teatrais – de comédias a dramas – fez montagens de óperas e estrelou filmes argentinos e espanhóis.

Com uma trajetória de 68 anos nos palcos sul-americanos, China Zorrilla foi a protagonista de diversos filmes, entre eles, “Elsa e Fred”, exibido no Brasil há poucos anos.

Atualmente ela realiza um ciclo de “teatro lido”, isto é, a leitura de obras de teatro em diversos centros culturais portenhos onde o público acotovela-se para assistir a lendária atriz.

Entre uma apresentação e outra, além dos convites que constantemente recebe para conferências, Zorrilla – acompanhada por Flor, sua inseparável cachorra yorkshire – recebeu o Estado em sua casa no bairro da Recoleta para falar sobre sua paixão pela dramaturgia, sua experiência no cinema e a velhice .

Estado – Vittorio Gassman disse uma vez que atuar era “quase como um vício ou uma doença”. É assim mesmo?

Zorrilla – Que boa frase! Que boa frase! Quando Gassman esteve em Montevidéu fiquei fascinada. Fiz amizade com ele. Um dia lhe perguntei se queria ver o atelier de meu pai, que era escultor (o famoso José Zorrilla de San Martín). Meu pai fazia muitas esculturas em Buenos Aires. Bom, o atelier dele em Montevidéu era uma espécie de demonstração de que minha família era atípica. Em minha casa era comum ver estátuas de pessoas nuas. E, quando minhas amiguinhas da escola de freiras vinham me visitar (no final da década de 20 e no início dos anos 30), ficavam horrorizadas. Eu dizia a elas que homens e mulheres posavam nus para meu pai, de forma que as estátuas fossem iguaizinhas às pessoas.

Estado – Voltando à frase de Gassman…

Zorrilla – Sim! Seja mímico, cantor ou ator… o que acontece em cima de um palco é mágico. As pessoas me perguntam se não me canso do teatro, de fazer sempre a mesma coisa. Bom, eu não me canso nunca disso. Ora, eu pergunto para elas: “vocês se cansam de beber café com leite todas as manhãs?”. Não. Eu não canso. Estou encantada de fazer o que faço.

 

Gassman, um dos gênios do teatro e do cinema da Itália da segunda metade do século XX. Acima, durante a preparação do “A Armada Brancaleone”. A cômica música-tema do filme, aqui.

Estado – Em 1975 dirigiu “O Barbeiro de Sevilha”, uma ópera. Como foi essa mudança de atividade para a senhora?

Zorrilla – Quando era criança tocava piano. Queria apertar um dedo sobre algum instrumento e que pudesse ouvir algo. É preciso cantar bem, contando uma história. E quando leio um livro, às vezes penso: “que pena que não há uma canção para este relato”. Isto é, o texto teatral não é somente texto. É texto e música. Isso sempre me divertiu. Cada vez que vejo uma comédia musical, de Broadway, ah! (suspira). É continuidade do texto com a música (interrompe a explicação e começa a cantar uma ária de La Bohème, de Giacomo Puccini) “Che gelida manina, se la lasci riscaldar (que fria mãozinha, deixe-me esquentá-la)”. Que coisa divina!

Estado – Como é o trabalho de composição de um personagem? Há atores que são capazes de mudar para um hospital psiquiátrico para ver como uma pessoa com uma perturbação mental age…

Zorrilla – Não. Eu não sou muito analítica para estas coisas. Olha, se estou fazendo, digamos assim, o papel para um filme de uma princesa russa que está exilada em Paris, e paralelamente te contratam para fazer uma peça de teatro que transcorre no Pampa argentino, eu não páro para pensar “puxa, são dois papéis diferentes!”. Não. É como colocar um vestido e depois trocar de roupa. Não fico me perguntando se o vestido essa passado ou se é bonito. Simplesmente penso: “preciso usar esse vestido”. E aí coloco esse vestido. É assim, você já está “vestida” com esse vestido.

 

China Zorrilla, durante a interpretação da obra de teatro sobre a vida da escritora Emily Dickinson em 1980.

Estado – Pensa em aposentar-se?

Zorrilla – Não sou rica. Teria que ser rica, mas o dinheiro me incomoda. Fui uma administradora desastrosa de minhas economias. Se fosse rica faria teatro de vez em quando. Mas, não sou rica. Vivo do teatro. E minha sorte é que gosto muito do teatro.

Estado – O que acha do “teatro lido” que está protagonizando atualmente?

Zorrilla – Em 2099 sugeri às autoridades da área cultural um grande ciclo de teatro lido. Começamos ano passado e continuamos neste (a peça atual é “As da frente”, comédia de costume de Federico Mertens, apresentada em diversos centros culturais portenhos a cada mês durante 2011 e 2012). Pode parecer estranho. É como ver uma ópera sem orquestra. Mas, acho importante, para que o público fique mais de olho naquilo que o texto diz. O importante, neste ciclo, é ouvir. Maravilhoso.

Estado – Quando apresenta uma nova obra o teatro sempre fica lotado…

Zorrilla – No teatro não existe uma lógica. Não há uma fórmula para lotar um teatro. Volta e meia um diretor reúne um ator estupendo e um autor genial e o espetáculo é fantástico. Mas, o teatro pode ficar vazio. É mesmo um mistério.

Estado – “Elsa e Fred”, de 2005, é uma história de amor…

Zorrilla – Quando tinha 82 anos, Marcos Carnevale me telefonou. Me disse que queria que trabalhasse com ele em um filme de amor. Eu perguntei: “estupendo! Vou fazer o papel da avó de quem?”. Aí ele me explicou: “não China, não será avó… você será a protagonista dessa história de amor!”.

Estado – A senhora fez teatro shakespeareano, cinema, novelas de televisão…onde sentiu-se mais à vontade?

Zorrilla – Gosto de estar em cima de um cenário, que as pessoas chorem ou riam, aplaudem, e aí vou dormir tranquila e satisfeita. Cada vez gosto mais disso. O pranto, a risada, o aplauso, é uma música para o ator. Quando fazia em Montevidéu, Bodas de sangue, de García Lorca, com Margarita Xirgú, gostava da obra. Mas eu queria fazer as pessoas rirem. No entanto, não ia dizer isso à um monstro sagrado como Xirgú. Mas, essa era a verdade. Fazer drama e comédia… é uma ginástica!

Estado – Em suas declarações a senhora dá muito ênfase ao teatro, mas sua participação no cinema, desde seu primeiro filme, em 1971 (“Um guapo do 900”), já fez 35 obras cinematográficas. O último filme do qual participou foi em 2009, “Sangue do pacífico”, do ator e diretor Boy Olmi…

Zorrilla – É que o cinema entrou na minha vida de forma tardia. O cinema é tão diferente do teatro! O cinema magnifica aquelas palavras que a gente pronuncia no palco. Sempre que faço cinema tento conter a forma exuberante de ser do teatro. Mas depois, sempre, percebo que isso não importa.

Estado – Seu próximo projeto?

Zorrilla – A gente envelhece no dia em que não temos mais projetos. O próximo, eu gostaria, é o de fazer um clássico do teatro. As pessoas acham normalmente que esse gênero é uma chateação… mas, ao contrário, os clássicos são muito divertidos!

Estado – Como gostaria de encerrar a carreira?

Zorrilla – Gostaria me despedir do mundo fazendo uma comédia. Esse gênero tem um coisa muito química… é preciso dizer certas frases naquela décima de segundo exata para que as pessoas riam. Se você a diz depois… é tarde.

Estado – Uma vez quase tentou falar com Greta Garbo. Como foi o desenlace?

Zorrilla – Quando morei em Nova York nos anos 60, um dia procurei o nome de Greta Garbo na lista telefônica. Sabia que o sobrenome verdadeiro dela era Gustafsson. E na lista estava “Gustafsson G”. Liguei. E atendeu ela. “Hallo. Hallo!”, disse Garbo. Eu ouvi a voz dela mas nada disse e desliguei. Imagine só! Greta Garbo já estava aposentada… e não tinha mais de … Ela havia se aposentado aos 36 anos pois pensou que já não era mais jovem, e que já havia filmado o que considerava suficiente. Percebe isso? E eu, que tenho 89 e cá estou?

Estado – Como é envelhecer?

Zorrilla – É uma coisa difícil de explicar. Quando era uma menina eu me perguntava, filosoficamente, como seria chegar aos 50 anos. Um dia cheguei lá e não aconteceu coisa alguma. Também me perguntava como seria quando teria seios. Bom, um dia tive seios, e tudo bem. Minha mãe tinha 95 anos. Estava lúcida e não estava doente. Mas percebeu que havia chegado a hora de morrer. Ela me disse: “agora é iminente minha passagem ao outro mundo. O medo deixou espaço para a curiosidade”.

Estado – ….

Zorrilla (ela faz uma pausa, congela o gesto com as mãos e olha com o canto dos olhos de forma oblíqua para o chão, para o lado esquerdo e conclui, em referência às palavras da mãe) – …Uau! Que frase! (faz outra pausa)…Bom, eu sinto medo e curiosidade.

China Zorrilla com Flor, sua cachorra yorkshire, que faleceu em dezembro passado, aos 14 anos. Flor a acompanhava em todas suas apresentações de teatro e nos sets da rodagem dos filmes. Em algumas peças, ela até contracenou com sua dona.

CACHORROS

Estado – Fora do teatro, possui algum projeto?

Zorrilla – Quero convencer o pessoal do governo que façam mudanças no sistema penitenciário. Acho que os cães podem mudar a vida de alguns presidiários. Imaginemos um minuto…esse homem que está preso, sabe que durante um momento, que na hora de sair ao pátio ele poderá estar com um amigo… terá um cachorro. Descobri sabiamente que os cachorros podem ser muito úteis em uma prisão. Talvez está um preso, detido na cela, pois matou uma pessoa. Este Juan Pérez está ali, e dedica uns carinhos ao cachorro. O cachorro não estará sozinho e o preso não estará mais sozinho. Esse homem terá um amigo. Como no filme sobre o preso de Alcatraz, com Burt Lancaster, que criava passarinhos. Quando era criança, eu e minhas irmãs brincávamos de bonecas. Até que um dia meu pai apareceu com o cachorro. E mudou nossa vida. Descobri tudo o que um cachorro pode fazer por um ser humano. O cachorro mais sujo, mais vagabundo da rua sempre vai querer um amigo que lhe faça um carinho. Estou sem óculos…esta aqui embaixo quem é?

Estado – Lucrécia.

Zorrilla – É divina. Sempre bonita. E a pequena, que não conhecia?

Estado – Carlota.

Zorrilla – Bom, lá vão elas (Lucrécia e Flor saem correndo para o fundo do apartamento. Carlota fica no meio da sala, tímida com o lugar desconhecido). Ei, Leonardo, quem é essa atriz que se maquia muito? É muito pequena….uma atriz, sempre estava com Armando Bo. Ah, Isabel Sarli (na seqüência, vira para mim).. Mas quem chora?

Estado – É a Carlota

Zorrilla – Como rompe las pelotas, che!

  

A ária que China Zorrilla cita no início da entrevista, “Che gelida manina”, de G.Puccini em “La Bohème”:

 

   

O ALÉM CANINO

Estado – Na hipótese de que após a morte exista um Céu…esse Paraíso terá cachorros?

Zorrilla – Se não houver cachorros lá, não é paraíso…

  

 hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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