Semana de ódio, mortes e omissões políticas no canto sudoeste de B.Aires
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Semana de ódio, mortes e omissões políticas no canto sudoeste de B.Aires

arielpalacios

12 de dezembro de 2010 | 17h33

Bairro de Villa Soldati, em plena capital argentina, é cenário de batalha campal. Moradores atacam e matam imigrantes bolivianos e paraguaios. Prefeito Macri acusa presidente Cristina de omissão e de permitir massacre, governo federal acusa governo municipal de xenofobia e de incapacidade de lidar com crise. Todos contra todos, tal como nesta gravura de 1550 do geógrafo alemão Sebastian Munster, que mostra monstros marinhos tentando matar uns aos outros.

RESUMO: Na semana passada surgiu um assentamento no parque Indo-americano. Moradores de Villa Soldati, em protesto contra a presença desse grupo, iniciaram protestos que transformaram-se em um dia em ataques violentos. Trinta pessoas, a maioria imigrantes, foram feridas nos incidentes. Quatro imigrantes foram assassinados no meio dos choques, segundo sistema médico SAME. Mas, governo federal e municipal, inimigos políticos, discordam e afirmam que foram três mortos.

As cenas de violência protagonizadas pelos habitantes da classe média baixa de V.Soldati gerou a sensação de que ali poderia ocorrer um mini-pogrom.

Durante três dias, o governo da presidente Cristina Kirchner – apesar da emergência – nada fez para impedir os ataques dos moradores de Soldati contra os imigrantes. No mesmo período, o governo do prefeito Maurício Macri tampouco enviou a maior parte de suas forças de segurança para impedir o caos e separar os dois grupos em choque.

Desde o fim de semana existe uma calmaria aparente na área, quando o governo finalmente enviou a Gendarmería (corpo especial de segurança, especializado em dissipar manifestações e rebeliões sociais) ao parque.

A Gendarmería cercou o assentamento. Por um lado, não permite que entrem moradores para agredir ou queimar os barracos dos imigrantes, tal como ocorreu durante a semana. Por outro lado, não permite que os integrantes do assentamento entrem com materiais de construção para edificar suas casas.

 – Nenhuma pessoa responsável pelas mortes está detida…

COMEÇO DA CRISE

 Cenário: Parque Indo-americano, em Villa Soldati, na área sudoeste da cidade de Buenos Aires. O bairro está dentro das fronteiras portenhas, sob administração do prefeito Maurício Macri, de oposição. V.Soldati é um bairro de classe média baixa. Dentro de seus limites existem três favelas pequenas.

Na área do parque também está um bairro de casas populares construídas para300 famílias do bairro Los Piletones pela organização de defesa dos Direitos Humanos das Mães da Praça de Mayo, cuja líder é Hebe de Bonafini, há vários anos aliada do governo Kirchner.

 Estopim: Na 2afeira, Sergio Schocklender, braço-direito da líder das Mães da Praça de Mayo Hebe de Bonafini, solicitou o auxílio da Polícia Metropolitana porque “narco-traficantes armados tentaram ocupar a tiros a área da construção” das casas construídas pelas Mães da Praça de Mayo. “Eram os narcos das favelas mais conhecidas. Queriam ocupar as casas e nos ameaçavam matar se não fôssemos embora dali”, disse Schocklender. “Uns espertalhões que queriam ocupar as moradias que estavamos construindo”. O integrante das Mães criticou Macri e que disse que em vez de remover os integrantes do assentamento, “a polícia da prefeitura ficava vigiando apenas os bairros de Palermo, Puerto Madero e o norte da cidade”. Schocklender, que antes da ameaça de ocupação do bairro da organização que integra era a favor de assentamentos, nesta semana disse que “não se pode permitir que em cada praça ou terreno seja montada uma favela”. Segundo ele, os “narcos” haviam enganado centenas de pessoas para que se instalassem nos terrenos vizinhos do parque.

 Primeiros choques: Na terça-feira, após o pedido de Schocklender, a Polícia Federal e a Polícia Metropolitana foram ao parque Indo-americano para despejar as famílias que ali haviam instalado-se.

Os integrantes do assentamento responderam com pedradas e tentaram fazer barricadas de pneus em chamas para evitar o despejo. A Polícia Federal espancou com fúria os imigrantes, que foram removidos do lugar.

O saldo do choque nesse dia: dois mortos, Bernardo Salgueiro e Rosemarie Puja. Foram mortos com tiros de armas usadas pela Polícia Federal.

 Mais choques: Na quarta-feira de manhã, mil famílias, de diversas favelas portenhas da área e também da Grande Buenos Aires, instalaram-se novamente nos lotes que haviam marcado nos dias anteriores no parque Indo-americano. O grupo organizou-se e fez um cadastramento das pessoas que eram da área. Eles também indicam que pretendiam negociar com a prefeitura um plano de moradias, em troca de deixar o assentamento. Nesse dia também surgiram denúncias de que dentro do assentamento várias pessoas estavam vendendo os lotes marcados a outras pessoas que não eram do grupo original.

A Polícia, nesse momento, sumiu.

O cenário complicou-se quando moradores do bairro de Villa Soldati começaram a protestar contra a presença dos imigrantes no parque. Na ocasião começaram os gritos xenófobos e as primeiras agressões físicas.

À tarde, a situação estava descontrolada.

 Choques mais intensos: Na quinta-feira as manifestações dos moradores de Villa Soldati cresceram e ficaram mais violentas. Homens armados, encapuzados, atacaram os imigrantes.

Nesse dia morreu um terceiro imigrante com um tiro.

A Polícia Federal, comandada pelo governo Kirchner, e a Polícia Metropolitana, comandada pelo prefeito Macri, ausentaram-se do cenário de violência desatada.

 Área liberada: Na sexta-feira no fim da tarde a área era “área liberada” para a ação de grupos que continuaram atacando os imigrantes. Villa Soldati transformou-se no cenário de uma batalha campal.

De manhã, a viúva de uma das vítimas chorava perante as câmeras de TV a morte do marido. Um morador do bairro, robusto, de cabeça rapada e segurando um pit-bull pela correia, sem se importar com o estado da viúva, lhe gritava: “Vai embora daqui! Vá pedir uma casa para a presidente em El Calafate (trata-se de um acolhedor vilarejo na Patagônia onde a presidente Cristina possui uma luxuosa casa para passar os fins de semana)”.

À noite, o prefeito Maurício Macri pediu auxílio ao governo federal, alegando que a polícia metropolitana, recém-criada, não possui força suficiente para debelar a rebelião surgida em Villa Soldati e impedir que os moradores do bairro ataquem os imigrantes.

Os integrantes do governo da presidente Cristina Kirchner deixaram claro que não pretendiam ajudar Macri e o culpavam de ter permitido que a crise ficasse fora de controle.

Sem a presença das forças de segurança, os imigrantes imploraram aos jornalistas que cobriam os incidentes não fossem embora dali, já que eram sua única garantia do crescimento do ataque. Os jornalistas também foram ameaçados pelos moradores de Villa Soldatti.

Vários imigrantes foram internados em hospitais com feridas de bala na cabeça e nas pernas. Os disparados teriam sido feitos pelos moradores do bairro. 

 FESTA E MASSACRE – Como se estivesse em outro planeta – enquanto imigrantes estavam sendo espancados e assassinados a três quilômetros de distância da Casa Rosada – a presidente Cristina Kirchner, com a presença do juiz espanhol Baltasar Garzón e o neto de Luther Martin King, celebrava o dia internacional dos Direitos Humanos. A data também coincidia com o terceiro aniversários de sua posse como presidente.

Na ocasião, Cristina Kirchner, em discurso em rede nacional de TV, afirmou que não utilizaria a Polícia Federal para reprimir protestos sociais. Os moradores de Villa Soldati e bairros vizinhos interpretaram as declarações da presidente como um sinal de que os imigrantes não seriam removidos do parque.

Minutos depois, milhares de pessoas do bairro fecharam o cerco sobre o assentamento, espancando cidadãos bolivianos, além de queimar as tendas que haviam montado no parque.

Os moradores de Villa Soldati – dezenas dos quais encapuzados – também atacaram jornalistas e destruíram câmaras de TV. Os imigrantes tentaram defender-se com paus e pedras, enquanto os moradores de Villa Soldati atacaram os integrantes do assentamento com armas de fogo.

Depois, o SAME, o sistema de emergência médica pública, anunciou a morte de um quarto integrante do assentamento.

 Sua morte, segundo relato dos enfermeiros e do médico que o acompanhava: a ambulância conseguiu a duras penas entrar no lugar, pegou o jovem, que havia sido gravemente ferido, e começou a sair dali. Mas, quando estava quase saindo, foi apedrejada pelos moradores, que detiveram a ambulância, removeram o ferido, e apontaram com uma arma em sua cabeça.

O médico, perante a cena, teve um pré-enfarte mas sobreviveu. A ambulância teve que sair dali sem o ferido. O corpo dessa pessoa nunca mais apareceu. Ninguém sabe se foi assassinado na sequência e seu corpo foi escondido ou se, ferido, conseguiu refugiar-se em algum lugar.

CAOS E TROCA DE ACUSAÇÕES – No meio do caos que tomou conta de Villa Soldati, a presidente Cristina, na Casa Rosada, indicava que não tomaria medidas contra os imigrantes, pois não era um “governo xenófobo”.

No entanto, tampouco tomava providências para impedir o massacre de imigrantes nas mãos de moradores dos bairros vizinhos e de hooligans.

Na contra-mão, o prefeito Maurício Macri, criticava a presidente Cristina, acusando-a de “omissão”: “o governo diz que não há policiais para enviar a Villa Soldati por causa do risco de desguarnecer o resto da cidade. Mas, neste exato instante, centenas de policiais estão fazendo a segurança de um show de rock para celebrar os três anos de governo da presidente”.

Cristina criticava Macri, Macri criticava Cristina. Enquanto isso, os moradores de Villa Soldati, com a participação de vários elementos integrantes de torcidas organizadas, continuavam os ataques aos imigrantes aos gritos de “fora os estrangeiros”.

NOBEL, CRÍTICAS A MACRI E CRISTINA: O Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, acusou o governo da presidente Cristina e o prefeito Macri de “ausentes”: “os governos federal e municipal devem buscar uma solução imediata!”.

 NESTE FIM DE SEMANA, CENÁRIO

No sábado durante o dia, a Gendarmería finalmente apareceu no lugar dos crimes e posicionou-se ao redor do assentamento, separando os imigrantes dos moradores de Villa Soldati.

A chuva intensa que caiu sobre a cidade colaborou para impedir as manifestações.

O cenário, neste domingo, permanecia igual.

A Gendarmería pretende realizar um censo dos integrantes do assentamento nesta 2afeira. Também estava em andamento uma tentativa de conseguir “conciliação” entre o assentamento e o bairro.

 

QUEM É QUEM, QUEM GANHA E QUEM PERDE E OUTROS DETALHES

INTEGRANTES DOS GRUPOS DE ATAQUE – No primeiro dia, o grupo que manifestava-se contra o assentamento eram basicamente os moradores do bairro de Villa Soldati. Nos dias seguintes o grupo aumentou com a participação de moradores da vizinha Villa Lugano e de outros bairros do sudoeste portenho. Denúncias dos jornais portenhos indicam que também existiam no grupo de atacantes…

a)      integrantes de “barrabravas” (hooligans) de times de B.Aires e da Grande Buenos Aires vinculados ao governo Kirchner.

b)      integrantes de “barrabravas” (hooligans) de times de B.Aires e da Grande Buenos Aires vinculados ao governo Macri.

INTEGRANTES DO ASSENTAMENTO – Maioria de imigrantes da Bolívia e Paraguai, além de argentinos. Eles argumentam que são trabalhadores e negam que tenham tentado tomar os terrenos das Mães da Praça de Mayo, foco original do conflito que posteriormente foi ampliado para o resto da área.

POSIÇÕES

KIRCHNER: O governo da presidente Cristina Kirchner tem a política de não reprimir manifestações na área mais “sensível” do país, isto é, a Grande Buenos Aires, onde concentra-se a maior parte do eleitorado do país, os formadores de opinião, os meios de comunicação, etc (embora protagonize a repressão em áreas distantes da capital argentina).

MACRI: O governo do prefeito Maurício Macri teve a política de criar uma polícia própria, alegando que a criminalidade aumentou e que não pode ficar dependendo da Polícia Federal, controlada pelo governo federal.

A criação da polícia portenha foi controversa, pois Macri convidou figuras de passado obscuro para participar da organização da força de segurança.

De quebra, a polícia de Macri ainda é pequena e não está preparada para casos de grande magnitude, tal como o mini-pogrom do parque Indo-americano.

ASSENTAMENTO: “Não iremos embora!”. Com estas determinadas palavras, Alejandro Salvatierra, um dos líderes do grupo de imigrantes que ocupam o parque Indo-americano deixou claro que pretende resistir ao despejo.

MORADORES: O fim de semana de chuva acalmou os ânimos e a presença da Gendarmería havia intimidado os setores mais agressivos. Mas, não descartavam no bairro voltar ao ataque caso o assentamento perdure nas próximas semanas.

QUEM PERDE E QUEM GANHA:

– MACRI: É o grande perdedor desta crise. Perde poder político e está perdendo imagem na opinião pública. Ele demorou em responder à crise, não esteve presente no lugar da violência, não satisfez as demandas dos moradores de Soldati nem as demandas dos integrantes do assentamento. A imagem havia sido ridicularizada quando, no mês passado, durante sua festa de casamento, ao protagonizar um ‘cover’ de Freddie Mercuri, engoliu sem querer o bigode postiço, que quase o sufocou-

Macri é o principal líder do partido Proposta Republicana (PRO), de centro-direita, de oposição.

– KIRCHNER: A presidente Cristina Kirchner ganha na área política, depois de ter feito o prefeito Macri implorar ajuda. Mas, perde em imagem, já que estava em plena celebração do dia dos Direitos Humanos enquanto na fronteira da cidade o caos imperava. Não enviou forças federais quando era necessário impedir a violência e as mortes que se alastravam a cada minuto.

MORADORES DE SOLDATI: Os moradores dizem que, com a permanência do assentamento, seus imóveis ficam desvalorizados. Eles argumentam que o assentamento será um foco de ladrões. Ganham ou perdem com esta crise? Isso dependerá do desenlace que ainda poder demorar dias ou semanas.

ASSENTAMENTO: Os integrantes do assentamento afirmam que são trabalhadores e que precisam de um lugar para morar. Eles também sustentam que estão dispostos a pagar terrenos em parcelas. Ganham ou perdem? Se conseguirem permanecer no lugar, é uma vitória a curto prazo, com eventuais problemas a médio e longo prazo, já que no futuro poderão ser alvo de novos ataques dos moradores de Soldati.

FÚRIA: Quatro das onze ambulâncias que tentaram na sexta-feira à noite entrar no parque foram impedidas pelos moradores do bairro Villa Soldati. As ambulâncias foram apedrejadas. Em um dos casos, os moradores retiram um imigrante ferido à força da ambulância que o transportava e o executam com tiro na cabeça.

Jornalistas que cobriam o conflito também foram agredidos pelos moradores.

PECULIARIDADES POLÍTICAS:

O governo da Bolívia reclamou oficialmente das posições “xenófobas” do prefeito Macri.

Mas, não reclamou ao governo Kirchner, seu aliado, sobre a ausência de forças federais para proteger os imigrantes que estavam sendo atacados.

POLÊMICAS SOBRE XENOFOBIAS

Detalhes sobre as declarações do prefeito Macri sobre o que ele denomina de “descontrolada imigração”, aqui.

A líder das Mães da Praça de Mayo, Hebe de Bonafini, no ano passado, inesperadamente expressou opiniões xenófobas na Praça de Mayo, quando tentou expulsar imigrantes bolivianos que protestavam na frente da Casa Rosada pela violência da Polícia Federal, que havia morto o imigrante Juvelio Aguayo Pérez, de 29 anos. “Fora daqui, bolivianos de m… a praça é nossa!”. Aqui.

ARGUMENTOS DE SETORES E CONTRA-ARGUMENTOS SOBRE IMIGRAÇÃO

– No meio desta crise, diversos setores pronunciaram-se contra a entrada de imigrantes no país.

Entre eles, uns setores pronunciavam-se contra a entrada de todos os imigrantes, com o argumento de “Argentina para os argentinos”.

Outros setores alegavam que a imigração poderia continuar, embora com menor flexibilidade que a existente atualmente (as barreiras para entrar na Argentina são as mais flexíveis em todo o Cone Sul).

– Os setores que defendem a imigração (ou pelo menos o fim aos ataques aos imigrantes) recordaram que todos os políticos argentinos são descendentes de imigrantes (recentes ou de várias gerações). O economista Lucas Llach, em sua coluna no jornal “La Nación” criticou o braço-direito de Macri, Horacio Rodríguez Larreta (que havia pronunciado críticas contra a imigração): “é por acaso Rodríguez Larreta um diaguita?”.

Diaguita é o nome de um amplo grupo indígena existente no sopé da Cordilheira dos Andes. Llach ironizava com o fato desse político não contar com antepassados indígenas, mas sim, de imigrantes espanhóis. Isto é, imigrantes, no fim das contas.

E, outra interessante coluna que este economista escreveu sobre este assunto, ao recordar que Buenos Aires foi fundada definitivamente, em 1586, por um pequeno grupo de espanhóis comandados por um basco e um grande grupo de paraguaios que desceram de Assunção pelo rio Paraná até o rio da Prata.

Na época, B.Aires dependia de Assunção. E Assunção dependia do comando das autoridades espanholas na área, Lima, no Peru. Aqui. 

DADOS

– Alguns setores contrários à entrada de imigrantes no país alegam que a cidade de Buenos Aires cresceu de forma excessiva nos últimos anos, que está “entupida” e que não há lugar para mais ninguém. Esse, inclusive, é o argumento de vários integrantes do governo municipal. Mas, a realidade é que a cidade “encolheu”.

Dentro de suas fronteiras – a avenida General Paz (uma espécie de “Avenida Marginal” portenha) e o rio Riachuelo – a cidade passou de 3,2 milhões em 1945 para 2,7 milhões no ano 2000.

– Esses setores também costumam afirmar que a maior parte dos crimes são cometidos por imigrantes. No entanto, diversas estatísticas desde os anos 90 indicam que os imigrantes possuem – proporcionalmente – uma menor porcentagem de incidência do que os nativos no contexto geral da criminalidade. 

 E, para encerrar, um pouco de civilização: o segundo movimento da Sinfonia Número 7 de Ludwig van Beethoven, com a Filarmônica de Berlim. Aqui.

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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