Uruguai tenta atrair investidores com escasso commodity na região: Honestidade
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Uruguai tenta atrair investidores com escasso commodity na região: Honestidade

“O país do ano”. Com este título a revista financeira londrina “The Economist” definiu o Uruguai em 2013. A publicação elogiava o pequeno país - “modesto mas audaz, liberal e amante da diversão” - pelas legislações sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, aborto e a regulação da produção e comércio da maconha e eutanásia. Poucos anos antes, “The Economist” havia apontado o Uruguai como o único país da América do Sul que integrava a lista dos 28 países que poderiam ser classificados como “democracia plena”.

arielpalacios

20 de outubro de 2014 | 00h22

Parlamento uruguaio, famoso por seu baixo grau de escândalos de corrupção em comparação com a exuberância cleptocrática dos Congresso Nacionais das vizinhanças (e não é por uma questão de tamanho…existem estados e províncias na região com igual população e odoricoparaguassuísticamente muito mais corruptas)

“O país do ano”. Com este título a revista financeira londrina “The Economist” definiu o Uruguai em 2013. A publicação elogiava o pequeno país – “modesto mas audaz, liberal e amante da diversão” – pelas legislações sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, aborto e a regulação da produção e comércio da maconha e eutanásia. Poucos anos antes, “The Economist” havia apontado o Uruguai como o único país da América do Sul que integrava a lista dos 28 países que poderiam ser classificados como “democracia plena”.

No ano passado a organização Transparência Internacional colocou o Uruguai no posto número 19 no ranking dos países menos corruptos. Na América Latina o país ficou com o primeiro posto da lista, desclocando o Chile dessa posição, equiparando-se com o mesmo nível dos Estados Unidos.

“Não somos corruptos nem pedimos propinas aos empresários”, afirmou o presidente José Mujica em maio com sua costumeira forma sem papas na língua durante uma reunião com empresários americanos da Câmara de Comércio em Washington. As declarações foram encaradas nos Estados Unidos como uma diferenciação do Uruguai em relação aos países vizinhos, especialmente a Argentina, onde mensalmente surgem novos escândalos de corrupção envolvendo o vice-presidente Amado Boudou, os ministros do gabinete, além de suspeitas sobre o enriquecimento ilícito da presidente Cristina Kirchner.

Mujica calcula que até o final de 2014 o Uruguai – país de 3,5 milhões de habitantes – receberia US$ 3 bilhões em investimentos. A previsão para 2015 é de US$ 5 bilhões.

Nicolás Herrera, ex-subsecretário de Economia do governo do presidente Luis Alberto Lacalle e negociador da dívida externa uruguaia no Plano Brady, afirmou em entrevista ao Estado que desde a volta da democracia em 1985 o Uruguai é um “verdadeiro estado de direito”: “aqui a Justiça é independente e não existe corrupção judiciária. Isso assegura garantias aos investidores e empresários, independentemente de sua nacionalidade. Segundo Herrera, “no Uruguai não existe corrupção nos níveis altos da administração nem no sistema político. Os casos que surgem são isolados e de pequena dimensão”.

O ex-subsecretário sustenta que o Uruguai é atraente “por suas normas e regras de jogo estáveis. Além disso, acrescentam-se as vantagens tributárias. Aqui seria inimaginável algo como esses tributos verdadeiramente expropriatórios – e talvez até inconstitucionais – como os aplicados na Argentina com o setor agropecuário. Nosso país soube deixar de lado as tentações populistas que acabam custando caro aos empresários e aos trabalhadores”.

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra). Em 2013 publicou “Os Argentinos”, pela Editora Contexto, uma espécie de “manual” sobre a Argentina. Em 2014, em parceria com Guga Chacra, escreveu “Os Hermanos e Nós”, livro sobre o futebol argentino e os mitos da “rivalidade” Brasil-Argentina.

No mesmo ano recebeu o Prêmio Comunique-se de melhor correspondente brasileiro de mídia impressa no exterior.

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