Uruguaios definem continuidade – ou não – da coalizão de centro-esquerda Frente Ampla no poder (e os perfis dos três principais candidatos e o plebiscito sobre idade penal)
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Uruguaios definem continuidade – ou não – da coalizão de centro-esquerda Frente Ampla no poder (e os perfis dos três principais candidatos e o plebiscito sobre idade penal)

arielpalacios

26 de outubro de 2014 | 09h09

Neste domingo os uruguaios irão às urnas para definir a continuidade – ou não – da Frente Ampla (FA) coalizão de centro-esquerda que está no poder há dez anos. Seu candidato, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), de 74 anos, um socialista “light”, ocupa o primeiro lugar nas pesquisas de opinião pública, oscilando entre 42% e 44% das intenções de voto. Mas, esta proporção é insuficiente para obter a vitória neste primeiro turno, que requer 50% mais um dos votos.

Tudo indica que no final de novembro Vázquez teria que enfrentar no segundo turno Luis Lacalle Pou, de 41 anos, candidato do Partido Nacional, que na jornada de hoje conseguiria entre 29% e 33% dos votos.

O presidente José Mujica, no cargo desde 2010, quando sucedeu seu correligionário Vázquez, embora não possa disputar a reeleição presidencial (no Uruguai a constituição impede reeleições consecutivas), é candidato ao senado.

“El Pepe” (O Pepe), como é chamado popularmente, ostenta melhor imagem que Vázquez, já que conta com 56% de popularidade. Tudo indica que Mujica – que não esconde suas rusgas com Vázquez – seria o senador mais votado. Isso o coloca no segundo posto de comando do Senado, depois do vice-presidente da República, que é quem preside a Câmara Alta no Uruguai.

Os analistas atribuem as dificuldades enfrentadas por Vázquez ao desgaste que o governo de centro-esquerda teve ao longo de dez anos no poder, embora o país tenha desfrutado uma contínua recuperação econômica e de aumento do consumo sob a administração da FA.

Nesse período o país – graças à sua tradicional segurança jurídica – recebeu os maiores investimentos estrangeiros do último meio século. No entanto, os analistas destacam que essa atmosfera de bonança não se traduziu em melhoras na infraestrutura, educação, saúde e segurança. Além disso, a FA sofreu desgastes pelos conflitos enfrentados com o governo da presidente Cristina Kirchner e a lei da regulação de produção, comércio e distribuição de maconha, rejeitada pela maioria da população, segundo as pesquisas.

De quebra, o governo de Mujica, que prometia uma virada à esquerda, foi uma administração moderada, “market-friendly”, com eventuais flertes com os Estados Unidos, que incluiu o ressurgimento da proposta de um acordo de livre comércio com esse país, passando por cima do Mercosul. Esta virada para o centro afastou os eleitores nostálgicos da esquerda tradicional. “De socialista ele não tem mais que o nome”, ironizou sobre Mujica na semana passada o escritor peruano e prêmio nobel da Literatura Mario Vargas Llosa.

Ricardo López Göttig, sociólogo argentino radicado no Uruguai e professor da Universidade ORT em Montevidéu, disse ao Estado que “os dez anos de governo da Frente Ampla desgastaram essa força política, ao mesmo tempo em que surgiu a candidatura de Lacalle Pou, uma figura com um estilo novo de comunicação”.

Segundo ele, nestas eleições o fator etário também tem seu peso: “se bem o Uruguai teve presidentes muito jovens no início do século 20, nos últimos anos o país foi governado por homens da FA que estão na faixa dos 70 anos, como Tabaré Vázquez, José Mujica e Danilo Astori, entre outros. Vázquez chamou com desdém os candidatos jovens da oposição, chamando-os de “sub-20”, mas foi criticado por esse tom”.

Os analistas também destacam que Vázquez, que havia encerrado seu governo em 2010 com 70% de aprovação popular, acreditava até poucos meses atrás que uma nova vitória eleitoral seria fácil. “Tabaré descansou sobre a inércia dos últimos anos, achando que era invencível, e assistiu, sem reagir, a ascenção de Lacalle Pou, ao qual considerava que era um jovem sem experiência”, disse ao Estado um ex-parlamentar frenteamplista.

O colunista político Tomás Linn, do Semanário Búsqueda, indicou ao Estado que Lacalle Pou, embora tenha começado a chamar a atenção desde junho passado, quando iniciou uma disparada nas pesquisas, passando de 6% para mais de 30%, “estava trabalhando na surdina, construindo sua candidatura de forma gradual e persistente durante mais de dois anos”.

PARLAMENTO – Os uruguaios também definirão hoje nas urnas a composição do novo Parlamento. As pesquisas indicam que a FA perderia a maioria que manteve em seus dois governos. “Será uma disputa cabeça a cabeça”, disse ao Estado o diretor da consultoria Equipos Mori, Ignácio Zuasnábar. Nenhuma força política conseguiria o controle do Senado e da Câmara de Deputados sem fazer alianças.

“As maiorias não se conseguem no Parlamento! Elas se conseguem com o povo nas ruas”, argumentou a primeira-dama e senador Lucia Topolanski, que conheceu seu marido, o presidente Mujica quando ambos estavam na guerrilha tupamara no final dos anos 60.

URUGUAIOS VOTARÃO EM PLEBISCITO REDUÇÃO DA IDADE DE RESPONSABILIDADE PENAL

Neste domingo os uruguaios, além de participar do primeiro turno das eleições presidenciais e renovar o Parlamento, irão às urnas para definir em um plebiscito se aprovam a proposta de redução da idade de responsabilidade penal dos 18 para os 16 anos de idade. A iniciativa surgiu em 2012 pelo crescimento dos crimes no Uruguai, país que ao longo do último século hcia sido caracterizado pela tranquilidade social. A coalizão de governo do presidente José Mujica, a Frente Ampla, posiciona-se contra a redução. O principal rival dos frenteamplistas, o Partido Nacional, está dividido sobre o assunto, enquanto que o Partido Colorado, terceiro nas pesquisas, apoia a reforma da lei.

A consultoria de opinião pública Factum sustenta que 42% dos entrevistados afirmam que votarão a favor da redução de idade, enquanto que 9% afirmam que “provavelmente” dariam seu voto a favor. Mas, de acordo com uma pesquisa da consultoria Equipos Mori, 52% dos entrevistados sustentam que votarão pela redução. A aprovação de reforma constitucional requer 51% dos votos.

Em 2002, ano da pior crise econômica uruguaia, ocorreram 6 mil roubos à mão armada em todo o Uruguai. Neste ano, entre janeiro e junho foram registradas 10.287 denúncias desse tipo de crime. As projeções indicam que o ano encerraria com um total de 20 mil delitos do gênero. Na última década, segundo as forças de segurança, cresceu a participação dos menores de idade nos roubos à mão armada.

Em meio à polêmica, na quinta-feira o papa Francisco, em Roma, fez um apelo para que os governos em todo o mundo “se abstenham de castigar penalmente as crianças”. Segundo o sumo pontífice, os menores de idade “devem ser os destinatários de todos os privilégios que o Estado pode oferecer”. A ONU e a Unicef também pronunciaram-se contra a redução da idade de responsabilidade penal. No início da semana o técnico da seleção de futebol Oscar Tabárez também manifestou-se contra a reforma da lei,

Pedro Bordaberry, candidato presidencial do Partido Colorado, de centro, é o mais enfático defensor da redução da idade de responsabilidade penal. Rebatendo os críticos que o acusavam de “reacionário”, Bordaberry afirmou: “não digam que é uma questão ideológica, pois o governo de Fidel Castro em Cuba, em 1987, reduziu a lei de responsabilidade penal para os 16 anos. Isto é, essa redução não aconteceu somente em estados dos Estados Unidos e na Alemanha, pois o delito não tem ideologia”.

Bordaberry propõe que os menores de 16 a 17 anos sejam punidos com as mesmas penas dos adultos, que podem chegar a 30 anos de prisão para o caso de homicídio. Atual lei uruguaia estipula que as penas de prisão para menores não podem superar os cinco anos de cadeira para delitos graves.

TRADIÇÃO EM PLEBISCITOS – O Uruguai tem uma longa tradição em plebiscitos, motivo pelo qual foi comparado diversas vezes à Suíça, país europeu onde essa modalidade de consulta popular é costumeira. Desde o primeiro, feito em 1917, o Uruguai teve 27 plebiscitos até 2010. As votações foram sobre os mais variados assuntos, desde reformas constitucionais em grande escala, reformas parciais, negativas às reeleições presidencais, rechaço às privatizações de empresas estatais (72% dos votos contra em 1992), impedimento para o voto dos uruguaios residentes no exterior, a lei de anistia aos militares que cometeram crimes contra a Humanidade durante a ditadura (1973-85), a decisão do controle estatal da água potável, além de uma consulta popular para definir o formato do cálculo das aposentadorias.

Desde a volta da democracia, um dos plebiscitos que mais mobilizou a população foi sobre a lei de caducidade punitiva do Estado, denominação da lei de anistia aos ex-integrantes da ditadura militar. No primeiro, realizado em 1989, 57% dos eleitores concordaram com a lei de perdão aprovada no Parlamento. Em 2010 a Frente Ampla mobilizou-se para revogar a anistia por intermédio de uma nova consulta popular. Mas, no mesmo dia em que os uruguaios elegeram como presidente José Mujica, um ex-guerrlheiro tupamaro (torturado e preso durante 12 anos pelos militares), também decidiram que a anistia ao ex-integrantes do regime permaneceria.

Em julho passado fracassou a convocação para um plebiscito para revogar a lei de descriminalização do aborto, pois obteve apenas as assinaturas de 8,8% dos eleitores. Para conseguir a convocação de uma consulta popular é necessário 25% dos votos.

Os cientistas políticos destacam que esta é a mais acirrada disputa dos votos nos últimos 15 anos. No entanto, a campanha – marcada pela ausência de polarizações ou agressões entre os candidatos – foi encerrada na quinta-feira à noite sem incidentes.

O ONCOLOGISTA SOCIALISTA ‘LIGHT’ QUE DESEJA VOLTAR À PRESIDÊNCIA

Uma lenda circula há décadas no bairro operário de “La Teja”, em Montevidéu, que indica que o jovem Tabaré Vázquez, ao ver sua mãe sofrendo terríveis dores com o câncer, prometeu estudar Medicina e combater essa doença (que também acabou com as vidas de seu pai, uma irmã e um irmão). A meados dos anos 60, no meio do curso de medicina, Tabaré – filho de um operário da refinaria estatal Ancap – decidiu abrir uma clínica gratuita para atender a população carente do bairro. Pouco depois, acrescentou uma cooperativa – batizada de “El Arbolito” (A Arvorezinha) com refeitório popular para alimentar as crianças pobres.

Daniel Marsicano, mais conhecido como “O Velho Pistola”, parceiro de Vázquez na fundação de “El Arbolito”, relatava anos atrás a emoção da formatura do amigo como médico: “o dia em que Tabaré estava fazendo o exame final do curso todos os rapazes do bairro fomos em um caminhão até o hospital. Nós assistíamos o exame de longe, como se fosse um jogo de futebol. Tabaré fazia gestos para a gente, para que nos acalmássemos. Estávamos mais nervosos do que ele. Quando terminou e foi aprovado, levantou o diploma, como se fosse um troféu. Nós o colocamos nos ombros e o levamos por todo o bairro. Imagina só que alegria. Um de nós tinha virado doutor!”.

Vázquez, que militava no Partido Socialista, transformou-se gradualmente em um dos principais líderes da esquerda. Seus críticos sustentam que simultaneamente à carreira política, Vázquez, como oncologista, fez uma grande fortuna, e que sua residência no elegante bairro de El Prado está bem distante de suas origens operárias de La Teja.

Em 1989 foi eleito prefeito de Montevidéu, constituindo a primeira grande vitória eleitoral da Frente Ampla. Em 1994 disputou eleições presidenciais, ficando em terceiro lugar, nos calcanhares dos dois primeiros colocados. Em 1999 foi candidato novamente. No primeiro turno foi o mais votado. Mas, no segundo turno foi derrotado por uma inesperada aliança entre os partidos Colorado e Nacional. Em sua terceira tentativa, em 2004, venceu.

Durante seu governo – com a economia em crescimento – passando por cima do Mercosul, tentou um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, sem sucesso. Durante seu governo o Uruguai sofreu o bloqueio das pontes que ligam o país com a Argentina por parte de piqueteiros argentinos que protestavam contra a construção da fábrica de celulose Bótnia do lado uruguaio da fronteira, alegando que ocorreria um “apocalipse ambiental”.

Os piqueteiros tiveram respaldo do então presidente Néstor Kirchner, levando as relações diplomáticas entre os dois países ao pior ponto em meio século. Anos depois, em 2011, Vázquez admitiu que na época havia temido uma eventual ação militar por parte da Argentina e que, por esse motivo, havia solicitado ajuda ao presidente americano George W.Bush. As declarações causaram grande polêmica e Vazquez afastou-se do cenário público por mais de um ano.

Meses antes da polêmica sobre Bush Vázquez havia causado controvérsia ao integrar um grupo regional de assessores do Fundo Monetário Internacional (FMI), organismo considerado “imperialista” por diversos setores da Frente Ampla.

Cinco anos depois de entregar o poder a José Mujica, colega da Frente Ampla, Vázquez, com 74 anos quer voltar à presidência. Os analistas o definem como um socialista “light” e “amigável com os mercados”.

O CANDIDATO QUE NÃO É CHICAGO BOY NEM KEYNESIANO

Luis Lacalle Pou nasceu em 1973, um mês e meio depois do início da ditadura no Uruguai. Quando tinha cinco anos de idade, seu pai recebeu de presente três garrafas de vinho de um “admirador anônimo”. No entanto, sua mãe, María Julia Pou, desconfiou e esvaziou as garrafas na pia da cozinha. No mesmo dia, um amigo do Partido Nacional – o mesmo da família Lacalle – recebeu uma garrafa similar e bebeu o conteúdo, morrendo envenenado. Os autores do atentado eram integrantes da ditadura que tentavam eliminar líderes políticos.

Quando era adolescente, seu pai, Luis Alberto Lacalle Herrera – de posições neoliberais – foi eleito presidente do Uruguai. No entanto, o filho foi um jovem rebelde que parecia que tinha mais afinidade com o surfe do que com a política. Isso mudou na vida adulta, quando começou a trabalhar para o partido e foi eleito deputado no ano 2000.

Ideologicamente posicionado no centro, é definido com ironia por analistas com a frase “não é um Chicago Boy nem um keynesiano”. Sua campanha foi marcada pelo tom conciliador e pela colaboração de ex-integrantes da centro-esquerdista Frente Ampla.

Lacalle Pou critica a lei do governo Mujica de regulação da produção e comercializaç]ao da maconha. Ele afirma que revogará “parte da lei” sobre a cannabis. O candidato concorda com o auto-cultivo da erva mas discorda de outros pontos da legislação, entre eles a venda em farmácias e clubes de consumidores de maconha.

No ano passado, durante os debates no Parlamento a lei da maconha Lacalle Pou confessou que havia consumido a erva em sua juventude, no período em que seu pai havia sido presidente da república.

Em junho passado gerou polêmica ao afirmar que, se for eleito, teria que “aguentar quase um ano de Cristina Kirchner”, em alusão à convivência que teria que ter dentro do Mercosul com a presidente argentina, cujo mandato conclui em dezembro de 2015. De quebra, ressaltou que Cristina “é uma mulher desequilibrada”. A frase foi condenada nos meios diplomáticos. No entanto, gerou simpatia na opinião pública, crítica do governo argentino.

O CANDIDATO QUE OSTENTA SOBRENOME CONTROVERTIDO

Bordaberry é um sobrenome complicado de ostentar, pois recorda o ditador civil Juan María Bordaberry (eleito em 1971 e títere dos militares entre 1973 e 1976), que deu origem a um termo das ciências políticas, a “bordaberrização” (que refere-se a uma ditadura militar que pretende ter aparência democrática e para isso coloca um civil no cargo formal da presidência). Por este motivo, o filho do ex-ditador, nos outdoors e adesivos durante a campanha eleitoral presidencial uruguaia deste ano e de 2009, colocou seu prenome – “Pedro” – em letras garrafais, enquanto o comprometedor sobrenome aparecia em letras miúdas.

No entanto, as semelhanças de Pedro Bordaberry com seu pai Juan María (que morreu em 2011) restringem-se ao queixo proeminente.

Pedro Bordaberry tornou-se a jovem estrela do Partido Colorado desde que ocupou a pasta do turismo no governo de Jorge Batlle (2000-2005). Nas eleições de 2004, o partido – abalado pela crise econômica de 2001-2002, com Guillermo Stirling como candidato – obteve apenas 10,6% dos votos, o pior desempenho dos colorados em toda sua História.

Com Bordaberry, o partido começou a ser renovado. Candidatando-se a presidente em 2009, recuperou terreno dos colorados, conseguindo 17,02% dos votos. As pesquisas indicavam na última semana de campanha que hoje entre 14% e 18% dos eleitores uruguaios votariam em Bordaberry.

Pedro, que era um pré-adolescente quando seu pai governou o país, evita falar sobre a ditadura. Mas em 2007 participou de um ato público condenando a ditadura dos anos 70, que tinha o slogan “nunca mais irmãos contra irmãos”, abraçando o presidente socialista Tabaré Vázquez.

Seu pai havia sido detido um ano antes, em 2006, graças a uma brecha na lei de anistia aos ex-integrantes da ditadura pela participação no sequestro, tortura e assassinatos de uruguaios fora do país. Em 2007, devido a seu frágil estado de saúde, passou a prisão domiciliar.

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra). Em 2013 publicou “Os Argentinos”, pela Editora Contexto, uma espécie de “manual” sobre a Argentina. Em 2014, em parceria com Guga Chacra, escreveu “Os Hermanos e Nós”, livro sobre o futebol argentino e os mitos da “rivalidade” Brasil-Argentina.

No mesmo ano recebeu o Prêmio Comunique-se de melhor correspondente brasileiro de mídia impressa no exterior.

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