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Aeroportos chineses apertam fiscalização de “publicações proibidas”

Felipe Corazza

29 de abril de 2014 | 14h41

Policiais de aeroportos chineses foram instruídos pelo governo central a apertarem o cerco na fiscalização contra a entrada de “publicações proibidas” no país. A ordem foi passada pelo Birô Nacional Contra Pornografia e Publicações Ilegais após uma reunião na segunda-feira, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Em 2013, segundo dados oficiais, as apreensões chegaram a 20,5 milhões de publicações. O material pornográfico, no entanto, foi uma parte relativamente pequena do volume, somando cerca de 670 mil. O restante das apreensões foi de materiais “perigosos” e que “ameaçavam a segurança nacional” e a “segurança cultural” do país.

O documento estabelece alguns “pontos estratégicos” de entrada no país nos quais a vigilância sobre bagagens de passageiros será reforçada e o número de revistas completas das malas será ampliado.

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A lista de produtos culturais proibidos pela China é extensa. Além de todo e qualquer material pornográfico, obras que lancem dúvidas sobre a administração central do país são expressamente proibidas. Um dos casos mais notórios de proibição é o do livro “Cisnes Selvagens”, da escritora chinesa Jung Chan.

A obra de memórias relata as vidas de três gerações de mulheres ao longo das turbulentas mudanças do país durante o processo de consolidação do regime do Partido Comunista. Em 2005, Chan publicou em Londres outra obra que é proibida na China: a biografia de Mao Tse-tung “Mao: a História Desconhecida”.

Também são vetadas na China todas as obras escritas por Li Hongzhi, fundador do grupo Falun Gong. Criado em 1992 como uma forma alternativa de meditação, o Falun Gong angariou simpatizantes rapidamente e chegou a contar com 70 milhões de adeptos no país até entrar em rota de colisão com o governo central. Em 1996, as obras de Li foram banidas da China. Três anos depois, o grupo foi oficialmente banido e incluído por Pequim na classificação de “seita” ou “culto”.

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