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Atentado em estação de trem deixa três mortos em Xinjiang

Felipe Corazza

30 de abril de 2014 | 10h06

(Atualizado às 14h50)

A explosão de uma bomba na estação central de trens da cidade de Urumqi, capital da Província chinesa de Xinjiang, na manhã desta quarta-feira (no horário de Brasília), matou pelo menos três pessoas e deixou 79 feridas. A principal suspeita é de um atentado praticado por insurgentes islâmicos separatistas.

O ataque acontece no momento em que o presidente da China, Xi Jinping, realiza uma visita a região. A Província Autônoma de Xinjiang abriga o movimento separatista do Turquestão do Leste, formado por integrantes do grupo étnico dos Uigures.

Os métodos de ação do movimento são violentos e há atentados frequentes em Urumqi, outras cidades da Província e, mais raramente, em outras regiões chinesas.

Os uigures ligados ao movimento exigem a separação da região e têm ligações com outros grupos extremistas islâmicos de países fronteiriços como Cazaquistão, Azerbaijão e Quirguistão.

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Tensão. Os tumultos e confrontos entre forças de segurança chinesas e grupos de separatistas em Xinjiang são constantes. Em 2010, protestos e tumultos de maior intensidade foram registrados pelo governo como “ações brutais contra a população”. A CCTV, principal emissora oficial da China, divulgou filmagens exibindo os acontecimentos sob o ponto de vista do governo central.

O jornal britânico The Guardian, no entanto, conseguiu entrevistar feridos dos dois lados (tanto entre os uigures quanto os chineses de etnia han que vivem em Urumqi) para tentar obter uma versão mais clara dos acontecimentos:

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