Afeganistão, onde as mulheres ainda são invisíveis

Afeganistão, onde as mulheres ainda são invisíveis

Cláudia Trevisan

13 de setembro de 2014 | 10h19

As ruas de Cabul deixam claro que o Afeganistão continua a ser território dos homens. A presença masculina domina a paisagem e supera a feminina de maneira desproporcional. A burca dos tempos do Taliban não é mais obrigatória, mas muitas mulheres ainda se cobrem totalmente antes de sair em público. E a capital é a região mais “progressista” do Afeganistão. Em Kandahar, no Sul, os vestígios femininos nas ruas são ainda mais raros.

Em algumas regiões, o público é quase todo masculino. Na sexta-feira, fui conhecer a feira de pássaros que funciona ao lado da mesquita Pul-e Khishti, no centro antigo de Cabul. É uma rua estreita e longa, ladeada por bancas de pássaros, gaiolas e adornos para os animais. Em uma caminhada de 20 minutos no local, vi uma única mulher.

Quando visitei o parque Shar-e Naw, o principal do centro de Cabul, eu era a única representante do sexo feminino no local. Alguns jogavam vôlei, outros conversavam e uns poucos contemplavam a paisagem. No dia anterior, também só havia homens no pequeno restaurante de kebabs onde fui com o tradutor e o motorista que contratei em Cabul. A condição de estrangeira abre portas que normalmente são fechadas para as afegãs.

Aí vão algumas das imagens que captei desde minha chegada ao Afeganistão:

A feira de pássaros


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O vôlei no parque


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O restaurante de kebak


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DVDs piratas da Índia contradizem conservadorismo


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Burcas nas ruas de Cabul

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