Caminhando na Muralha

Caminhando na Muralha

Cláudia Trevisan

11 de maio de 2010 | 07h16

Mais poderoso ícone da milenar história do país, a Muralha da China foi construída ao longo de séculos, na medida em que se alterava o centro de poder do Império do Meio. Enquanto os primeiros trechos foram levantados há mais de 2.500 anos, na região centro-norte, os mais recentes datam da dinastia Ming (1368-1644) e estão localizados no nordeste do país, nas proximidades de Pequim.

Com 6.300 quilômetros de extensão, a Muralha não tem uma característica uniforme. Inúmeros trechos quase desapareceram, sob a ação do tempo e em razão das técnicas utilizadas em sua construção. Outros resistiram parcialmente até os dias de hoje. Os trechos visitados por turistas ao norte de Pequim foram reconstruídos e não trazem marcas de seus séculos de história. O mais popular é Badaling, a 80 quilômetros da capital, que recebe milhões de pessoas a cada ano.

Mas nas proximidades de Pequim também há muralhas “selvagens”, que não foram reconstruídas e guardam suas características originais. Além da autenticidade, elas têm a vantagem de não atraírem turistas e são um ótimo lugar para caminhadas. Andar na muralha _restaurada ou não_ é desafiador, já que ela está em uma região montanhosa e têm inúmeros degraus em suas subidas e descidas. No fim de semana, me juntei a um grupo para um trekking de oito quilômetros em um trecho “selvagem”. As fotos estão no fim deste post.

A muralha se tornou um poderoso símbolo de unidade do território chinês durante o governo de Qin Shi Huang (259-210 a.C.), fundador da dinastia Qin (221-206 a.C.), que unificou o império. Durante seu reinado, Qin ordenou a ligação de diferentes fortificações que existiam no centro-norte do país, o que deu origem à Muralha da China. O imperador também uniformizou a escrita chinesa e impôs um único sistema de pesos e medidas a todo o país.

Autoritário e sanguinário, Qin deixaria outra obra que assombraria o mundo dois milênios depois de sua morte: o Exército de Guerreiros de Terracota que guarda seu túmulo na cidade de Xian. Descoberto em 1974 por camponeses, o exército tem esculturas em tamanho natural de milhares de soldados e foi construído quando o imperador ainda era vivo.

Aí vão as fotos da caminhada:

O começo da caminhada - Cláudia Trevisan/AE

O começo da caminhada - Cláudia Trevisan/AE

 

Antiga torre de observação - Cláudia Trevisan/AE

Antiga torre de observação - Cláudia Trevisan/AE

 

Trecho da Muralha - Cláudia Trevisan/AE

Trecho da Muralha - Cláudia Trevisan/AE

 

No alto, a torre de observação onde nos encontramos para o lanche - Cláudia Trevisan/AE

No alto, a torre de observação onde nos encontramos para o lanche - Cláudia Trevisan/AE

 

Ainda na subida... Cláudia Trevisan/AE

Ainda na subida... Cláudia Trevisan/AE

 

Longa Marcha - Cláudia Trevisan/AE

Longa Marcha - Cláudia Trevisan/AE

 

Outra torre de observação - Cláudia Trevisan/AE

Outra torre de observação - Cláudia Trevisan/AE

 

Caminho começa a ficar mais uniforme - Cláudia Trevisan/AE

Caminho começa a ficar mais uniforme - Cláudia Trevisan/AE

 

Os trechos em melhor estado de preservação - Cláudia Trevisan/AE

Os trechos em melhor estado de preservação - Cláudia Trevisan/AE

 

Árdua descida - Cláudia Trevisan/AE

Árdua descida - Cláudia Trevisan/AE

 

Ainda longe do fim - Cláudia Trevisan/AE

Ainda longe do fim - Cláudia Trevisan/AE

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