Comer, beber, viver 2

Comer, beber, viver 2

Cláudia Trevisan

04 de junho de 2008 | 22h18

Escorpiões e bichos da seda não fazem mesmo parte do cardápio diário dos chineses. Para muitos, eles parecem tão esquisitos quanto para nós, como observou Renato em seu comentário no post anterior. Mas o exotismo é parte integrante da gastronomia local e quem criou o ditado segundo o qual eles comem de tudo foram os próprios chineses.
A base da dieta é constituída de arroz, legumes, massas e carne de porco, mas coisas como ninhos de pássaros e barbatanas de tubarão são consideradas iguarias e é possível encontrá-las em vários restaurantes e farmácias de medicina tradicional chinesa. Patas de urso estavam entre os pratos mais sofisticados na época imperial (que acabou há menos de um século). Apesar de sua venda ser proibida atualmente, há traficantes que as oferecerem pelo preço de US$ 1 mil cada uma para os novos-ricos chineses. Cérebro de macaco é outra das iguarias imperiais e ainda é servido em algumas regiões da China.
Cachorros são consumidos no sul, a região campeã em esquisitices, e estima-se que 10 milhões são mortos a cada ano só para atender a demanda chinesa. Eu vi um cachorro inteiro sendo assado em um espeto na cidade de Lijiang, na província de Yunnan, no sudoeste chinês. Fiquei tão perturbada que não consegui fotografar a cena.
A vão outras imagens:

Chineses comem em rua do centro de Pequim
Rua

Chinês vende espetinhos em feira de comida
Espetinhos

Da esquerda para a direita: escorpiões, gafanhotos, objeto não identificado, bichos da seda, objeto não identificado e cavalos marinhos
Escorpiões

Cachorros no “corredor da morte” em Lijiang
Cachorros

Barraca de comida em Lijiang