De volta ao passado

De volta ao passado

Cláudia Trevisan

09 de agosto de 2008 | 09h48

A China que surpreende o mundo com a rapidez de seu crescimento econômico deixou 4 bilhões de telespectadores boquiabertos com o espetáculo de abertura da Olimpíada de Pequim, o mais deslumbrante da história. Não houve uma falha no período de uma hora do show, marcado por referências ao passado glorioso da civilização chinesa e suas contribuições à humanidade, em especial as quatro invenções da antiguidade: o papel , a pólvora, a impressão e a bússola.

A turbulência dos dois últimos séculos de humilhação, colonização por potências estrangeiras, guerra civil e revolução comunista foram esquecidos. Não houve uma única menção a Mao Tsé-tung. A grande referência da noite foi Confúcio, o filósofo que viveu há 2.500 anos e como nenhum outro definiu a identidade chinesa. A mensagem era clara: a China do século XXI pretende resgatar a grandiosidade de seu passado imperial.

Aí vão algumas fotos da noite de ontem:

2.008 atores se preparam para iniciar a contagem regressiva da cerimônio diante do “fou”, um antigo instrumento de percussão chinês
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A mesma cena com os tambores iluminados
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O símbolo olímpico “flutua” no Ninho de Pássaros. Cada anel tem 10 metros de diâmetro e é iluminado por 45 mil lâmpadas LED
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897 atores movimentos as colunas que representam os tipos móveis de madeira criados pelos chineses para imprimir livros nos século VII, 700 anos antes de Gutenberg
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O centro do palco é ocupado pela representação da Rota da Seda, a via comercial que ligou a China ao Ocidente no passado; nas laterais estão as menções ao navegador Zheng He, o chinês que liderou grandes expedições navais quase um século antes de Colombo e Cabral
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Atores formam a imagem do Ninho de Pássaros na segunda parte do espetáculo, dedicada ao período atual da China
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Sustentado por cabos de aço, o ginasta Li Ning se prepara para acender a pira olímpica
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A pira olímpica ilumina o Ninho de Pássaros
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