O tal do tao

Cláudia Trevisan

10 de março de 2008 | 11h55

Como alguns leitores tiveram dúvida sobre o enigmático título deste blog, aí vai uma explicação geral, para a qual contei com a colaboração do Mestre I-Ching.
A tradução literal de tao é “caminho”, mas na filosofia chinesa a palavra tem um conceito místico e transcendente, relacionado à energia vital que rege o universo e está presente em todas as coisas. Essa energia é formada pelas forças opostas yin e yang, que representam o dia e a noite, o masculino e o feminino, o claro e o escuro e assim por diante. O tao deu origem ao taoísmo, uma das três filosofias fundamentais da China, ao lado do confucionismo e do budismo. O Tao Te Ching é o texto básico do taoísmo e sua autoria é atribuída a Lao Tzé, filósofo sobre cuja existência há dúvidas e que teria vivido no século VI, pouco antes de Confúcio _o significado de seu nome é “Velho Mestre”. O próprio Tao Te Ching, que pode ser traduzido como O Clássico do Caminho e da Virtude, fala da natureza elusiva do tao e da dificuldade de defini-lo:

O Tao de que se pode falar não é o verdadeiro e eterno Tao
O nome que pode ser dito não é o verdadeiro nome.

O símbolo do taoísmo é formado pelas forças yin e yang, representadas por um círculo no qual as cores branca e preta são divididos por uma curva sinuosa. A parte branca traz um ponto preto e a preta, um ponto branco, o que significa que cada uma das duas forças contém elementos de seu oposto.

O símbolo do taoísmo

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