Retratos da poluição de Pequim, onde concentração de partículas supera nível mais perigoso

Retratos da poluição de Pequim, onde concentração de partículas supera nível mais perigoso

Cláudia Trevisan

21 de fevereiro de 2011 | 04h51

Depois de poucas semanas de céu azul e ar relativamente respirável, Pequim voltou a submergir em uma densa nuvem de poluição, que reduz drasticamente a visibilidade e esconde o horizonte atrás de uma parede de partículas branco-acinzentadas. Na manhã de hoje, a qualidade do ar estava tão ruim a ponto de superar o limite mais danoso em uma escala que divide a concentração de partículas em seis níveis: bom, moderado, insalubre para grupos sensíveis, insalubre, extremamente insalubre e perigoso.

Na faixa mais danosa à saúde, a concentração de partículas vai de 350 a 500. Às 6h de hoje, ela estava em 563, segundo medição feita pela Embaixada dos Estados Unidos em Pequim, que inclui partículas inferiores a 2,5 micrômetros. Esses minúsculos fragmentos são considerados os mais perigosos, por sua capacidade de chegar ao pulmão e até mesmo na circulação sanguínea. O sistema oficial de avaliação do ar do Ministério do Meio Ambiente da China desconsidera as partículas menores que 2,5 micrômetros e apresenta um retrato bem mais favorável do grau de poluição em Pequim e nas outras grandes cidades do país.

Mas as fotos abaixo não deixam dúvida quanto à gravidade da situação:

 

Fotos tiradas ao meio-dia de hoje

 

Panorama da janela do meu escritório

Outra imagem da mesma janela

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