Instituição de caridade de Trump é proibida de arrecadar fundos no Estado de Nova York

Segundo procuradoria estadual, Fundação Trump está violando uma lei que requer que entidades desse tipo se registrem no Estado

Redação Internacional

03 Outubro 2016 | 19h50

WASHINGTON – O procurador-geral de Nova York ordenou que a instituição de caridade do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, pare imediatamente de arrecadar fundos no Estado, dizendo que a Fundação Trump está violando uma lei que requer que entidades desse tipo se registrem no Estado.

“A omissão de interromper imediatamente a solicitação e apresentar informações e relatórios… ao Escritório de Instituições de Caridade será considerada como uma fraude contínua sobre o povo do Estado de Nova York”, de acordo com uma carta datada de sexta-feira que a procuradoria-geral publicou na internet.

Candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump (Foto: AP Photo/John Locher)

Candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump (Foto: AP Photo/John Locher)

O “aviso de violação”, emitido pelo escritório do procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, veio na esteira de uma reportagem do jornal Washington Post segundo a qual a instituição de caridade de Trump vinha pedindo doações sem estar devidamente registrada.

A ordem pode minar os esforços de Trump para transformar a Fundação Clinton, a instituição de caridade familiar de sua rival democrata Hillary Clinton, em uma frente de ataque central em sua campanha presidencial contra a ex-primeira-dama.

O magnata criticou a fundação dos Clinton, que diz ser uma operação “pague para participar” mediante a qual a ex-secretária de Estado e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, recompensam os grandes doadores da entidade com acesso privilegiado.

O escrutínio da Fundação Trump ocorre no momento em que o candidato presidencial republicano lida com uma tempestade de más notícias, incluindo seu desempenho vacilante no debate com Hillary no dia 26 e a publicação de registros de declarações de imposto no jornal New York Times que mostraram que o bilionário teve um prejuízo de quase US$ 1 bilhão em 1995 que pode ter lhe permitido ficar sem pagar impostos de renda por até 18 anos. / REUTERS