O que a eleição de Trump ensinou aos EUA

Sete conceitos expostos pela vitória do republicano nos EUA

Redação Internacional

16 de novembro de 2016 | 07h00

A eleição do magnata republicano Donald Trump para presidente dos Estados Unidos mostrou sete fatos sobre o país, segundo a rede de TV CNN. Veja quais são:

1 – A volta do nacionalismo

A maré do nacionalismo, desencadeada pela estagnação econômica na Europa Ocidental, atravessou o Atlântico. Um dos líderes do Brexit, Nigel Farage, fez campanha para Trump. Após sua vitória, políticos de extrema direita na França,Alemanha, Hungria e Grécia o parabenizaram. O movimento não é inédito. Nos anos 30, Father Coughlin e Charles Linderbergh promoveram a xenofobia e o extremismo de direita em voga na Europa Totalitária.

Donald Trump afirmou durante campanha que aquecimento global é uma 'invenção da China' (AFP PHOTO / JOHANNES EISELE)

Donald Trump afirmou durante campanha que aquecimento global é uma ‘invenção da China’ (AFP PHOTO / JOHANNES EISELE)

2 – Confusão política

Ao longo da campanha, Trump adotou diferentes posições em políticas públicas, que diferem do que é tradicionalmente defendido pelo Partido Republicano. Entre elas estavam a crítica à Guerra do Iraque e a manutenção da política de seguro social, o que o afastou da cúpula do partido.

Imprensa criou diversas teorias para tentar entender e explicar a vitória de Donald Trump (REUTERS/Andrew Kelly/File Photo)

Imprensa criou diversas teorias para tentar entender e explicar a vitória de Donald Trump (REUTERS/Andrew Kelly/File Photo)

3 – A força da ‘maioria silenciosa’

A maior parte dos repórteres que acompanhou a campanha de Trump acreditava que sua promessa de “maioria silenciosa” era uma bravata. Por mais que eles tenham sido surpreendidos, o fato é que a eleição não se limitou apenas a disvcordâncias sobre política. O envolvimento cada vez mais distante com a política possibilitou que a retórica agressiva e barulhenta de Trump cativasse muitos eleitores.

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4 – Desinteresse na política

A participação na eleição deste ano foi a menor desde 1996. Apenas 55% dos americanos votaram. A própria campanha de Trump admitiu que o foco na reta final foi convencer os eleitores de Hillary que não compensava sair de casa para votar.

Capa da próxima edição da revista alemã Der Spiegel

Capa da próxima edição da revista alemã Der Spiegel

5 – A era da pós-verdade

Trump chegará à Casa Branca como um dos maiores mentirosos da política. Checagens de fatos mostram que ele distorceu, mentiu e provocou seus rivais em níveis inéditos. Atacou minorias e depois voltou atrás. E mesmo com tudo isso, saiu vencedor.

Anti President-elect Donald Trump protesters chant outside the White House in Washington, DC, November 10, 2016. Protesters burned a giant orange-haired head of Donald Trump in effigy, lit fires in the streets and blocked traffic as rage over the billionaire's election victory spilled onto the streets of major US cities. / AFP PHOTO / JIM WATSON

Protesto contra Trump nos EUA. / AFP PHOTO / JIM WATSON

6 -o poder das redes sociais

A mobilização por meio de redes sociais superou as doações bilionárias. A campanha de Bernie Sanders foi um exemplo disso. Trump, por outro lado, usou o Twitter como ferramenta de mobilização política e soube explorar as características das redes em favor de seu discurso político.

Primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu (dir.), ao lado do presidente eleito nos EUA, Donald Trump (Foto: Kobi Gideon/Government Press Office (GPO)/Handout via REUTERS)

Primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu (dir.), ao lado do presidente eleito nos EUA, Donald Trump (Foto: Kobi Gideon/Government Press Office (GPO)/Handout via REUTERS)

7 – A vulnerabilidade do pluralismo democrático 

Nos últimos dias da campanha, Trump chegou a dizer que não aceitaria a derrota e falou em fraude, incitando seus partidários a verificá-las “em certas áreas”. Chamou imigrantes latinos de estupradores e teceu comentários sexistas sobre mulheres. Alguns de seus assessores têm visões antissemitas. Por mais que os eleitores de Trump não sejam racistas, eles colocaram os racistas em evidência.

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