Abe espera que encontro com Trump ajude a construir relação de confiança entre Japão e EUA

Abe espera que encontro com Trump ajude a construir relação de confiança entre Japão e EUA

Premiê japonês será o primeiro chefe de Estado a se reunir com o magnata; encontro pode destacar pontos importantes sobre o futuro dos acordos de segurança entre Japão e EUA

Redação Internacional

17 de novembro de 2016 | 09h39

TÓQUIO – O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, viaja nesta quinta-feira a Nova York, onde se encontrará com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, sendo o primeiro chefe de Estado a se reunir com o magnata.

Abe será recebido à tarde no escritório do magnata na Trump Tower. O encontro pode destacar pontos importantes sobre o futuro dos acordos de segurança entre Japão e EUA, pactos questionados pelo republicano durante a campanha.

Shinzo Abe, premiê do Japão (Foto: AFP PHOTO / KAZUHIRO NOGI)

Shinzo Abe, premiê do Japão (Foto: AFP PHOTO / KAZUHIRO NOGI)

“É uma honra me encontrar com o presidente eleito Trump antes dos demais líderes mundiais”, declarou Abe à imprensa. “Gostaria de abordar nossos sonhos do futuro.”

Durante os comícios, o magnata americano havia mencionado a possibilidade de retirar milhares de soldados da região se o Japão e a Coreia do Sul não pagarem mais por manter as tropas americanas em seus países. Trump também sugeriu que os EUA estariam “melhores” com aliados asiáticos dotados de armas nucleares.

Abe disse nesta quinta-feira, 17, que deseja construir uma relação de confiança quando conhecer Trump, enfatizando que a aliança mútua está no cerne da diplomacia e da segurança de Tóquio.

A aliança EUA-Japão é “o alicerce da diplomacia e da segurança do Japão. Só quando existe confiança nasce uma aliança”, disse o líder japonês aos repórteres antes de partir de Tóquio, relatou a agência de notícias Kyodo.

“O primeiro-ministro Abe certamente irá falar sobre a importância da aliança EUA-Japão, e essa aliança não é só para o Japão e os EUA, mas também para toda a região indo-pacífica, assim como para a política mundial”, disse um assessor do premiê, Katsuyuki Kawai.

O conselheiro de Trump disse acreditar que o novo mandatário irá reafirmar “o compromisso americano de estar no (Oceano) Pacífico a longo prazo”. Além disso, afirmou que o tema do apoio financeiro do Japão às tropas dos EUA em seu território pode surgir, mas que dificilmente terá destaque.

Alguns diplomatas dizem que, até Trump nomear os postos-chave de seu gabinete, será difícil avaliar suas políticas em assuntos que vão desde a mobilização de soldados dos EUA no exterior à agressividade marítima da China na Ásia e a ameaça nuclear da Coreia do Norte. / AFP e REUTERS

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