Após encontro, Abe diz ter ‘grande confiança’ em Trump

Após encontro, Abe diz ter ‘grande confiança’ em Trump

Premiê japonês se reuniu com republicano durante cerca de 90 minutos e ressaltou que conversa foi ‘muito franca’

Redação Internacional

18 de novembro de 2016 | 07h29

NOVA YORK, EUA – O presidente eleito de EUA, Donald Trump, se reuniu na quinta-feira em Nova York com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, que afirmou após o encontro ter “grande confiança” no próximo chefe de Estado da maior potência do mundo. “Tenho a convicção de que Donald Trump é um dirigente de grande confiança”, declarou Abe à imprensa.

O premiê disse que a atmosfera do primeiro encontro com o sucessor de Barack Obama foi “quente”. “Tivemos a oportunidade de ter uma conversa muito franca durante um tempo bastante longo”, disse ele, após o encontro que aconteceu na Trump Tower de Manhattan e durou cerca de 90 minutos.

Premiê do Japão, Shinzo Abe (esq.), se encontra com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em Nova York (Foto: AFP PHOTO / Cabinet Secretariat)

Premiê do Japão, Shinzo Abe (esq.), se encontra com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em Nova York (Foto: AFP PHOTO / Cabinet Secretariat)

Minutos antes de embarcar para os EUA, Abe havia dito à imprensa que se sentia honrado por poder se reunir com o presidente eleito “antes de qualquer dirigente do mundo”. “A aliança entre Japão e EUA é a pedra angular da diplomacia e da segurança do Japão” que “pode funcionar somente dentro da confiança”, ressaltou.

Durante sua campanha, o magnata manifestou sua intenção de retirar os soldados americanos da Coreia do Sul e do Japão se não houver um aumento significativo na contribuição financeira desses países. O magnata também criticou os tratados de livre comércio como o Acordo Transpacífico (TPP), que os EUA ainda não ratificaram. Tóquio acredita que seu eventual abandono irá favorecer um acordo comercial rival com a China.

Abe fez uma parada em Nova York a caminho de Lima, onde participará da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), na qual estará, entre outros, Barack Obama. / AFP e EFE

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