App criado por empresa de finanças vigia tuítes de Trump

App criado por empresa de finanças vigia tuítes de Trump

Ferramenta ajudará investidores a se antecipar ou reagir com rapidez às mudanças no preço de suas ações quando o magnata fizer comentários sobre as companhias listadas

Redação Internacional

14 Janeiro 2017 | 05h00

WASHINGTON – A companhia americana de finanças Trigger Finance criou uma ferramenta em seu aplicativo para celular que alerta os usuários quando o presidente eleito, Donald Trump, tuíta sobre uma empresa na qual investiram.

A ferramenta gratuita Trump Trigger foi lançada para que os investidores possam se antecipar ou reagir com rapidez às mudanças no preço de suas ações quando o magnata fizer comentários sobre as companhias listadas.

Alerta do aplicativo da Trigger Finance (Foto: Reprodução)

Alerta do aplicativo da Trigger Finance (Foto: Reprodução)

Em seu site, a empresa explica que um simples tuíte desfavorável do presidente eleito pode repercutir em “bilhões de dólares” para grandes empresas, ao desencadear baixas em sua cotação na bolsa.
“Nossos usuários enxergam isso como uma oportunidade de investimento e uma forma de administrar o risco”, afirmou a cofundadora e diretora executiva da Trigger Finance, Rachel Mayer, em declarações ao jornal Washington Post.

Desde o início da campanha, o presidente eleito utilizou o Twitter para lançar mensagens de advertência a empresas que decidam produzir fora dos Estados Unidos e para se pronunciar com relação à atividade ou o futuro de determinadas companhias.

Depois que o magnata criticou a Boeing no mês passado citando o custo de produção de um novo Air Force One, as ações da companhia caíram cerca de 2% nas horas seguintes. A Boeing teve de responder em tempo recorde e esclarecer que seu avião custa US$ 170 milhões, não US$ 4 bilhões como tinha dito Trump.

A mesma situação aconteceu com a fabricante aeronáutica Lockheed Martin, que sofreu uma baixa de 2,5% em Wall Street como consequência de um tuíte no qual o presidente eleito dizia que seu programa de produção dos aviões de combate F-35 era “muito caro”.

O uso intenso do Twitter pelo presidente eleito, seu meio de comunicação favorito, é um fato inédito na política americana e mantém as empresas em alerta. / EFE