Assange diz que Rússia não é a fonte dos e-mails de Hillary publicados pelo WikiLeaks

Assange diz que Rússia não é a fonte dos e-mails de Hillary publicados pelo WikiLeaks

Fundador do site não revelou origem dos mais de 30 mil e-mail de Hillary e das mais de 20 mil mensagens dos membros do Comitê Nacional Democrata divulgados recentemente, mas garantiu que arquivos não foram obtidos por Moscou

Redação Internacional

03 de novembro de 2016 | 09h43

MOSCOU – O fundador do portal WikiLeaks, Julian Assange, negou em entrevista divulgada nesta quinta-feira, 3, pele rede de televisão russa “RT” que o governo da Rússia tenha sido a fonte dos e-mails da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, publicados recentemente pelo site.

“O grupo de Hillary foi capaz de projetar uma histeria neomacarthista que de Rússia é responsável por tudo”, disse Assange. Ele acrescentou ainda que Hillary Clinton “declarou, falsamente, que 17 agências americanas consideram que a Rússia é a fonte de nossas publicações”.

Em entrevista à emissora russa RT, Assange garantiu que Moscou não é a fonte dos e-mails divulgados pelo site (FOTO: AP Photo/Markus Schreiber)

Em entrevista à emissora russa RT, Assange garantiu que Moscou não é a fonte dos e-mails divulgados pelo site (FOTO: AP Photo/Markus Schreiber)

“Isto é falso. Podemos dizer que o governo da Rússia não é a fonte”, disse Assange, diretamente da embaixada do Equador, em Londres, onde se encontra refugiado há quatro anos. Ele afirmou que lamenta muito por Hillary, como uma pessoa que se parece como “alguém com ambições de comê-lo vivo, a tal ponto de você ficar doente”.

Nos últimos meses, o WikiLeaks publicou mais de 30 mil e-mails de Hillary Clinton, de um servidor privado utilizado por ela quando estava no comando do Departamento de Estado americano, entre 2009 e 2013.

Além disso, o portal divulgou cerca de 20 mil e-mails enviados e recebidos por membros do Comitê Nacional Democrata, onde fica em evidência a atitude depreciativa da cúpula do partido com Bernie Sanders e sua campanha para a primárias. / EFE

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