Boko Haram adverte Donald Trump de que ‘guerra apenas começou’

Boko Haram adverte Donald Trump de que ‘guerra apenas começou’

Grupo radical nigeriano diz que não cederá, assim como seu parceiro Estado Islâmico

Redação Internacional

14 de novembro de 2016 | 18h14

ABUJA – O grupo radical nigeriano Boko Haram advertiu nesta segunda-feira o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que “a guerra acaba de começar” e seus parceiros do Estado Islâmico (EI) não cederão em sua jihad (guerra santa).

“Permanecemos firmes em nossa fé e não nos deteremos”, assegurou o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, em mensagem de vídeo divulgada pela imprensa local na qual pede aos demais grupos jihadistas que não se sintam assustados pelo presidente eleito e pela guerra que os Estados Unidos lideram contra o EI em países como Iraque e Síria.

A grab made on July 13, 2013 from a video obtained by AFP shows the leader of the Islamist extremist group Boko Haram Abubakar Shekau, dressed in camouflage and holding an Kalashnikov AK-47. The head of Nigeria's Boko Haram Islamists said in a video obtained by AFP on July 13, 2013 he supported a July 6 attack on a school that killed 42 people, but did not claim responsibility for the massacre.

Em vídeo, líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, faz ameaças a Trump

A mensagem, segundo interpretou a imprensa local, pretende responder à promessa de Trump, durante a campanha eleitoral, de que acabará com os grupos terroristas islâmicos.

Abubakar Shekau anunciou no ano passado a adesão formal do grupo nigeriano ao EI e jurou lealdade a seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi.

Apesar de ter perdido para o Exército nigeriano boa parte dos territórios que controlava, o Boko Haram, que luta para impor um Estado islâmico no norte da Nigéria, segue cometendo atentados no país e em nações vizinhas.

Desde 2015, o Boko Haram ampliou sua área de operações ao Lago Chade, região difícil de controlar pela porosidade das fronteiras entre Nigéria, Camarões, Chade e Níger, onde cometeu dezenas de atentados suicidas.

Nos mais de seis anos de duração do conflito, o grupo terrorista assassinou mais de 12 mil pessoas de acordo com estimativas governamentais – número que outras fontes elevam a mais que o dobro – e obrigaram mais de 2,5 milhões de pessoas a fugir de suas casas. / EFE

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