Campanha de Hillary admite tropeço em divulgação de notícia sobre pneumonia

Hillary, de 68 anos, cancelou uma viagem para a Califórnia para se recuperar de uma pneumonia, mas sua campanha atraiu críticas por esperar dois dias para revelar o diagnóstico

Redação Internacional

12 de setembro de 2016 | 17h46

WASHINGTON – A campanha presidencial de Hillary Clinton admitiu nesta segunda-feira, 12, que lidou mal com o problema de saúde da candidata democrata e prometeu liberar detalhes médicos adicionais nos próximos dias, um pedido que o candidato republicano Donald Trump também fez.

Hillary, de 68 anos, cancelou uma viagem para a Califórnia para se recuperar de uma pneumonia, mas sua campanha atraiu críticas por esperar dois dias para revelar o diagnóstico, um movimento que reforçou as preocupações sobre o que os críticos vêem como uma tendência para o secretismo.

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton

Candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton (Foto: AFP PHOTO / Brendan Smialowski)

“Acho que, em retrospecto, poderíamos ter tratado melhor disso em termos de providenciar mais informações mais rapidamente”, disse o porta-voz de Hillary, Brian Fallon, à rede MSNBC.

Ele disse que a campanha estava muito concentrada em assegurar o bem-estar de Hillary ao invés de divulgar informações nos 90 minutos que se seguiram à divulgação de um vídeo que mostra a candidata quase a ponto de desmaiar depois de comparecer a uma cerimônia em homenagem às vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York.

Inicialmente, a campanha disse que Hillary estava sofrendo com o calor.

“Naqueles 90 minutos, queríamos ter certeza de que ela estava bem”, explicou Fallon, prometendo divulgar mais dados médicos sobre a candidata nos próximos dias. Hillary recebeu o diagnóstico de pneumonia na sexta-feira. A campanha anunciou o problema no domingo.

Trump, de 70 anos, vem sugerindo há semanas que Hillary não tem a energia necessária para ser presidente. Ele levantou questões sobre sua resistência, repetindo uma estratégia usada durante a campanha primária republicana quando ele ridicularizou o rival Jeb Bush como um candidato de “pouca energia”.

Hillary voou quase 1 milhão de milhas como secretária de Estado no governo do presidente Barack Obama e mantém uma agenda de viagens pesada como candidata presidencial. Democratas dizem que sua presença em eventos, apesar de seu diagnóstico, provou sua resistência.

O porta-voz Fallon disse que Hillary nunca perdeu a consciência durante o episódio, que não tem relação com uma concussão que ela sofreu em 2012. “Não há nenhuma outra condição não revelada”, disse ele. / REUTERS 

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