Caso vença, Trump pedirá ao Congresso que derrube lei de saúde de Obama

Caso vença, Trump pedirá ao Congresso que derrube lei de saúde de Obama

Em um comício em Valley Forge, no Estado da Pensilvânia, Trump denunciou o que chamou de erros dessa reforma, conhecida popularmente como Obamacare

Redação Internacional

01 de novembro de 2016 | 20h04

WASHINGTON – O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 1º, que, se vencer as eleições, convocará uma sessão especial do Congresso para poder “derrubar” imediatamente a reforma da saúde do presidente Barack Obama.

Em um comício em Valley Forge, no Estado da Pensilvânia, Trump denunciou o que chamou de erros dessa reforma, conhecida popularmente como Obamacare, a uma semana para as eleições presidenciais e legislativas.

KING OF PRUSSIA, PA - NOVEMBER 01: Republican presidential nominee Donald Trump gives a thumbs up to a reporter while stopping for snack food at a Wawa gas station November 1, 2016 in Valley Forge, Pennsylvania. Trump stopped with members of his campaign following an event at a nearby hotel. Chip Somodevilla/Getty Images/AFP == FOR NEWSPAPERS, INTERNET, TELCOS & TELEVISION USE ONLY ==

Foto: Chip Somodevilla/AFP

“Quando ganharmos, no dia 8 de novembro, e elegermos um Congresso republicano, vamos poder derrubar e substituir imediatamente o Obamacare”, prometeu Trump. Se essa reforma não for eliminada, o sistema americano de saúde ficará “destruído para sempre”, advertiu o magnata.

Na semana passada foram divulgados novos dados do governo de Obama que preveem para o ano que vem um aumento médio de 25% nos seguros de saúde mais populares criados pela reforma da saúde de 2010.

Segundo o governo, essa alta não será tão devastadora porque mais de 80% dos consumidores poderão se ater a subsídios para adquirir os seguros.

Muitos especialistas advertem há muito tempo que a oferta do Obamacare nos mercados de saúde está diminuindo e, além disso, a quantidade de pessoas que contratou um desses seguros é menor que a esperada, com 10,4 milhões de pessoas vinculadas neste ano em contraste com as 22 milhões que o Gabinete de Orçamentos do Congresso havia previsto, em 2014, para 2016.

Presidente americano aprova reforma da saúde:

O governador de Indiana e vice de Trump, Mike Pence, antecedeu o magnata no comício e lembrou que nesta terça-feira começou um novo ciclo de inscrição nos mercados de seguros da reforma, nos quais “mais uma vez milhões de americanos vão se decepcionar pela falta de opções e ficar escandalizados pelos aumentos”.

“O argumento para sua derrubada nunca foi tão forte”, enfatizou Pence sobre a reforma.

Pence questionou a utilidade de um plano de atendimento médico “se não se pode permitir o luxo de usá-lo”. Segundo Pence, a reforma de saúde que Trump propõe se baseia no “poder do livre mercado” e eliminará a obrigatoriedade de contratar um seguro médico do Obamacare “porque o governo não deveria te dizer como gastar seu dinheiro”.

O governador de Indiana afirmou que a alternativa da candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, é impor um sistema de “medicina socializada” como o do Canadá. / EFE

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