Cenário: Revelação rompe padrão adotado pela polícia federal

Cenário: Revelação rompe padrão adotado pela polícia federal

O clima no FBI é pesado e ninguém pode prever o que virá nos próximos dias, particularmente se agentes e analistas não completarem a avaliação dos e-mails de Huma Abedin até o dia da eleição

Redação Internacional

03 de novembro de 2016 | 05h00

Matt Apuzzo e Michael Schimdt*
TheNewYorkTimes

 

A decisão do diretor do FBI, James Comey, de notificar o Congresso, na semana passada, sobre uma renovada investigação sobre os e-mails de Hillary Clinton não apenas marca o afastamento de uma antiga política: ela envolve o FBI e o Departamento de Justiça diretamente na eleição – precisamente o que funcionários da Justiça vinham tentando evitar.

A carta ao Congresso causou indignação no Partido Democrata. Ela desencadeou uma torrente de notícias que desnudou deliberações internas do governo e expôs discordâncias e desconfianças entre agentes de campo do FBI e funcionários graduados do órgão.

FILE - In this July 7, 2016 file photo, FBI Director James Comey testifies on Capitol Hill in Washington before the House Oversight Committee to explain his agency's recommendation to not prosecute Hillary Clinton. Comey, who prides himself on moral rectitude and a squeaky-clean reputation is being criticized from all sides for lobbing a stink bomb into the center of the presidential race. Former Justice Department officials and former prosecutors from both parties have called the revelation an improper, astonishing and perplexing intrusion into politics in the critical endgame of the 2016 campaign. (AP Photo/J. Scott Applewhite, File)

Diretor do FBI, James Comey. Foto: J. Scott Applewhite/AP

O clima no FBI é pesado e ninguém pode prever o que virá nos próximos dias, particularmente se agentes e analistas não completarem a avaliação dos e-mails de Huma Abedin até o dia da eleição. Funcionários dizem que só algum fato extraordinário poderá mudar a conclusão de que ninguém venha a ser acusado. A falta de informações, no entanto, fomenta especulações de que os e-mail devam ser importantes.

Daniel Richman, conselheiro de Comey e professor de direito na Universidade Columbia, argumenta que, apesar das reações negativas, a decisão do diretor de informar o Congresso preserva a independência do FBI, o que acabará beneficiando o próximo presidente dos EUA. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

*SÃO JORNALISTAS

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.