Cinco transições incomuns na Casa Branca

Cinco transições incomuns na Casa Branca

Algumas trocas de presidentes foram marcadas por momentos inusitados e até mesmo tensos; confira algumas delas

Redação Internacional

11 de novembro de 2016 | 13h45

O presidente americano Barack Obama se prepara para deixar a Casa Branca para o republicano eleito Donald Trump. Apesar de as críticas que ambos disparavam um contra o outro durante a campanha, após uma reunião entre eles na quinta-feira, Obama descreveu o magnata como “um homem bom”. Veja abaixo cinco transições incomuns que ocorreram na Casa Branca, segundo a rede britânica BBC.

Donald Trump, the president-elect, shakes hands with President Barack Obama during a meeting in the Oval Office of the White House in Washington, Nov. 10, 2016. (Stephen Crowley/The New York Times)

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, cumprimenta eo líder atual, Barack Obama, em encontro na Casa Branca (Foto: Stephen Crowley/The New York Times)

John Adams (federalista) e Thomas Jefferson (democrata-republicano)

A transição de poder nas eleições tumultuadas de 1800 foi particularmente difícil, segundo cientistas políticos, e considerada uma das mais significativas da história, após uma disputa dura que acabou com uma união entre Adams e Jefferson, que havia sido vice na gestão do primeiro. Eles terminaram sua amizade diante da turbulência política no país, e o federalista saiu de Washington antes mesmo da cerimônia de posse de Jefferson.

Herbert Hoover (republicano) e Franklin D. Roosevelt (democrata)

Hoover uma vez descreveu Roosevelt como “um camaleão no xadrez”, enquanto este o qualificou de “capão gordo e tímido”. As eleições de 1932 ocorreram em meio a uma crise financeira que deixou a economia americana em desordem. Nenhum dos dois homens gostava ou confiava no outro. De acordo com analistas, Roosevelt acreditava que Hoover não havia feito o suficiente para ajudar os americanos que sofreram com a Grande Depressão. O mútuo desdém entre eles ficou aparente no dia da posse, em março de 1933, quando os dois se sentaram em silêncio no carro aberto de Roosevelt enquanto iam para a cerimônia.

Harry Truman (democrata) e Dwight Eisenhower (republicano)

Apesar de os dois terem trabalhado juntos na 2ª Guerra e na criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ambos entraram em conflito depois que Truman convidou Eisenhower para a Casa Branca, em 1948, segundo Barbara Perry, diretora de estudos presidenciais na Universidade da Virgínia. Para Eisenhower, a oferta era um sinal terrível de liderança. O confronto entre eles aumentou quando este minou a política militar de Truman durante a campanha, prometendo ir pessoalmente à Coreia para acabar com a guerra. Após ser eleito, o republicano ignorou o convite de almoço pré-Natal oferecido pela Casa Branca e, no dia da posse, se recusou a cumprimentar o democrata antes de ambos saírem juntos para a cerimônia.

Jimmy Carter (democrata) e Ronald Reagan (republicano)

Após Carter perder a reeleição em 1980 em uma disputa dura, ele disse sentir que Reagan não estava prestando atenção quando ambos se encontraram na Casa Branca. O conselheiro republicano Richard Darman disse em um artigo para o jornal The New York Times em 2000 que, durante o encontro, Carter tentou explicar a Reagan que um oficial da CIA começava a dar as primeiras informações do dia às 7h da manhã. Reagan o interrompeu e disse: “Bem, ele com certeza terá de esperar um pouco mais por mim”.

Bill Clinton (democrata) e George W. Bush (republicano)

Clinton convidou Bush para um café um dia antes da cerimônia de posse em 2001 e o deixou esperando por 10 minutos. Além disso, o democrata ainda estendeu o convite para o encontro ao seu vice, Al Gore. Ele havia perdido a eleição para Bush após uma batalha dramática legal envolvendo uma recontagem na Flórida.

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