Como deverão ser os primeiros 100 dias de governo de Donald Trump

Como deverão ser os primeiros 100 dias de governo de Donald Trump

Republicano garantiu ‘devolver a grandeza’ ao país com duas ideias centrais: dar um novo impulsionar à economia e fortalecer a segurança nacional

Redação Internacional

09 de novembro de 2016 | 09h53

WASHINGTON – O candidato Donald Trump convenceu os americanos com sua mensagem de “mudança real”, e, a partir de 20 de janeiro de 2017, levará adiante de forma veloz uma agenda transformadora durante seus 100 primeiros dias de governo. Ao fim da campanha eleitoral, o magnata prometeu um “primeiro dia muito ocupado” na Casa Branca, acrescentando que a mudança começará em seu primeiro dia no cargo.

Trump, de 70 anos, garantiu “devolver a grandeza” ao país com duas ideias centrais: dar um novo impulsionar à economia e fortalecer a segurança nacional, como explicou no dia 22 de outubro em Gettysburg, na Pensilvânia, lugar histórico da Guerra Civil e onde o presidente Abraham Lincoln pronunciou um famoso discurso em 1863.

Donald Trump foi eleito presidente dos EUA (Foto: REUTERS/Jim Urquhart/File Photo)

Donald Trump foi eleito presidente dos EUA (Foto: REUTERS/Jim Urquhart/File Photo)

Sua intenção é renegociar desde o primeiro dia no Salão Oval o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, em inglês) e tirar os EUA da Associação Transpacífica (TPP). Planeja levantar restrições à exploração de combustíveis fósseis, relançar o oleoduto Keystone XL, suspenso pelo presidente Barack Obama, e suspender o pagamento de bilhões de dólares aos programas da ONU contra as mudanças climáticas.

O milionário também começará a “expulsar do país os mais de 11 milhões de imigrantes ilegais criminosos”, afirmou. Também suspenderá a imigração procedente de “regiões propensas ao terrorismo” e realizará uma “análise extrema” dos que quiserem entrar no país.

“Nossa campanha representa o tipo de mudança que só ocorre uma vez na vida”, disse, afirmando que as pesquisas serão parte de um “contrato revolucionário” com o eleitor americano. O bilionário prometeu “drenar o pântano” da corrupção em Washington, impondo limites aos períodos dos legisladores, congelando a contratação federal e proibindo por cinco anos congressistas e trabalhadores da Casa Branca de se tornar “lobistas”.

Legado. Outro dos objetivos primordiais de Trump será acabar com todos os decretos, segundo ele, anticonstitucionais, assinados por Obama. Apesar das tensões com seu partido, que controla a Câmara e o Senado, Trump afirma que trabalhará com os legisladores para aprovar leis que criarão ao menos 25 milhões de empregos em uma década, principalmente mediante a “maior redução de impostos” desde os anos 1980 para a classe alta e as empresas.

O presidente eleito também pretende cumprir a promessa que foi símbolo de sua campanha de construir um muro na fronteira com o México, que segundo ele, será pago pelo México, assim como impor uma pena mínima de dois anos de prisão para qualquer imigrante ilegal que tente voltar a entrar nos EUA.

Por outro lado, planeja trabalhar o mais rápido possível para eliminar a reforma de saúde do presidente democrata em fim de mandato conhecida como “Obamacare”. O republicano espera atrair bilhões de dólares em investimentos para infraestruturas na próxima década por meio de alianças público-privadas e fontes privadas, impulsionadas por uma baixa nos impostos.

Muitos especialistas duvidam que Trump efetivamente consiga cumprir suas promessas. Durante seu discurso em Gettysburg, ele não divulgou detalhes sobre como será sua estratégia de política externa para os primeiros 100 dias de governo.

Nos últimos dias de campanha prometeu que “suspenderá o programa de refugiados sírios” para impedir a entrada de “terroristas islâmicos”, mas não voltou a mencionar sua ideia de deportar os 11 milhões de imigrantes ilegais. Além disso, há outros assuntos pendentes: agir ante a Justiça contra uma dezena de mulheres que o acusaram de assédio sexual. Segundo ele, todas são mentirosas. / AFP

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