Curiosidades marcaram convenções nos EUA nos últimos anos

Curiosidades marcaram convenções nos EUA nos últimos anos

Redação Internacional

22 de julho de 2016 | 05h00

As convenções nacionais dos dois maiores partidos políticos americanos – Democrata e Republicano – são, a cada ano, um grande espetáculo, que às vezes são marcados por grandes discursos e, outras, por episódios curiosos ou engraçados. Cleveland (Ohio) recebeu esta semana a convenção republicana, que confirmou o nome de Donald Trump como seu candidato à Casa Branca. Na próxima semana, será a vez dos democratas endossarem oficialmente Hillary Clinton. Lembre seis momentos marcantes de convenções passadas, destacados por sites de notícia americanos:
Convenção republicana
2008 – Sarah Palin

A então governadora do Estado do Alaska, Sarah Palin, era, na época, desconhecida quando o então candidato a presidente John McCain decidiu convidá-la para compor a chapa com ele como sua vice. Foi durante a convenção republicana em St. Paul (Minnesota) que os eleitores do partido puderam finalmente ter uma ideia de quem era a candidata. Com um jeito simples e popular de falar, Palin fez piada e conquistou a convenção. “Você sabe a diferença entre uma hockey mom (mãe de classe média, que torce pelos filhos nos treinos) e um pitbull? O batom!”
1988 – George H. W. Bush

O então vice-presidente e pré-candidato George H. W. Bush ainda aguardava pela indicação do Partido Republicano quando deu uma declaração que, provavelmente, custou a ele um segundo mandato. Ele fez uma promessa que mais tarde não conseguiu cumprir. “Leiam meus lábios: não haverá novos impostos!”. Na época, ele ganhou muitos aplausos, mas a promessa foi descumprida quando, em 1990, decidiu elevar impostos no país.

2012 – Clint Eastwood

Na disputa eleitoral pela Casa Branca, o ator Clint Eastwood protagonizou um dos momentos mais cômicos da convenção republicana. O convite ao ator tinha como intenção levar uma estrela de Hollywood para os palcos republicanos. No entanto, a performance do aclamado ator acabou motivo de piada e descrita como bizarra. Eastwood arrastou para o palco uma cadeira vazia e começou a fingir estar conversando com um presidente Obama invisível.

O presidente devolveu a piada no outro dia com uma foto postada no Twitter da cadeira presidencial com a frase: “Essa cadeira está ocupada!”

2004 – Barack Obama

O então senador do Estado de Illinois estava brigando por uma vaga no Senado nacional em 2004. Seu discurso na convenção daquele ano tornou um até então desconhecido político de 42 anos em uma das estrelas em ascensão do Partido Democrata. Expôs também o grande talento do futuro presidente dos EUA para a oratória. “Não há Estados Unidos de negros, nem Estados Unidos de brancos, nem Estados Unidos de latinos, nem Estados Unidos de asiáticos; há os Estados Unidos da América. (…) Somos um único povo, todos prometendo lealdade à bandeira americana, todos defendendo os Estados Unidos da América”, disse Obama, no discurso que o lançaria como o futuro líder democrata.

1988 – Bill Clinton

Hoje conhecido como um dos grandes oradores do Partido Democrata, em 1988, o então governador do Arkansas, Bill Clinton, acabou em uma saia-justa após um interminável discurso para apresentar o nome do partido, Michael Dukakis, como candidato daquele ano. Ao se preparar para encerrar o discurso que já ultrapassara 32 minutos, Clinton mencionou a expressão “…e para encerrar” quando imediatamente o público explodiu em uma longa salva de palmas. O episódio virou piada e Clinton riu com o comediante Johnny Casron em seu programa The Tonight Show sobre o caso. Quando Casron perguntou a Clinton como ele estava, antes de ouvir a resposta, colocou uma ampulheta sobre a mesa, arrancando risadas do convidado e da plateia.

1996 – A Macarena

O momento mais marcante na convenção democrata de 1996 não aconteceu nos palcos, mas na pista onde estavam milhares de delegados e participantes da reunião. Vestidos com temas da chapa eleitoral daquele ano, Clinton-Gore, os delegados começaram a dar os braços e a dançar o hit da época, A Macarena. As imagens de delegados de meia-idade cheios de parafernália política dançando a música, uma febre entre os jovens, correu o mundo.

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Uma das delegadas democratas dança a Macarena

 

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