Delegados ainda têm esperança de ver Sanders candidato

Delegados ainda têm esperança de ver Sanders candidato

Seguidores do senador esperam uma reviravolta durante a convenção democrata, apesar de Hillary ser favorita

Redação Internacional

25 Julho 2016 | 21h12

Cláudia Trevisan
Enviada Especial / Filadélfia, EUA

Werner Lange é um socialista que defende o fim do capitalismo global e ainda tem a esperança de que Bernie Sanders saia da convenção do Partido Democrata como o candidato da legenda à Casa Branca. Delegado do Estado de Ohio, ele disse que seguidores do senador tentarão convencer superdelegados a abandonar Hillary Clinton em favor do senador, que teria mais condições de derrotar Donald Trump.

“Ainda tenho esperança”, disse ele ao Estado no estádio onde a convenção é realizada, na Filadélfia. Usando uma gravada estampada com o rosto de seu candidato e os dizerem “Bernie 2016”, Lange não disse o que fará em novembro caso Hillary seja a candidata do Partido Democrata. Mas deu indícios: “Farei de tudo para que Trump não seja eleito, mas votarei em um candidato popular, não das corporações”.

Muitos dos seguidores de Sanders veem Hillary como representante de interesses das grandes empresas americanas e dos banqueiros de Wall Street. Um dos cartazes segurados por eleitores de Sanders é “Voters Not Donors” (Eleitores não doadores), uma crítica ao sistema de financiamento das eleições americanas.

Delegado de Nova York, A.T. Miller é o típico ativista político de esquerda. Com cabelos longos e barba, ele levava na roupa uma série de adesivos e buttons em defesa de suas visões políticas, entre os quais a expansão da saúde pública, a rejeição ao Tratado Trans-Pacífico e a defesa do Black Lives Matter, o movimento que surgiu como reação à morte de homens negros desarmados pela polícia.

“Fui eleito para votar em Bernie e é isso que vou fazer”, observou. Com exceção dos superdelegados, os participantes da convenção têm de votar segundo o resultado do voto das primárias em seus Estados. Em sua opinião, mais importante do que o candidato são as questões que ele defenderá na campanha e em seu eventual governo.

Miller afirma que é imprescindível derrotar Trump, mas não está seguro de que votará em Hillary em novembro. A ex-secretária de Estado lidera com vantagem em Nova York, o que daria a ele a possibilidade de votar em outro candidato sem ter a sensação de estar ajudando o republicano.

Sanam Elquesny, de 24 anos, e Anand Balar, de 20, participam de sua primeira convenção na Filadélfia. “Ele é o primeiro autêntico ser humano a se candidatar”, disse Sanan que trabalhou por Sanders em seu Estado, Indiana.

 

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