‘Desonesta Hillary’, ‘Pequeno Marco’, ‘Ted, o Mentiroso’: os apelidos de Trump para seus rivais

‘Desonesta Hillary’, ‘Pequeno Marco’, ‘Ted, o Mentiroso’: os apelidos de Trump para seus rivais

Estratégia de colar alcunhas ofensivas em rivais ajuda magnata a arrebanhar multidões

Redação Internacional

08 Junho 2016 | 16h30

Com a provável nomeação de Hillary Clinton para concorrer à Casa Branca em novembro pelo Partido Democrata, Donald Trump – que deve ser indicado pelos republicanos para a disputa – já pode se concentrar em um único apelido nas redes sociais: “crooked” (“desonesta”), foi a alcunha escolhida pelo candidato (ou sua equipe de marketing) para qualificar a ex-secretária de Estado. Tweets e postagens no Facebook que mencionam a rival trazem em quase todos os casos o apelido adotado antes do nome de Hillary.

A insistência de Trump no apelido já rendeu efeitos como uma loja online que vende acessórios para celulares, camisetas e outros itens de campanha com a marca Crooked Hillary. O administrador da loja afirma que toda a receita será utilizada “para evitar que a desonesta Hillary chegue à presidência”.

Loja online usa apelido dado por Trump a Hillary para vender camisetas

Loja online usa apelido dado por Trump para vender camisetas

Antes de Hillary e seu “desonesta”, o magnata e estrela de reality show já desfilou uma série de outros apelidos pejorativos para seus adversários de momento. Nas prévias do partido, adotou o “little Marco” (“pequeno Marco”) para se referir a Marco Rubio, senador pela Flórida, que abandonou a disputa em março. Trump dedicou parte de seu tempo nos debates para satirizar a estatura do concorrente.

A piada se reproduziu entre seguidores de Trump – um deles distribuiu uma montagem com Mitt Romney e Marco Rubio como personagens da Ilha da Fantasia, com o “pequeno Marco” atuando no papel do anão Tatu. Romney, derrotado por Barack Obama na eleição de 2012, foi um dos grandes apoiadores de Rubio na tentativa de desbancar o magnata nas prévias.

O último republicano agraciado com um apelido por Trump foi o senador texano Ted Cruz, rival que chegou mais perto de ameaçar o reinado do magnata entre os eleitores republicanos. “Lyin’ Ted” (“Ted, o mentiroso”).

A ideia foi repetida tanto em redes sociais quanto em debates e comícios, virando um mantra repetido pelos seguidores de Trump em mais de uma ocasião.

Entre os rivais poupados da repetição de apelidos – parte da tática de Trump para agradar seu eleitorado com um discurso mais próximo da “vida real” – está Ben Carson, que abandonou a corrida republicana no início de março, dias após o debate em que afirmou ter como critério “a salada de frutas da vida” de uma pessoa para indicá-la à Suprema Corte.

A adversária interna Carly Fiorina, que deixou de concorrer nas prévias em fevereiro, foi alvo direto de ataques do bilionário, mas não teve uma alcunha “personalizada” repetida por ele. Mais tarde, em um último esforço para barrar a indicação de Trump, Fiorina aceitou o convite para concorrer à vice-presidência em uma possível chapa de Ted Cruz, mas o movimento não conseguiu dar ao texano a força de que precisava para superar o homem do showbusiness.

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