Em plano antiterror, Trump diz que fará um ‘exame exaustivo’ de imigrantes para proteger os EUA

Em plano antiterror, Trump diz que fará um ‘exame exaustivo’ de imigrantes para proteger os EUA

Além de suspender a imigração procedente de alguns países, magnata afirmou estar disposto a trabalhar com Otan e aliados de Washington no Oriente Médio, e insistiu na necessidade de ‘uma nova abordagem’

Redação Internacional

16 Agosto 2016 | 13h58

WASHINGTON – O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou seu plano antiterrorista, afirmando que implementará um “exame exaustivo” de imigrantes como uma maneira de proteger o país, além de suspender a imigração procedente de alguns países.

Comparando a época atual com a Guerra Fria, o magnata disse estar disposto a trabalhar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e com os aliados de Washington no Oriente Médio, insistindo na necessidade de “uma nova abordagem”.

Candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump

Candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: Jeff Swensen/Getty Images/AFP)

“Meu governo continuará as operações militares conjuntas e da coalizão para destruir o grupo Estado Islâmico”, prometeu, destacando também a urgência de uma “cooperação internacional para liquidar o financiamento” obtido pelo grupo jihadista.

“Trabalharemos estreitamente com a Otan nessa nova missão (…). Também acho que podemos encontrar um terreno comum com a Rússia na luta contra o EI”, afirmou Trump.

“Da mesma maneira que ganhamos a Guerra Fria ao expor os males do comunismo e as virtudes do mercado livre, devemos derrotar a ideologia do Islã radical”, afirmou o republicano em um discurso em Ohio, um Estado considerado chave para as eleições de novembro.

Trump ainda propôs instituir uma “comissão sobre o Islã radical que inclua vozes reformistas” para identificar sinais precoces de radicalização e desmantelar as redes de apoio aos extremistas. “Estaremos juntos daqueles que reconheçam que essa ideologia de morte deve ser aniquilada”, completou.

No mesmo discurso, ele defendeu “uma nova política para a imigração”, considerando que os atentados realizados nos Estados Unidos desde o 11 de Setembro têm como ponto comum o fato de que havia “imigrantes ou filhos de imigrantes envolvidos”.

“Devíamos admitir neste país apenas aqueles que compartilham nossos valores e que respeitam nosso povo”, ressaltou. “Na Guerra Fria, tínhamos uma análise ideológica. Já passou da hora de desenvolver uma nova triagem para as ameaças que enfrentamos hoje. Chamo isso de exame exaustivo”, explicou.

“É hora de uma nova abordagem”, defendeu o magnata, criticando uma série de ações diplomáticas e militares tomadas pelo presidente americano Barack Obama e pela ex-secretária de Estado e sua rival democrata na corrida à Casa Branca, Hillary Clinton.

“Criamos vazios que permitem ao terrorismo crescer e prosperar”, continuou Trump. “A política de Hillary Clinton permitiu oferecer um cenário mundial ao grupo Estado Islâmico”, acrescentou.

“O governo de Trump estabelecerá um princípio simples, que se aplicará a todas as decisões relativas à imigração. Seremos firmes, inclusive radicais”, prometeu ele.

O empresário voltou a se comprometer a “suspender a imigração de algumas das regiões mais instáveis e perigosas do mundo, que têm antecedentes de exportar terrorismo”. Alguns minutos antes do discurso do republicano, o vice-presidente Joe Biden, em campanha ao lado de Hillary Clinton pela primeira vez, disse que Trump “está totalmente, profundamente, desqualificado para ser presidente dos Estados Unidos”.

“Nenhum funcionário indicado por um partido na história dos Estados Unidos soube menos, ou esteve menos preparado para dirigir a segurança da nossa nação do que Donald Trump”, afirmou Biden. / AFP

Veja abaixo: Obama diz que Trump não tem condições de ser presidente