Entre democratas, Clinton e Obama são sobrenomes fortes

Ex-presidentes atraem atenção em convenção democrata

Redação Internacional

26 de julho de 2016 | 21h19

Donald Trump é um personagem quase ignorado nos protestos dos seguidores de Bernie Sanders, que focam sua energia no combate à candidatura de Hillary Clinton e no ataque a uma das principais iniciativas de Barack Obama, o Tratado da Parceria Trans-Pacífico (TPP). Para muitos dos eleitores do senador, a promoção do acordo de livre-comércio é uma demonstração de que o atual presidente “traiu” os ideais progressistas que o ajudaram a chegar à Casa Branca.

Partidários de Sanders também rejeitam o ex-presidente Bill Clinton de maneira contundente. Eles o acusam de adotar uma linha dura no combate à criminalidade que agravou o problema da superlotação de prisões e atingiu de maneira desproporcional os afro-americanos. Mas tanto Clinton quanto Obama continuam a ser extremamente populares entre a grande parte dos democratas, que deram a maioria dos votos a Hillary nas primárias.

Obama discursará na quarta-feira, 27, na Filadélfia. Na segunda-feira, a primeira-dama Michelle Obama fez um pronunciamento histórico em defesa de Hillary, no qual atacou os valores representados por Donald Trump sem mencionar o nome dele. Michelle se referiu aos desafios de educar duas filhas na Casa Branca sob os holofotes da opinião pública para criticar o candidato republicano. “Pedimos a elas que ignorem aqueles que questionam a cidadania e a fé de seu pai”, disse, em uma referência indireta a Trump, que liderou um movimento fracassado para tentar provar que Obama não nasceu nos EUA. “Nós explicamos que quando alguém é cruel ou age como um brutamontes você não se dobra a seu nível.”

Michelle apresentou a eleição não apenas como uma opção entre candidatos e partidos, mas como a definição da pessoa que será um modelo para as crianças, em razão do impacto das palavras e ações do presidente dos EUA. “Esta eleição e toda a eleição, é sobre quem terá o poder de moldar nossas crianças pelos próximos quatro ou oito anos”, afirmou. Para ela, apenas Hillary pode desempenhar essa função na atual disputa. / Cláudia Trevisan

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