EUA reforçam defesa contra ataques cibernéticos na eleição

Segundo a rede de TV CBS, também há risco de ataque da Al-Qaeda em NY, Texas e Virgínia na segunda-feira

Redação Internacional

04 de novembro de 2016 | 16h59

Autoridades federais e estaduais nos Estados Unidos estão reforçando defesas cibernéticas contra possíveis ataques eletrônicos a sistemas de votação nas eleições em 8 de novembro, mas poucas ações contra eventuais distúrbios civis ou violência. Além do risco de ciberataques, o setor de inteligência do governo alertou autoridades locais de Nova York, Texas e Virgínia sobre a possibilidade de ataques da Al-Qaeda na segunda-feira, um dia antes da eleição.

A ameaça da pirataria digital e o potencial de confrontos violentos estão ofuscando uma já rancorosa disputa presidencial entre a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, em meio a temores de que Rússia e outros agentes divulguem informações errôneas online que possam mexer com a votação.

 

 

Em entrevista à emissora russa RT, Assange garantiu que Moscou não é a fonte dos e-mails divulgados pelo site (FOTO: AP Photo/Markus Schreiber)

Em entrevista à emissora russa RT, Assange garantiu que Moscou não é a fonte dos e-mails divulgados pelo site (FOTO: AP Photo/Markus Schreiber)

Para conter a ameaça cibernética, todos menos dois Estados norte-americanos aceitaram a ajuda do Departamento de Segurança Interna do país (DHS) para investigar o registro eleitoral e os sistemas eleitorais para vulnerabilidades, disse um funcionário do departamento à Reuters.

Ohio pediu uma unidade de proteção digital da Guarda Nacional, uma força de reserva dentro do exército dos EUA, para ajudar a proteger os sistemas do Estado.

Na véspera, a secretária de Estado do Arizona, Michele Reagan, e sua equipe de segurança digital se reuniram com autoridades do FBI e do DHS, além de agências estaduais, para discutir ameaças cibernéticas.

Especialistas em segurança digital e autoridades dos EUA dizem que as chances de que um ataque altere os resultados das eleições são remotas, em parte porque as máquinas de votação normalmente não estão conectadas à internet.

Ataques. Quanto à ameaça da Al-Qaeda, não foram mencionados locais específicos, mas autoridades do setor de inteligência dos EUA alertaram forças-tarefa de combate ao terrorismo sobre a ameaça, de acordo com a rede de TV CBS.

O FBI não fez um comentário específico sobre a reportagem. “As comunidades de combate ao terrorismo e de segurança interna permanecem vigilantes e bem-posicionadas para se defender de ataques aqui nos Estados Unidos”, disse o FBI em comunicado nesta sexta./ REUTERS

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