Frustrado com vitória de Trump, Nobel destroça Green Card

Frustrado com vitória de Trump, Nobel destroça Green Card

O escritor nigeriano Wole Soyinka diz que vai deixar residência nos EUA

Redação Internacional

02 Dezembro 2016 | 05h00

JOHANNESBURGO – O escritor nigeriano e Prêmio Nobel Wole Soyinka despedaçou seu Green Card e renunciou a sua residência nos Estados Unidos em protesto pela eleição do republicano Donald Trump à Casa Branca, disse o autor nesta quinta-feira ao canal de TV eNCA.

“Farei isso”, disse Soyinka, de 82 anos, ao ser questionado se cumpriria sua promessa de deixar os EUA se Trump vencesse a disputa.

“Quando eu estiver pronto, tiver terminado minhas coisas, negociarei minha partida”, disse o escritor nigeriano no intervalo de uma conferência em uma universidade de Johannesburgo.

Nobel literature laureate Wole Soyinka speaks to the media during an interview at his home in Abeokuta, 80 km (50 miles) north of the capital Lagos, Nigeria, July 8,2004. Soyinka said oil exporter Nigeria is heading for a violent implosion that would dwarf the crisis in Sudan's Darfur region and added a wave of mass killings in May this year was just a precursor to the balkanization of Africa's most populous nation, as rival ethnic and religious groups vie for dominance. REUTERS/George Ersiri

Wole Soyinka diz que ficou doente ao saber da vitória de Trump. (Foto: George Ersiri/Reuters)

Soyinka tem regularmente lecionado em uma liga de oito universidades privadas do nordeste dos EUA desde os meados dos anos 90, depois de receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1986. Ele foi o primeiro escritor africano a receber a premiação.

Um frequente e duro crítico de seu governo, principalmente em razão da carnificina cometida pelos militantes do grupo Boko Haram no nordeste da Nigéria, Soyinka disse ter ficado doente com o choque da vitória de Trump.

“Nós, do Continente Africano, podemos nos gabar que tivemos o descendente de um conterrâneo governando os Estados Unidos”, disse Soyinka, referindo-se ao atual presidente americano, Barack Obama, cujo pai era queniano.

“De repente, alguém está fazendo discursos que significam o retrocesso dessa conquista”, declarou./ REUTERS

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