Fuga da crise no Brasil e em busca de uma nova vida nos EUA

Fuga da crise no Brasil e em busca de uma nova vida nos EUA

Cada vez mais brasileiros estão se mudando para os EUA para trabalhar e tentar reconstruir a vida

Redação Internacional

19 de novembro de 2016 | 22h00

Cláudia Trevisan
Enviada Especial / Boston, EUA

Vagner Barros integra a nova onda de imigrantes brasileiros que chegaram aos EUA fugindo da crise econômica. Morador de Rondônia, ele tinha uma agência de turismo em Porto Velho e outra em Jaci-Paraná, que quebraram com a recessão e o fim das obras da usina de Jirau. Seu projeto é ficar nos EUA até 2020 e economizar para iniciar um novo negócio.

Barros é pintor durante o dia e, à noite, faz bicos de faxineiro, lavador de pratos e o que aparecer. “A gente vem para o primeiro mundo, mas ficamos na terceira classe, fazendo o serviço que o americano não quer.” Ele disse que envia US$ 4 mil por mês ao Brasil, parte dos quais vão para sua filha única, Yasmim. “Tenho um iPhone 7 e dei um para minha mãe e outro para minha filha. No Brasil, não dava para colocar gasolina no carro.”

EUA 18/11/2016 INTERNACIONAL / EXCLUSIVO EMBARGADO O rondonense Vagner Barros, de 40 anos, faz parte da leva de brasileiros que chegou à região de Boston a partir de meados do ano passado, sob impacto da crise econômica no Brasil. Barros decidiu se mudar para os EUA depois que suas duas agências de viagem quebraram.

Vagner Barros mudou-se para os EUA depois que suas duas agências de viagem quebraram. Foto: Cláudia Trevisan/Estadão

Nos EUA há 15 anos, o padre Volmar Scaravelli afirma que os imigrantes recentes são diferentes dos anteriores, com nível educacional mais alto e avessos ao trabalho braçal. “São pessoas de baixa classe média, muitos com faculdade”, disse. Para José Natal Gonçalves, dono da imobiliária Mega Realty, em Framingham, a demanda de brasileiros por aluguel aumentou. “Não estamos dando conta. Não há imóveis disponíveis.”

Tudo o que sabemos sobre:

brasileirosimigração

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: